domingo, 12 de dezembro de 2010

ENCONTRO DE SERVOS EXTERNOS, EM LISBOA!


 "Felizes os que dão fruto pela perseverança!..."

Dezembro, mês do Natal. Visitam-se as famílias, de perto e de mais longe, pois o amor e a amizade não têm distância definida, chegam aos lugares mais incríveis. Neste caso preciso, houve, como é evidente, presença física. Noutros, será a presença espiritual, não menos valiosa, requerendo, porém, uma fé mais profunda, da parte de quem está distante.
Refere-se, aqui, o encontro de Servos Externos, realizado, ontem, dia 11, em Lisboa, como anunciam vários motivos, apresentados neste Blog. Estiveram presentes 14 Servos, uma boa dose de fermento que vai, por certo, levedar grande quantidade de massa, naquela que é a maior cidade de Portugal!
E constou de quê, este encontro, para além da partilha e renovação da amizade que nos une?
Houve um primeiro momento ocupado na transmissão de informações, relativas às actividades que constam do Plano Anual, que já se foram concretizando, ou que estão agendadas.
Os nossos Coordenadores não param. Ainda que nós nos esqueçamos, por momentos, do que há para fazer, eis que tudo se desenvolve, normalmente, e no momento exacto.
Bem hajam, por se manterem vigilantes!
Bem nos repete a Liturgia do Advento: “Chegou a hora de nos levantarmos do sono…”. Mas, para nós, só algo que fale mais alto nos poderá despertar. O que será, afinal?
Aguardemos…
Seguiram-se as actualizações sobre o andamento do processo de Beatificação do Senhor D. João, um assunto de interesse para todos, e sobre o projecto iniciado em Angola, que, conforme consta, e no que se refere ao edifício material base, está em fase bastante avançada. Quanto ao mais importante, quem poderá manifestar-se sobre ele?
Ninguém duvida que as Irmãs têm trabalhado, e muito, na expansão do Reino. Mas este labor não é mensurável. Só esperamos que não se esforcem para além das faculdades que Deus lhes dá, pois gostaríamos de as ver brevemente, e, de preferência, rejuvenescidas.
Reflectiu-se, em seguida, sobre o Evangelho de S. Mateus, sempre tendo como referência os “Escritos”, do Senhor D. João. É o que a Liturgia nos “serve” durante este ano A, há pouco iniciado, como manjar suculento.
Se conseguirmos “digerir”, nem que seja uma pequena parte, já nos podemos considerar felizes, quando o ano chegar ao seu términos.
Por fim, surgiu o momento auge do dia, a celebração Eucarística, como gostava o nosso Fundador, que se fizesse, sempre que possível. Foi muito vivida pelo grupo, que é detentor de formação suficiente, para reconhecer que esta é a parte mais importante de qualquer encontro.
Como não conseguimos separar o espírito do corpo, ainda que, por vezes, e nos momentos de maior entusiasmo, tenhamos essa ilusão, o encontro terminou com um lanche convívio, durante o qual se colocaram as mais diversas questões, para que as notícias ficassem bem actualizadas.
Do descrito, são prova as fotografias que se podem observar no início deste post.
Até ao próximo encontro, Servos de Lisboa. Se, todavia, passarem pela Beira, antes dessa data, não hesitem em bater a uma das nossas portas.
BOM NATAL!




sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

SAUDADES!...

Ó Irmãs, lá das Missões,
Andam tão silenciosas!...
Receio que "as confusões"
Lhes cheguem aos corações
E tragam horas penosas...

Ou é próprio deste tempo?!
É bem possível... Porém,
Mesmo por ser Advento,
Diz de Jessé o Rebento 
Que a tristeza não faz bem!

Silêncio, a sós, com Ele,
E em derredor, alegria!
Tudo o que é mal se repele,
Espera-se o Emanuel,
Deus connosco e com Maria!

Tudo o que nos distancia
É tão só físico espaço!
Encurta-se, todavia,
Na vida do dia a dia:
Seguimo-las, passo a passo!

Estamos tão unidinhas,
Parece que estou a vê-las!
Isto não são coisas minhas,
Ninguém as quer ver sozinhas,
Nessas tarefas tão belas!

sábado, 20 de novembro de 2010

SOLENIDADE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO!

ENCONTRO DE REFLEXÃO E ORAÇÃO,  NO ROCHOSO!
Nada mais a propósito do que falar de Cristo Rei. Véspera da grande solenidade que encerra o ano litúrgico, organização a cargo da Casa de Cristo Rei, da Ruvina, entre outras... Não era possível esquecer estes factores. E assim aconteceu.
Para iniciar, esclarecemo-nos sobre o verdadeiro nome da solenidade, enunciado pelo povo de Deus como festa de Cristo Rei. De facto, nós temos o dever de saber mais, temos de estudar, de pesquisar, de rezar estes assuntos.
É o coroar dos anos A, B e C, 156 domingos que compõem um ciclo litúrgico de três anos. Agora, vamos iniciar, de novo, o ano A.
Como é o reinado de Cristo?
A princípio, o povo pensava que era um reinado temporal, terreno. Só mais tarde se passou a considerar Cristo, Rei de um reinado espiritual, teologicamente falando.
Comecemos por reflectir sobre o reinado de Cristo, na Sagrada Escritura.
Antigo Testamento:
Génesis: Desde Abraão, há uma ligação afectiva e efectiva a Cristo Rei, entre Deus e o seu povo, povo constituído precisamente por Abraão e a sua descendência. Deus aparece como guia do seu povo.
Êxodo: "Eu sou Aquele que sou", disse Deus a Moisés. Era Israel o povo de Deus.
Depois de terem atravessado o Mar Vermelho a pé enxuto, Moisés cantou: "O Senhor reinará eternamente e para sempre...". Mas o povo era duro de coração e voltava a duvidar.
Samuel: O povo rejeita o que o profeta lhe transmite e Deus diz: "Não é a ti que rejeitam, mas a Mim..."
Veio a monarquia, que devia estar subordinada à realeza de Deus, mas os reis foram infiéis.
O Reino de Deus ainda não era considerado um reino espiritual. Só mais tarde isso aconteceu.
Isaías: "Aí está o vosso Rei".
Ezequiel: "Eis que eu mesmo cuidadrei das minhas ovelhas". O Rei pastor...
Isaías: "Este será um Reino universal. O Senhor do Universo reinará glorioso".
Daniel: "Foram-lhe dadas todas as nações".
Novo Testamento:
Continua a ideia de um reinado terreno.
Mateus: A mãe do filhos de Zebedeu pediu a Jesus: "Que no teu reino, os meus filhos se sentem um à tua direita, outro à tua esquerda".
João: "Querendo fazer d'Ele Rei, retirou-Se". "O reino de Deus já chegou, está no meio de vós".
O reino de Deus tem o primeiro lugar na pregação de Jesus. Jesus nunca procurou um reinado à maneira dos homens.
Quando João enviou os seus discípulos a perguntar a Jesus: "És tu Aquele que há-de vir, ou devemos esperar outro?" Jesus respondeu-lhes: "Ide dizer a João o que vistes e ouvistes..."
O reino de Deus é como a semente;
Crescerá como o grão;
Crescerá como fermento na massa;
Converter-se-á numa árvore frondosa;
Depois do Pentecostes, o reino de Deus é tema da pregação.

Seguiu-se um trabalho de grupo sobre várias citações da Sagrada Escritura. Após a apresentação das conclusões de cada grupo, que levaram os participantes a um reflexão mais profunda do tema, fez-se um brevíssimo intervalo e um tempo de adoração ao Santíssimo Sacramento, solenemente exposto, já que é um dos pontos fortes do carisma da Liga dos Servos de Jesus.
Um almoço convívio e um intervalo ajudaram-nos a preparar a parte da tarde.
Recomeçaram os trabalhos às 14:30h, com as questões: Como é o Reino de Deus? Como é que o devo viver?
Que realeza viveu Jesus?
É estranho que Jesus, que várias vezes recusou o epíteto de Rei,  mandou baixar a espada a Pedro, fugiu, quando queriam aclamar publicamente a sua realeza, Se tenha declarado perante a questão de Pilatos: "Tu és o Rei dos Judeus?" É como dizes, sou Rei, para ser Rei nasci e vim ao mundo". "O meu Reino não é deste mundo".
Ali, perante as autoridades romanas, está só, os discípulos abandonaram-n'O, fugiram...
Como se compreende?
O Filho do homem recebe de Deus um Reino do tamanho do Universo. "Todos os povos O serviram..."
Ele é o Princípio e o Fim de todas as coisas, o Alfa e o Ómega, o Senhor do Universo. Aquele que é, que era e que há-de vir a ser...
O meu Reino não é deste mundo. Os reis deste mundo mandam, oprimem, são injustos, usam as armas...
A realeza de Jesus, é uma realeza que toca os corações. Deixamo-nos tocar?
Os cristãos, e, de um modo especial, os Servos de Jesus, percebem que podem confiar neste Jesus e são convidados a fazer d'Ele o centro das suas vidas.
Jesus está no centro das nossas comunidades, das nossas paróquias, das nossas famílias? É para nós referência fundamental?
Os valores de Jesus influenciam a nossa vida de Servos, de Membros da Liga?
Como podemos contribuir para que o cântico "É preciso que Ele reine", extraído da Carta de S. Paulo aos Coríntios, seja realidade?
Só alguém que compreenda verdadeiramente a vida de Jesus, pode proclamar este lema. Fazer reinar Jesus no mundo e no coração do homem.
Isto é missão fundamental de todos os cristãos, que os Servos de Jesus devem viver de forma excelente.
Só quando este reinado for implantado, o mundo será o que deve.
A partir deste lema, o Senhor D. João intuiu a necessidade de fundar a Liga.

Como podemos conhecer melhor Jesus?
1. Através da Palavra de Deus: ler, meditar, esmiuçar, digerir...
2. Na oração. pessoal, comunitária, sacramentos, sobretudo eucaristia...
2. Na vivência da Palavra: Serviço (Somos Servos)
4. No testemunho de alguém idóneo
5. Na criação e todas as suas maravilhas
6. Através do Magistério da Igreja (Sagrada Escritura e Tradição)
7. No amor ao próximo
É na Bíblia que melhor podemos conhecer a pessoa da Jesus. Devemos começar a leitura da Sagrada Escritura pelos evangelhos e não pelo Génesis. Os evangelhos iluminam toda a Bíblia.
A nossa oração deve ser dialogante. A oração particular deve levar-nos à oração comunitária. As duas completam-se.

Quais são os valores actuais da sociedade?
-Indiferença
-Descrença
-Relativismo
-Adonismo
-Consumismo
-Egoismo
Os Servos de Jesus devem ter a coragem de ser diferentes e contrapor a estes valores os seus próprios valores:
-Fé
-Santidade
-Humildade
-Rectidão
-Honestidade
-Integridade
-Amor fraterno, para superar o ódio, a inveja que tanto perturba uma vivência sadia.
Só o amor vence!
"Amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei".


segunda-feira, 8 de novembro de 2010

FOI NUM "AI"!...

A IRMÃ BÁRBARA TAMBÉM JÁ SE MUDOU PARA A RESIDÊNCIA DEFINITIVA!
Repetia, com muita frequência, que ia para o céu, e, quando nós tentávamos convencê-la de que ainda faltava muito, fazia, com a mão, aquele gesto de ameaça, que aprendeu do comum dos mortais, e que significa: "logo vês!"
Desta vez, foi mesmo verdade. E foi ontem, precisamente, que tivemos este diálogo.
Sem dar trabalho a ninguém, nem emitir ruídos que podem impressionar, partiu e nada mais disse. Eram 10:15h, sensivelmente.
Com as suas limitações características, podemos afirmar que era uma alma de oração e de apóstola. Costumava informar-nos de quantos terços rezava, por este, por aquele... e eram muitos. Já no leito de morte, e a definhar de momento a momento, por gestos, à pergunta. "quantos terços, hoje?" respondeu que só com o pensamento.
Hospitalizada durante duas semanas, à chegada das visitas pedia sempre que lhe levássemos a colega da Cerdeira, também surda muda, e com quem se entendia muito bem, porque lhe queria falar de Jesus. Uma outra preocupação, que acabou por resolver, foi que lembrássemos à sobrinha, que está a tratar do tio e seu irmão, que vai fazer 103 anos, que pedisse para ele a Santa Unção. Informadas, tranquilizámo-la, dizendo que já lhe tinha sido ministrada mais do que uma vez.
Um anseio que ainda conseguiu satisfazer, graças ao carinho que os sobrinhos sempre lhe devotaram, foi ver a bebé de dois meses,  que aqui esteve, ontem, com os pais e avó, visita da qual só perscindiu, no Hospital, depois de ter percebido o risco que podia correr, ao entrar ali.
Humanamente, partiu consolada, já que recebeu todos os familiares mais próximos, no sábado e no domingo.
Espiritualmente, ainda mais. Uma das suas preocupações foi sempre a oração, na qual se inclui  a participação na Eucaristia e a Adoração ao Santíssimo.
E, posso acrescentar, foi sempre uma pessoa trabalhadora e muito cumpridora dos seus deveres, com preocupação de fazer tudo com a máxima perfeição possível.

sábado, 6 de novembro de 2010

NOTÍCIAS...

Só Deus nos pode valer!...
Embora estejamos a decrescer em número, pelas perdas com que somos frequentemente surpreendidas, temos que continuar a nossa caminhada com um pouco mais de esforço, já que, naturalmente, alguma pressão se faça sentir. E, se não fosse a certeza que Deus prometeu, e que não pode faltar, de que estaria sempre connosco, humanamente, quase sucumbiríamos ao fracasso. Mas damos graças a Deus porque assim não é, e por isso continuamos de cabeça levantada e a cantar "Aleluias".
A Irmã Adelaide disse-me que te mandasse alguma notícia do que vamos fazendo, porque, por aí, gostam de saber.
Mando, pois, um pequenino texto que "enfiei" no ficheiro do artigo anterior, mas o computador não me deixou alterar o nome sob ameaça de não poder ser utilizado, daí a desconexão.

Comentário: Continuemos a acreditar na comunicação dos Santos e alimentemos a nossa confiança em Deus, com o exemplo deste grupo que, embora reduzido em número, nos surpreende com o seu entusiasmo e optimismo!

Entre alguns trabalhos que nos são solicitados, registamos dois a que tentámos dar resposta e que foram efectuados na última semana de Outubro. Realizou-se um retiro de três dias, para ministros extraordinários da Comunhão, muitos dos quais são também catequistas. Foi-nos pedido que ocupássemos uma tarde, das 14,30 às 18 horas, sobre o tema “Adoração Eucarística”. Eram 98 pessoas, sendo a maioria homens. No dia mundial das Missões, houve Eucaristia no largo, frente à igreja, e os participantes do retiro renovaram o seu compromisso missionário, na celebração eucarística. No fim, seguiu-se o almoço de confraternização para todos eles, com convite à equipa interveniente no retiro. Foram uns momentos agradáveis.
Na semana seguinte, foi-nos pedido, também, para orientarmos um retiro de uma manhã, para um grupo do Movimento da Legião de Maria, a um grupo de 150 pessoas, entre as quais estava um grupo de 30 jovens. É um movimento fortemente implantado aqui em Angola. Como a recitação do rosário faz parte das actividades do movimento, uma de nós orientou o terço com alguma solenidade. Outra fez uma palestra sobre a espiritualidade do Movimento. Terminou com uma adoração Eucarística. É claro que tudo foi previamente preparado.
Se foi proveitoso, Deus o sabe! ... Uma coisa é certa, mostram-se interessados e pedem sempre os apontamentos que preparamos para tirarem fotocópias. Nós somos as primeiras a beneficiar, pois temos que fazer pesquisas para documentar o nosso trabalho e isso  enriquece-nos.

Notícias da nossa casa:
Na residência, já foram colocadas as portas e as janelas, o teto falso, e estão a colocar os mosaicos no chão e paredes da cozinha e dos WC. Mando apenas duas fotos do exterior.

O que está feito ainda carece de umas pequenas correcções.
Vão, também, fotos de três momentos da celebração, do dia missionário, e que, em certa medida, se liga ao 1º trabalho acima referido.






segunda-feira, 1 de novembro de 2010

TODOS OS SANTOS/FIÉIS DEFUNTOS!

VISITA AO CEMITÉRIO!

Também lá fui, como fizeram tantos outros!
Deu para pensar, para reflectir…
Para rezar, e até para sorrir,
Pois eram lágrimas de saudade,
Nas quais se antevia a amizade,
De quem já tantos entes viu partir…


O meu sorriso apaziguou
Quem a tristeza me confessou!
Valeu a pena, não foi em vão,
Ali, qualquer um se julga irmão.
Tem lá seu fim a vida humana,
Porém a alma ao céu voou.


Tantas das nossas ali ficaram,
Mas se evolaram até ao Pai;
Todas lembradas, ornamentadas,
E nós, em prece, afervoradas,
Porém, sabendo que é para nós,
O que do nosso coração sai.


Havia umas mais conhecidas,
Pois que lidavam com muita gente;
Porém, a morte não foi diferente!
Mas quem impede amizades antigas,
De se empenharem em suas vidas,
Por as guardar na sua mente?


Não vemos preces dos que ali vêm,
Já que se trata de algo invisível;
Adivinhá-los é quase possível,
Pois deixam rosas, lírios e flores,
Em gratidão, por tantos favores
E por tudo o mais que é imperecível.


Nestas se conta a Irmã Maria Rita,
A Ir Pereira, a D. Elisa e outras mais,
Que, para a sua época, foram as ideais;
No trabalho, no exemplo de quem se dá,
Sem interesse pelo que se recebe cá,
Na expectativa de ter do Além a grande dita.


Aproximam-se os vinte anos de “morada”,
Para aquela que desta “barca” se ausentou;
Fácil não foi a herança que nos legou,
Mas rocha dura devia ser o apoio seu,
Constituída pelo Senhor e Rei do céu,
Que a recompensa lhe tinha já reservada.


Já tem direitos adquiridos pelo tempo
Que está em Deus, a gozar em plenitude;
Tal progresso fez na terra, na virtude,
Que a porta do céu se abriu de par em par
E fácil foi descobrir lá o seu lugar,
Donde nos volve um olhar muito atento!


A todas as que ali estão nós recorremos,
Sabemos que, do Pai, tudo alcançam!
Os problemas desta terra já nos cansam,
Ajudem-nos a manter viva a esperança
E a trabalhar em ordem à mesma herança,
Não só para nós, mas para os que connosco temos!





domingo, 24 de outubro de 2010

INÍCIO DAS ACTIVIDADES QUE CONSTAM DO PLANO ANUAL:


RETIRO, NO ROCHOSO!
Desta vez, o sacerdote convidado era muito optimista, ou seriam as lentes que o induziram em erro?
É que, quando começou, considerou-nos já com o processo de canonização concluído, e mostrou-se muito atrapalhado, pois afirmou: "Retiro às pessoas santas, meu Deus!"
E nós, que nos conhecemos minimamente, pensámos: "Devíamos sê-lo, por razões óbvias. Já ouvimos tanta coisa!..." Mas viver o que ouvimos?! Aqui está o cerne do atraso...
Contudo, não nos quer ver desalentados e falou-nos de esperança...
Tendo por base o documento do Papa Bento XVI, "Spes Salvi", alertou-nos para  o esforço que devemos fazer em ordem a alimentar e aumentar a virtude da esperança, em nós e nos outros.
Onde podemos ir buscar a esperança?
Busquemo-la:
- Na oração
- Na acção
- Vivamo-la na eternidade
O que nós aprendemos serve mais para a eternidade do que para aqui.
COMO FAZER ORAÇÃO?
Podemos abrir a Sagrada Escritura e fazer oração para nós. Isto parece muito fácil. Mas, se quisermos explicar aos outros como fazer, concretamente, já temos mais dificuldade.
O 1º e essencial "lugar" para a esperança é a oração.
"Quando já ninguém mais me escuta, Deus ainda me ouve", Bento XVI, SS-32
"Aquele que faz oração, jamais estará só".
Consideremos o exemplo do Cardeal Thuan: Esteve preso durante 13 anos, dos quais, 9 em isolamento total; no entanto, escutou Deus e, após a escuta atenta, falou com Ele. Nunca esteve só.
"A esperança não declina, mesmo nas noites de solidão".
Também já ouvimos falar das "noites escuras" de S. João da Cruz. Muitos santos passaram por estas "noites escuras". A Madre Teresa de Calecutá sentiu algo de semelhante...
Santo Agostinho diz que devemos considerar a oração um exercício do desejo. Se desejo, posso, porque Deus está comigo. Devemos deixar-nos invadir por Deus.
"Deixemos que Deus invada a vida que Ele nos deu, porque, a vida não é nossa, mas d'Ele.
Se o nosso coração tem vinagre, como pode ter mel?
Se tenho o coração sujo, como posso ser bom para o meu próximo?
Alguém deu uma achega: "O vinagre vem logo aos olhos. As pessoas zangadas ficam com os olhos tortos".
O modo correcto de fazer oração é deixar entrar Deus dentro de nós. É um processo de purificação interior que nos torna aptos para acolher os irmãos.
APRENDER: Deve fazer parte da nossa essência de cristãos.
"Faça-se a tua vontade e não a minha", orou Jesus ao Pai.
Jesus teve consciência de que devia ter este sentimento. Ele também era humano e tinha de fazer a vontade do Pai.
Encontramos no salmo 19 auxílio para a falta de esperança.
A 1ª disposição que devemos ter na oração é de louvor. Mesmo que estejamos tristes, preocupados, devemos louvar. Neste salmo, louvamos Deus pelo céu, pela terra, coisas simples. Nem precisamos de palavras, pois vemos as obras maravilhosas que Deus fez para nós.
"Aceita as palavras que saem da nossa boca. Queremos viver na bondade, na caridade. Deixemos que o nosso Criador nos invada, nos transforme, pois, por nós, o que faremos de bom?"
O não reconhecimento da nossa culpa é um erro terrível. "Dei-me conta de uma falha que eu podia resolver e culpei outra pessoa. Devo tentar encontrar soluções, sem fazer barulho, sem que os outros se apercebam da falha, ou da maneira como eu a remediei. Isto para que só Deus veja o que eu fiz". De facto, Alguém está sempre atento ao que eu faço!
Num frente a frente com Deus, abramos o nosso coração, mostremo-nos tal como somos. Aliás, nada podemos esconder a Quem sabe e vê tudo.
Temos alguns modelos que podemos seguir, alguns exemplos de santos, mas só para nos ajudarem a encontrar a nossa identidade. O modelo por excelência é Jesus Cristo.
A oração deve ser:
1º Pessoal-O confronto do meu "eu" com Deus. "Senhor, aqui estou!"
2º Guiada, Comunitária... guiada pelas grandes orações da Igreja: A Eucaristia, os Sacramentos, a Liturgia das Horas, a Adoração ao Santíssimo Sacramento.
A oração pessoal é tão importante como a comunitária. "Quando rezares, entra no teu quarto...", quer dizer, entra dentro de ti, esvazia-te de ti e faz lugar para Deus.
"Onde estiverem dois ou três reunidos, em meu nome, Eu estou no meio deles".
A esperança, em sentido cristão, é também para os outros. Tenho de me encher dela, pois não a posso dar aos outros sem a ter em mim. Em mim próprio é boa, mas é melhor quando passa para os outros.
Deus ama-nos como somos, mesmo que façamos coisas menos correctas. Isto é difícil de compreender, humanamente falando, mas Deus tudo pode e tudo decide.
Mas, se Deus nos ama, porque existe o sofrimento?
O sofrimento é o resultado da nossa finitude. Faz parte da vida.
Devemos aceitar a tribulação e tudo o que temos de sofrer, porque Jesus também sofreu e ainda sofre connosco. Não estamos sós. O sofrimento aceite passa a ser louvor a Deus.
A grandeza da humanidade determina-se, essencialmente, na relação com o sofrimento e com quem sofre.
Mesmo que eu sofra, vale a pena viver!

Não se consegue descrever tudo o que nos foi comunicado, tal foi a intensidade do conteúdo!
Após a primeira parte do tema, seguiu-se a oração comunitária do terço, na capela.
Almoço convívio, volante, foi alento para o nosso físico, já um tanto debilitado pelo esforço espiritual requerido pelo assunto tratado. Também dele nasceu a "esperança" de um redobrar de atenção e reflexão, durante a segunda parte, em que falámos de vida eterna, vivência da esperança.
RECAPITULANDO...
 Falar de vida eterna é falar de algo que não conhecemos.
Reflectiu-se sobre a parábola do rico e de Lázaro, que nos alerta para o fosso que podemos criar entre uns e outros, se não estivermos atentos, e também para o facto de, muitas vezes, esquecermos a pessoa que vive ao nosso lado, ou de agirmos como se essa pessoa não existisse. 
Tudo isto se deve à nossa incapacidade de amar o outro.
Quando o rico quis remediar a situação, o tempo já tinha passado, a oportunidade tinha sido desperdiçada, já não foi possível!
"Não deixem de se amar, para que não venham a arrepender-se!", conselho deixado no ar.
Porque se faz oração pelos que morreram?
Porque ninguém vive só. Os mortos vivem na vida eterna. Precisam de nós e nós precisamos deles.
Chegou a hora da Eucaristia:
Solenizada com cânticos e muito participada.
Reflexão sobre os Galileus mortos, por ventura merecendo menos a morte do que os que foram poupados; sobre os que foram atingidos pela Torre de Siloé, ao acaso, sendo que outros poderiam ter perecido, do mesmo modo.
Devemos estar preparados para eventualidades que possam surgir, no nosso percurso vital, não pensar que determinadas coisas só acontecem aos outros.
Com a parábola da figueira estéril também reflectimos sobre a necessidade de ter paciência e saber esperar que aquilo que nós pretendemos transmitir seja assimilado e dê o resultado segundo a nossa expectativa e não exigir impossíveis.
Será que fizemos tudo o que estava ao nosso alcance, para atingirmos os nossos objectivos? Utilizámos as estratégias adequadas e diversificámo-las? A quem imputámos a culpa da falta de fruto do nosso trabalho?
Depois da Eucaristia, houve um espaço de Adoração ao Santíssimo  exposto. Tudo estava preparado e esquematizado.
Numa reflexão sobre a Família de Nazaré, verificámos que era quase como as famílias actuais, mas apenas na composição dos seus membros, nunca nas vivências. O Menino Jesus era filho de Deus e tinha um pai adoptivo. S. José deixou Maria, embora em segredo, porque concebeu antes de viverem juntos. Foi um anjo que veio ilucidá-lo, explicando que existia ali acção divina, o Espírito Santo.
Foi preciso uma fé muito intensa e a aceitação incondicional da vontade de Deus, para que a Família Sagrada pudesse viver em harmonia, já que tudo era cheio de mistério!
O dia de trabalho chegou ao seu termo. Apesar de ter sido tão rico, parece que todos nos mantivemos muito àquem do grau de santidade que nos quiseram conferir no início.
Que Deus nos ajude a progredir e tenha, connosco, a paciência do dono da figueira estéril!