segunda-feira, 30 de agosto de 2010

DETALHES SOBRE A FESTA DA LIGA!

Com um tempo relativamente longo de preparação, o dia foi-se aproximando. Estava programado, como já vem sendo habitual, um retiro para Servos Externos a ter lugar na véspera da festa, já que, após uma conclusão prévia do mesmo, os participantes costumam coroá-lo com a adoração geral da festa.Assim aconteceu.
Estiveram no retiro, no Centro Apostólico, 30 Servos, alguns já admitidos, outros em preparação para o acto.
O "Menu" servido foi o livro "Escritos", comentários ao evangelho de S. Mateus, de D. João de Oliveira Matos, que estava para ser apresentado no dia da festa.
Foram seleccionados, para reflexão os temas:
-Jesus e a lei
-A confiança na providência
-Os falsos profetas
E ainda o primeiro discurso de Jesus sobre as Bem-aventuranças. Não se esqueceu, claro está, a Acta da Fundação da Liga, um dos documentos mais importantes, para se compreender o que o Senhor D. João tinha em vista, ao fundá-la.
Na parte da tarde, o Assistente Geral recorreu à colaboração do Pe Luís Miguel, que foi admitido na Liga, ainda diácono, mas, actualmente, além de ser Servo de Jesus, é também sacerdote, o que significa que tem a capacidade de expôr temas como o que lhe foi solicitado: O apostolado: O que é ser apóstolo, já que é missão do Servo preocupar-se com a expansão do Reino de Deus.
Agradou à assembleia a maneira prática e acessível da sua exposição e todos ficaram motivados para o trabalho apostólico. Assim o fervor se mantenha, o que é possível com a ajuda de Deus e muita oração.
Após o jantar, os que puderam dirigiram-se à Ruvina, local da realização da festa. A adoração geral teve lugar na Igreja Paroquial, das 22:00 às 23:30 horas e foi seguida de procissão eucarística, dali para a capela da Casa de Cristo Rei.
Durante o resto da noite, as Comunidades das Servas sucederam-se, para adorar, louvar, reparar, dar graças e também pedir, ao Santíssimo Sacramento, solenemente exposto. A capela estava preparada com gosto e arte. Se os membros da Liga não estivessem ali presentes, as próprias flores proclamariam os louvores do seu Criador que as fez de uma beleza sem igual e não se cansariam de dizer gratidão, com a vantagem de não terem de pedir perdão, pois nada fazem que desagrade a Deus.
A manhã chegou, cantou-se o "Te Deum" e aguardou-se a hora da Eucaristia, que foi celebrada às 11:00 horas. Antecedeu-a um breve ensaio dos cânticos, enquanto a multidão se ia acumulando. A capela ficou completamente cheia e os espaços mais próximos também serviram para quem não queria perder o momento mais importante do dia.
O Senhor D. Manuel Felício, bispo da Guarda e Superior da Liga, presidiu à celebração, acompanhado do bispo emérito, D. António dos Santos e de um grupo de sacerdotes, menos numeroso do que é habitual, pois era sábado e já conhecemos os sábados e os domingos dos nossos padres.
Na homilia, que será publicada oportunamente, o Senhor D. Manuel comentou alguns artigos das Constituições, lembrou os deveres dos Servos, o seu papel nas paróquias e em colaboração com os párocos e referiu-se ao novo ano pastoral, recomendando às comunidades de Servas que se abram às paróquias e proporcionem aos que o desejarem a oportunidade de rezarem em conjunto, pelo menos um das horas da "Liturgia das Horas", que não são exclusivas dos padres, explicou, mas devem ser extensivas a todo o povo de Deus.
Depois da homilia, foram admitidos onze novos Servos Externos, dos quais faz parte o Pe Helder Lopes, actual pároco da Ruvina e de outras aldeias vizinhas.
Seguiu-se um almoço de confraternização e a festa foi encerrada no Salão da Casa de Cristo Rei, onde foi apresentado o relatório de actividades da Liga, de 2009/2010, o livro "Escritos", já referido atrás e uma súmula do que foi a vida das crianças que, desde a fundação da Casa, ali foram ajudadas, sob a orientação de D. Cândida Correia, mais conhecida por D. Candidinha, à qual se sentem muito ligadas e da qual reconhecem que muito receberam. Foi uma história detalhada, contada em prosa, em verso e com cânticos, acompanhados ao órgão pelo senhor Pe Manuel Geada Pinto, que, na altura, também colaborava na educação das crianças, que visitava com alguma frequência.
Encerrou a Sessão o Senhor D. Manuel Felício, com umas palavras alusivas ao que tinha sido apresentado.
Tudo terminou com o cântico do Hino da Liga, com todo o entusiasmo.



domingo, 29 de agosto de 2010

FESTA DA LIGA, EM 2010!

Correu bem. Parece-nos que Deus foi glorificado, tanto na vigília de oração nocturna, como no ponto culminante, a eucaristia do dia da festa. E já os preparativos, levados a cabo pelos responsáveis gerais e locais, foram realizados com amor, para que todos fossem bem acolhidos, sem ostentação, mas com algum conforto, e não tiveram em vista mais do que a glória de Deus, a expansão do reinado de Cristo e o amor dos irmãos, à boa maneira do Fundador da Liga dos Servos de Jesus.
Tudo esteve bem, nada faltou, nem o apanhado da vida de D. Candidinha, apresentado pelas, então, crianças e jovens, que ela, com todo o amor e carinho maternal, ajudou a criar e a educar, e agora já bem marcadas pela idade e pela vida, nem sempre fácil.
Foi um gesto louvável, justo e que manifestou o carinho mútuo que existiu e sulcou profundamente a personalidade destas gentes.
Já se encontra no céu, a Senhora D. Candidinha, a gozar o mérito do que por cá fez. Não duvidamos. Mas quem manifestou ter a certeza absoluta de que assim é, foi, precisamente, o já referido grupo.
Na verdade, a gratidão fica muito bem!
Já de regresso a casa, e na eucaristia dominical antecipada, que habitualmente celebramos, o capelão da Comunidade da Cerdeira fez questão de sublinhar que a festa foi algo de grandioso, que a Liga está viva e bem viva. O Senhor Pe Souta, não participou. Mas o relato que alguém lhe fez levou-o a esta conclusão. Referiu os novos Servos admitidos, as celebrações, o convívio...
Ia-nos convencendo que a Liga está, realmente, no seu auge! E quem sabe? Pode ser uma profecia. E, se o é, não deixa de ser animadora!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

LÁ SE FORAM...


Os Servos de Jesus partiram para uma viagem recreativa e cultural. Serão momentos de são convívio a guardar no album de recordações, cuja lombada já vai atingindo uma dimensão considerável. Para se descrever tanta coisa, de vidas bastante longas, das quais a juventude já está "miles away", como dizem os ingleses, impõe-se investir numa boa coleccção, já que são compostas de factos bem valiosos, incluindo aquelas pequeninas coisas que passam despercebidas aos olhos do mundo, mas que, para Deus, fazem toda a diferença.
E a actividade teve um início "cinco estrelas": Foi com a Eucaristia, celebrada, ali, no Outeiro de São Miguel, bem perto do túmulo que guarda quem nos indicou, de uma forma clara e prática, o caminho para Jesus Cristo, o Fundador da Liga dos Servos de Jesus, D. João de Oliveira Matos.
Na homilia, o senhor Pe Moiteiro fez uma síntese da Liturgia da Palavra. Parece que andava por ali o profeta Hananias a profetizar sem ter sido enviado e a levar o povo a acreditar na mentira. Não se deve falar, sem se saber bem o que se afirma e muito menos se deve induzir em erro quem anda de boa fé.
No Evangelho, o milagre da multiplicação dos pães, como prenúncio da Instituição da Eucaristia, veio mesmo a calhar, pois precisamente a Eucaristia deve ser o centro da vida da Igreja e da Liga dos Servos de Jesus, como tanto insistia o nosso Fundador e fez questão de sublinhar o celebrante.
Também nos faz bem a lição que Jesus dá aos Apóstolos, quando estes Lhe sugerem que mande a multidão às aldeias mais próximas, em busca de alimento, pois constataram que estavam famintos. Demasiado comodistas, como acontece, por vezes, connosco!...
Mas Jesus dá-lhes uma boa "sacudidela" ao replicar: "Dai-lhes vós mesmos de comer!"
Entreolharam-se, como quem diz: "Agora é que foi pior!"
E o facto de possuirem, apenas, cinco pães e dois peixes, não foi problema para Jesus. Com eles alimentou toda a gente, e tê-lo-ia feito a partir do zero, se não tivese em conta o valor do nosso contributo, para a realização de um qualquer milagre.
Finalizada a Eucaristia, foi a partida, com a bênção do Senhor!
Cada membro do grupo é importante, enquanto filho de Deus. Mas gente de mais algum peso, porque ministros ordenados, merecem uma referência especial.
Aqui fica:

O Senhor Pe Moiteiro,
Que vai de modo certeiro,
Ao que é essencial;
Ali se apresentou
E com todos partilhou
O seu saber sacerdotal.

O Senhor Pe Igreja,
Que a muitos faz "santa" inveja,
Pela organização,
Que, das veias suas, parte,
Com tal engenho e arte,
Que até faz impressão!

O senhor Pe Farias,
Se o visses, não dirias
A ideia que de nós faz:
O grupo das "semi-novas"
Fê-lo crer, por suas obras,
O muito de que é capaz!

O Senhor Pe Luís,
Parece que nada diz,
Anda a apalpar o terreno;
Acode, se ouve Pardal,
Já que é tão natural,
Seu olhar, assim sereno!

Que tudo corra pelo melhor e seja, também, um enriquecimento espiritual, pois há valores de tal maneira encadeados, que não se separam facilmente!
Boa viagem!

terça-feira, 27 de julho de 2010

PARA QUE OS QUE COSTUMAM VISITAR ESTE BLOGUE POSSAM REFLECTIR SOBRE ESTE TEXTO!

Igreja de Fonte de Angeão, 22 de Julho de 2010

Homilia de D. António Francisco, Bispo de Aveiro, nas exéquias do P.e Manuel Cartaxo, no dia 22 de Julho, na Igreja de Fonte de Angeão
1.Isaías na primeira leitura convida-nos a olhar para lá da planície do tempo humano que passa e da estrada da vida interrompida e a elevar o coração para o alto do monte e para o lugar do banquete onde Deus arrancará o véu do luto e destruirá a morte. Todos precisamos desta palavra do profeta, corajosa e convicta, para podermos dizer e acreditar: «Este é o Senhor nosso Deus, o único que pode enxugar as nossas lágrimas» (Is 25, 6-9). As lágrimas de que fala o profeta são hoje as lágrimas pesadas dos pais, dos irmãos e da família do nosso Padre Manuel João dos Santos Cartaxo; as lágrimas de gratidão dedicada do senhor D. António dos Santos, de quem ele foi inexcedível colaborador e junto de quem foi sempre e em todas as horas desvelada presença; as lágrimas dos conterrâneos e amigos desta terra que lhe serviu de berço e hoje o envolve de carinho, as lágrimas dos presbitérios das dioceses de Aveiro e da Guarda, das suas comunidades cristãs e dos seus bispos; as lágrimas caídas no chão desta Igreja nova que ele sonhou para a sua terra e que abre pela primeira vez as suas portas para o receber e da igreja nova da sua paróquia de Ponte de Vagos, aqui ao lado, que ele com tanto cuidado ajudava a erguer; mas sobretudo as lágrimas da Igreja viva que todos somos, que sofre e chora por esta tão dura e dolorosa provação. Faz-nos tanta falta o padre Cartaxo!
2.Sabemos, diz-nos S. Paulo, que «Aquele que ressuscitou o Senhor Jesus também nos há-de ressuscitar a nós. Temos uma habitação no céu» (2 Cor 4, 14-5,1). Esta é a força da fé que nos dá serenidade na dor, confiança apesar da provação e sentido de vida mesmo para lá da morte. Temos saudades do Padre Cartaxo! Veremos a partir de hoje lugares por ele ocupados, agora vazios, trabalhos por ele realizados, agora sem operários, e caminhos de alegria, de paz e de reconciliação por ele percorridos agora com menos caminhantes. Sabemos, todavia pela fé que as horas de Calvário, os caminhos desertos da cruz e as noites tristes de luto e de morte anunciam já em vigília para os crentes as manhãs vencedoras da ressurreição e da Páscoa.
3. Só à luz da Páscoa e no horizonte da vida que não acaba e que a morte por mais cruel e inesperada não destrói, teremos possibilidade de revisitar o Sermão das Bem - aventuranças e falar da felicidade dos simples, dos pobres, dos que choram, dos mansos, dos puros de coração e dos construtores da paz. O texto do Evangelho, hoje proclamado, delineou o perfil e cinzelou a identidade do Padre Cartaxo e moldou-lhe o seu coração sacerdotal neste jeito evangélico de viver. Vinda de longe, uma mensagem de um sacerdote da nossa diocese, Padre Pedro José, diz assim: «recordo o seu jeito de conversar pequeno e leve, totalmente interessado e modesto. Sempre preocupado com a sintonia diocesana, procurava edificar sem impor. Transparecia nele o padre - homem sempre moldado espiritualmente pelo Lava-pés. Ofertório completo e anónimo, até ao fim. Homem na sombra com luz própria. A minha devoção e piedade, se as tenho, foram sistematizadas a partir de um retiro que ele nos pregou no seminário menor».
4. O padre Cartaxo nasceu aqui bem perto, em 16 de Abril de 1943. Frequentou os Seminários de Santa Joana Princesa em Aveiro e de Cristo Rei dos Olivais, em Lisboa. Foi ordenado presbítero em 30 de Julho de 1967. Assumiu, de imediato, o múnus de vigário paroquial de S. Salvador de Ílhavo de onde foi posteriormente pároco até partir em 1980 para a Diocese da Guarda, como Secretário do senhor D. António. De lá regressou a Aveiro e aqui acolheu com impressionante disponibilidade e exemplar comunhão com os seus bispos todos os trabalhos pastorais que lhe eram solicitados, desde o Tribunal diocesano, onde era Juíz e Promotor dos Processos de Ordenações, à colaboração pastoral no arciprestado junto dos irmãos padres, e desde há um ano como Pároco de Ponte de Vagos, até ao ministério precioso do sacramento da reconciliação que semanalmente celebrava no Santuário de Nossa Senhora de Vagos. Trabalhou no Escutismo e era membro da Associação dos Canonistas portugueses.
5. Na entrada da casa de seus pais, em Coimbra, o Padre Cartaxo escrevera, há muitos anos, em letra sua esta frase: “Tenho uma viagem marcada: Quando a faço não sei. Do que tenho não levo nada. Só levo tudo o que dei”. Quando regressou a Aveiro para viver em Santo António de Vagos, transcrevera esta mesma frase para a entrada da porta da casa do senhor D. António, onde vivia. Deus veio ao seu encontro nesta viagem a meio destes dois lugares, ocupado e dedicado junto do pai na fé, que é o bispo, a quem serviu como apelo da missão, e a caminho da casa dos pais e irmãos de quem cuidava com carinho filial e amor fraterno. Insondável desígnio de Deus este, que me leva a rezar, com clamor e lágrimas: Velai, Senhor, pelos nossos padres e fazei surgir vocações sacerdotais, religiosas e missionárias nestas tão abençoadas e fecundas terras de Aveiro. Sei, Senhor, que cuidais de nós e acredito que também na morte prematura e inesperada do Padre Cartaxo, envolvida em mistério insondável, se cumpre a promessa do Evangelho: “o grão de trigo lançado à terra germinará a seu tempo e os frutos serão abundantes”.
Na viagem que agora faz, o Padre Cartaxo leva consigo «tudo o que deu» e é imenso! Deixa-nos «tudo o que tem».
+António Francisco dos Santos, Bispo de Aveiro
(Texto transcrito, conforme me foi enviado.)

E O "CAMPO" ACOLHEU ALGUMAS SEMENTES...

Retiro de Julho: 16 a 20; Centro Apostólico
Como fazer um resumo,
Dos dias, aqui, passados?
Não será fácil, presumo,
Na estatística ver dados…

Que pensaria de nós,
Do Seminário, o Reitor?
Que temos mente veloz,
Para tudo saber de cor?

Bom seria, assim o penso,
Para o passarmos à vida…
Mas, com assunto tão denso,
Senti-me um tanto perdida.

Não seja isto motivo,
Para crer que pregou em vão!
Falou de modo assertivo:
Nós entendemos, ou não!

Muito sobre o Evangelho,
São Marcos foi escolhido;
E, se existe algo de belo,
Este é o meu preferido.

Para nós, que já ouvimos
Dele falar, tantas vezes,
Mais e mais nele descobrimos
Novas e actuais teses.

Aplicadas, com cuidado,
À comum vida cristã,
Veremos edificado
Um novo mundo, amanhã.

E, se mudarmos um pouco
A nossa cristã vivência,
Se o nosso agir não for oco,
Já valeu a insistência.

Se caminho lado, a lado,
Na vida, com Jesus Cristo,
É um viver desencontrado,
E, ao mau humor, não resisto.

É preciso que esse encontro
Se concretize em mim.
Este é um importante ponto,
Outros seguirão, por fim.

Não vivamos nossa fé,
Em ondas de emoção.
Melhor do que isso, é
Ter maduro o coração.

Ondas são para a juventude
E a nossa, onde estará?
Tem-na o Senhor, que Ele a mude
Em mérito para quem a dá.

Vêm, dos Apóstolos, os Actos,
Que a Igreja definem bem;
Cronometrizam os factos,
Dão-lhe Maria por Mãe.

Então, da Igreja figura,
Mãe, mais tarde proclamada;
O que logo se assegura
É a protecção ansiada.

Entram, no grupo, mulheres,
O que é inovação;
Em comum, há os haveres,
Em fraterna união.

Assíduos à oração,
Excelente compromisso!
Alimenta a união,
Dá sentido ao Serviço.

Devemos dar testemunho,
Ainda que imperfeito;
Cada um lhe imprime um cunho:
Não há humano, sem defeito!

Se esperamos a perfeição,
Difícil é de atingir…
Melhor do que dizer “não”
É, aos poucos, progredir.

Não o dar é omissão
E isso é bem mais grave!...
O que importa é ser cristão:
Ainda bem, se o mundo sabe!

Se formos os transmissores,
De uma doutrina integral,
Teremos opositores,
Querer-nos-ão fazer mal!

Foi assim que procederam,
Com os Apóstolos e Jesus,
Que nunca, por medo, cederam,
Às ameaças da Cruz.

Confere autenticidade,
Dos Apóstolos, à pregação,
Toda a serenidade,
Com que encaram a perseguição.

Não respondem com ameaças:
Obedecer a Deus é mister!
Têm repletas as taças,
Farão o que Ele quiser…

Querem que, agora, lhes faça,
De fé uma definição?
Saibam que é uma graça,
Nunca, humana disposição.

A Igreja jamais muda,
No que é essencial;
Mas, saber isto, ajuda:
Não tem modelo ideal.

O Evangelho de Cristo
Não é uma filosofia,
Pois apela ao compromisso
E isso dela o distancia!

Jesus e João Baptista,
Ambos, discípulos tiveram;
O Espírito está à vista,
Naqueles que a Jesus seguiram.

A sua ausência é evidente,
Nos discípulos de João;
Mas, são todos boa gente
E a segui-lo dispostos estão.

Tudo fica em aberto
E com flexibilidade:
Que nós fiquemos mais perto,
Do caminho da santidade.

Obrigada, Senhor Padre,
Por nos rasgar horizontes;
Que, da Santa Igreja Madre,
Bebamos, sempre, nas fontes!

Pinheiro aponta o Alto,
O Alto apontou à gente;
Já, do mundo, o rude asfalto
Vai tentar fazer diferente.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

MAIS UM DIA, RICO, DO PONTO DE VISTA ESPIRITUAL!...

Hoje, dia 25 de Julho, na celebração dos 87 anos de ordenação episcopal do Senhor D. João, reuniram no Outeiro de S. Miguel, para uma tarde de convívio e reflexão, cerca de 150 funcionários, das diferentes secções do Instituto de São Miguel, familiares seus e irmãs, da Liga dos Servos de Jesus. Começámos pelas 15 h, no salão de festas do Outeiro, com uma reflexão sobre os três pilares nos quais o nosso Fundador assentava a vida dos membros da Liga e, por consequência, de todos os cristãos: a eucaristia, o cumprimento dos deveres de estado e o “vede como eles se amam”. Inserido ainda nesta primeira parte, foi apresentado o próximo livro de escritos do Sr. D. João, sobre o Evangelho de S. Mateus, (a apresentar na próxima festa da Liga, na Ruvina) e alguns dos conselhos que ele dá para a vivência da nossa vocação de filhos de Deus.
A eucaristia foi celebrada pelas 16 h e teve a participação de vários familiares dos nossos funcionários, sobretudo filhos e maridos. A homilia centrou-se no tema da oração, do qual o Sr. D. João foi um grande exemplo para todos nós, e algumas regras práticas para fazermos uma boa oração: dar tempo a Deus, sem tempo não há oração; dialogar com Deus implica falar a Deus e escutar o que Ele tem para nos dizer, de contrário a oração seria um monólogo; a oração cristã projecta a nossa vida para fora de nós, uma vez que na oração não somos nós o centro, mas sim as grandes intenções da oração de Jesus, tal como aparecem no Pai-nosso: que a salvação chegue a todo o mundo (santificado seja o vosso nome), que venha o vosso Reino (o mundo novo que todos somos chamados a construir), a pedir o pão material e o espiritual; o perdão como a expressão mais excelente do amor e o não cairmos na tentação de tudo aquilo que nos desvia da construção do Reino de Deus.
A seguir à eucaristia, foi o lanche partilhado, onde não faltaram as mais saborosas iguarias.

Para o ano há mais…
Padre Moiteiro