sábado, 12 de março de 2011

RETIRO, NO ROCHOSO!

Como costumamos fazer mensalmente, hoje, fomos até ao Rochoso, para, em conjunto e com o contributo de um sacerdote, refletirmos, sem preocupações de tempo.
Calhou-nos o Pe Luís Miguel, que, como foi noticiado oportunamente, entrou para a Liga, ainda antes de ter sido ordenado presbítero. É, portanto, servo externo.
Começámos o dia com a oração da Hora Intermédia de sábado, da qual, a leitura era do Livro da Apocalipse, e retivemo-nos, por algum tempo, na frase. "Eu estou à porta e chamo...". A mesma foi-nos servindo de mote, ao longo de todo o dia.
De facto, Deus bate à nossa porta, com insistência. E não por precisar de qualquer favor nosso, ao contrário, pretende, apenas, lembrar-nos que está disponível para nós, que nos pode dispensar "todo o tempo do mundo".
 Mas quem O ouve? Os múltiplos afazeres da nossa vida impedem-nos de estar atentos. Entretanto, Deus continua a bater e fala a cada um individualmente. "Se alguém ouvir a minha voz e me abrir a porta, entrarei e cearei com ele".
Deus bate, insiste, quase danifica o equipamento e os nossos ouvidos continuam surdos à sua voz, continuam a recusar-se a ouvir.
É aqui que pode estar o mal, já que, pecado é sempre uma oferta de amor recusada.
Oxalá o nosso coração seja capaz de O escutar!
O tema de reflexão foi a Quaresma.
Qual o valor que este tempo tem para nós?
Todos os anos o vivemos e nunca estamos satisfeitos connosco próprios, sinal que a vivência não é assim tão intensa  e tão plena e perfeita. Querer chegar mais além também é um bom sinal. Temos duas estradas a percorrer: a estrada real que nos conduz aqui, ou acolá e a estrada da vida, das pessoas que nos devia conduzir à santidade, mas que é percorrida tão devagarinho e leva tanto tempo a orientar-nos para Deus.
Como símbolo da Quaresma, poderíamos considerar um escadote do qual, cada domingo, escalaríamos um degrau, até chegarmos ao ponto certo e de maneira certa, que seria a Páscoa.
Na segunda leitura de quarta feira de cinzas, S. Paulo lembra-nosque "Este é o tempo favorável, este é o dia da salvação".
Nós devemos ser embaixadores desta mensagem e transmiti-la a todos os que se cruzarem connosco. Aliás, todos os batizados têm sobre si esta responsabilidade, mas nós, de um modo muito especial.
Mais uma achega, para nos ajudar na transmissão da mensagem: "Reconciliai-vos com Deus". Nós somos pecadores, mas temos a possibilidade de ser perdoados. Cristo, que não cometeu pecado, identificou-Se com ele, por causa da nossa pobreza e infantilidade. Sabemos o caminho correto e não seguimos por ele, desviamo-nos. Estamos no tempo favorável. Podemos comparar este tempo da quaresma com o tempo da nossa vida sobre a terra. Este é para nós, o tempo favorável. Há que aproveitá-lo.
 Mas vamos refletir sobre três grandes símbolos que nos podem ajudar neste percurso para a Páscoa da Ressurreição:

SÍMBOLOS:

Queixamo-nos da falta de tempo!
Como é a nossa oração? Parece não ser mais que palavras vãs que não saem do coração. O relógio nunca pára e vamos perdendo as oportunidades de estar com Deus.
Todos os anos vivemos este tempo. Porque não o aproveitamos melhor?
Só já nos faltam 37 dias.
Os números, na Bíblia, têm um caráter simbólico:
40 anos no deserto, a caminho da Terra Prometida;
40 anos de exílio na Babilónia;
40 dias e 40 noites jejuou Cristo;

O tempo quaresmal parece-nos triste:
A cor litúrgica;
A falta de flores nas igrejas;
Não se canta aleluia;
A "via crucis";
O termos de nos abster de certos alimentos e de jejuar;
Mas é, antes, um tempo de oportunidades: jejum, abstinência, sacrifícios, expiações...
Têm um "som" estranho estes termos, mas têm um significado muito profundo e fazem-nos reconhecer a nossa pequenez perante a grandeza de Deus.
Todo este caráter cinzento da Quaresma parece conotá-la com tristeza, mas ela só tem sentido à luz da Páscoa e nós, por vezes, esquecemo-nos disso.
A seguir a esta aparente tristeza, vem a alegria de termos cumprido.
Moisés deambulou 40 anos pelo deserto, com o Povo de Deus. Foi um percurso difícil e o Povo desanimou e tomou atitudes muito incorretas, pelas quais recebeu castigo de Deus:
O bezerro de ouro;
As mordeduras das serpentes;
Deus perdoou-lhes, sempre.
Aspetos positivos da travessia do deserto:
-Oferta da Lei, contendo o modo como devemos viver com Deus e com os outros.
Ainda hoje nos orienta essa Lei, passados tantos milhares de anos. Pode a linguagem ser antiga, mas os mandamentos são atuais.
-O alento do maná, prefigurando a eucaristia, e as codornizes (vários fenómenos naturais, aproveitados por Deus para dar lições e ajuda aos homens).
Nos 40 anos de exílio do Povo de Israel, este recebeu a promessa do Messias: "Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um Filho...".
Nos 40 dias de jejum no deserto, Jesus recebeu "oficialmente" de Deus o mandato da sua missão, embora soubesse muito bem para que vinha.
O que vai haver de positivo no nosso percurso quaresmal?
Temos de fazer silêncio, para ouvirmos, quando Deus bate à porta. Queixamo-nos que Deus não nos ouve, mas somos nós que não Lhe prestamos atenção.
Se nós não O chamamos, Ele que nos dá toda a liberdade, não Se vai intrometer na nossa vida, embora com todo o direito o pudesse fazer.
Devemos rezar os problemas e expôr diretamente o que nos vai na alma.
A Palavra de Deus:
No evangelho de S. Mateus , aprendemos a escutar a Palavra.
Quando Jesus foi batizado, ouviu-se a voz do Pai: "este é o meu Filho muito amado!" Aqui, não diz  "escutai-O", porque Jesus aparece pela primeira vez e parece ser um judeu vulgar. Precisava de Se manifestar primeiro. Deus sabia e sabe usar a pedagogia própria.
Segue-se a escolha dos discípulos e os múltiplos milagres de Jesus, para responder às necessidades do povo. Só depois vem a manifestação da sua divindade, no Tabor, e, aí, sim, Deus diz "escutai-O". 
Deus fez-Se homem, para que o homem se possa aproximar de Deus!
Para que serve a Palavra de Deus? É o próprio Deus a mostrar-Se como Ele é. É na Palavra que encontramos a beleza de Deus.
"Lembra-te, ó homem que és pó e em pó te hás de tornar!", "Arrependei-vos e acreditai no evangelho!"
Duas fórmulas que podem ser usadas na imposição das cinzas.
Quando reconhecemos que não somos nada, é  que nos lembramos que Deus é tudo".
Ex. 19,5 "Hoje se escutardes a voz do Senhor, não fecheis os vossos corações!"; "Eu serei o vosso Deus e vós sereis o meu povo!" Aqui, o possessivo tem muita importância. Deus ama o seu povo, como nós amamos o que é nosso.
Depois de tantos prodígios no deserto,fizeram um bezerro de ouro, pecado de idolatria.
Deus diz: "Este povo é de dura cerviz".
Destuído o bezerro, o povo não fica satisfeito, quer procurar um rei. Então, dirige-se a Samuel e diz-lhe: "Queremos um rei, tu já não nos serves".
Mas Deus diz a Samuel: "Não é a ti que eles rejeitam, mas a Mim".
Quando Deus disser isto de nós, é porque estamos a ser ingratos e injustos.
É o resultado das opções livres do homem.
"Ponho diante de ti a bênção e a maldição: escolhe!"
ADORAÇÃO:
Leitura de S. Paulo: "Deus, que é rico em misericórdia, pela grande caridade com que nos amou..."
Nós somos obra das suas mãos, temos de nos orientar pelas suas normas.
Deus pede-nos que o nosso caminho seja o do bem, da fidelidade. Quando pecamos, somos infiéis. "A fidelidade é o nome do AMOR", Bento XVI, no discurso aos consagrados, em Fátima.
A fidelidade ao evangelho é o fundamental da nossa entrega a Cristo.
TARDE:
Vamos refletir e viver as três etapas da vida de Cristo: Paixão, Morte e Ressurreição, percorrendo, com Ele, o caminho da Via Sacra.
Antes do início, trabalho de grupo.
Com as várias estações, representadas em vitral, cada grupo fez uma reflexão, identificou o passo a caminho do Calvário e criou uma pequena oração alusiva, que foi, depois, proclamada, durante o percurso, no momento oportuno.
Um percurso, no campo, colocando em comum o trabalho dos 14 grupos, e entoando cânticos apropriados a cada estação, ou orações sugeridas pelas reflexões, que complementavam e completavam o próprio vitral.
Uma nuvem escura, mas muito alta, tentou interromper a nossa via sacra, mas respeitou-a e só descarregou durante a 15ª estação, a Ressurreição, que foi celebrada no mistério eucarístico, na capela.
HOMILIA INTERATIVA:
Estas palavras tiveram como ponto de partida o evangelho que descreve as tentações de Jesus.
Todos os símbolos da Quaresma apontam para a Palavra. Nós achamos que a Palavra está encaixada num livro, que está lá muito bem e nem a usamos na nossa vida.
Mas o evangelho mostra-nos que o próprio Jesus recorre sempre à Palavra de Deus, para nos falar. É tão importante esta Palavra, que até o demónio a conhece e usa para argumentar perante Jesus: "está escrito..."
Nas tentações de Jesus, que todos conhecemos muito bem, Ele responde ao demónio:
1ª- Está escrito: "nem só de pão vive o homem, mas da Palavra que sai da boca de Deus!"
2ª- "Não tentarás ao Senhor, teu Deus!"
3ª- Está escrito: "Um só Deus adorarás e só a Ele servirás!"
Interpelemo-nos: Temos o apelo de Deus que nos diz que vamos pelo mundo e difundamos a Palavra, e continuamos inativos.
Adão e Eva não respeitaram a Palavra de Deus e pecaram.
Deus continua a falar-nos e nós, cabeças duras, não conseguimos compreender.
Exercício:
Celebrante:
Vamos provar que todos conhecemos a Palavra. Eu inicio uma frase, e, vejamos, quem consegue completá-la.
"A minha carne é verdadeira comida... "
"O pão que Eu vos dou..."
" Os nossos pais comeram o maná..."
"Nem só de pão..."
Tudo terminado, na perfeição!
CONCLUSÃO:
Então, se sabemos tanto, porque não praticamos?
O celebrante agradeceu a Deus tudo que nos proporcionou neste dia, agradeceu-nos, a nós, por o termos escutado, com atenção...
Se fosse permitido às mulheres falarem nas igrejas, eu teria dito, mais ou menos, isto: "Agradeço a Deus por ter autorizado o Espírito Santo a colocar na boca do sacerdote a palavra oportuna que precisávamos de ouvir, no início desta Quaresma, e suplico-Lhe que continue sempre ao seu lado, que lhe conserve o sentimento de humildade que lhe é peculiar, e que peça a Maria, sua Mãe, que esteja também por perto, para que o seu apostolado, nas paróquias, seja fecundo".

quarta-feira, 9 de março de 2011

AS MISSIONÁRIAS?!...

Sim, foi a ambas que eu vi, neste meu sonho,
Que me fez despertar de semblante risonho!

Nele rejubilei, porque estava convencida
Que este era um momento real, na minha vida!

E abracei-as, não com grande efusão,
Mesmo assim, não esqueço o momento de então!

É que estava tão cansada de esperar por elas,
Que o instante foi, para mim, das coisas mais belas!

Mas foi proporcional a desilusão minha,
Ao verificar que nada era como me convinha!

Esperar, esperar... gera tamanho cansaço,
Que, por vezes, já nem sei por que o faço!

Todas as lembramos, com amizade tanta,
Pois que a toda a Liga a sua coragem espanta!

E Deus há de dar-lhes a merecida recompensa,
Já que as consideramos de generosidade imensa!

E, quanto a Maria, das Missões Rainha,
Mantém-Se sempre atenta, nenhuma está sozinha!

Boa quaresma, missionárias! 

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

AS MISSIONÁRIAS?

E nada!...
Ninguém, por cá, as vislumbra.
Madrugada?
Mas não, só noite e penumbra...

Um visto custa assim tanto?
Ó céus!
Já tudo me causa espanto,
Meu Deus!

Viriam...
Mas deixar lá o coração!
Sofriam...
E isso não queremos, não!

Quem por aí mais ordena,
Que diga:
"De as ver ir, tenho pena!"
São Liga...

Mas vão...
Descansem, por lá, um pouco! 
D. João
Guardará este cabouco.

Da Missão da Liga o berço,
Já existe;
De horas de amor é o preço
E é triste,

Parar...
Deve ter continuidade;
Sem par,
Esta Missão mostrar-se há de!

Certos que não voltam sós,
Estamos;
Para Deus ouvir nossa voz,
Rezamos.

Boa viagem, Missionáras!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

BREVES NOTAS SOBRE O TEMA DA PARTE DA TARDE, DO DIA 12/02/2011

A PALAVRA DE DEUS E A LIGA DOS SERVOS DE JESUS!

Todo o dia foi dedicado ao estudo/reflexão da Palavra de Deus, pois, com já foi referido, no tempo do Sr D. João, não era feita com tanta precisão e justiça a correspondência PALAVRA ESCRITA/PALAVRA INCARNADA.
Para que nós, membros da Liga, estejamos o mais actualizados possível, foi a Exortação Apostólica de Bento XVI que nos serviu de base.
Após cada exerto do documento, estabelecia-se a semelhança ou contraste com um texto do Sr D. João.
Antes de se entrar no tema, propriamente dito, foi-nos recomendado, mais uma vez, pelo Assistente da Liga, que não deixássemos de ler o Evangelho de S. Mateus, durante este ano, e, de preferência, nas adorações. Assim, faremos a tal ligação Palavra=Eucaristia, mais facilmente.
E, como estávamos a celebrar o aniversário da fundação da Liga, o Assistente também nos lembrou a necessidade de lermos e meditarmos, com alguma frequência, a Acta da Fundação.
MENSAGEM DO SÍNODO DOS BISPOS:
Podemos dividi-la em três partes:
1ª- Verbum Dei: Bíblia, Padres da Igreja
2ª- Verbum Ecclesia:
sacramentos, homilias, catequeses...
3ª- Verbum Mundu: missões
Missão da Igreja-Anunciar a Palavra de Deus, no mundo.
1-Deus fala
2-Resposta do homem
3-Hermenêutica(interpretação, compreensão) da Palavra de Deus
Logos-(do grego palavra)-este termo é recorrente no documento.

1-"No princípio era o Verbo e o Verbo era Deus".
Deus veio ao nosso encontro para falar. Deus dá-Se a conhecer no diálogo.
Texto do Sr D. João, que traduz, segundo o espírito da época, o conceito de Deus, perante o Qual, o homem se deve curvar(respeito).
O acesso que hoje se tem a Deus é por intermédio de Jesus. "Desconhecer a Escritura é desconhecer Cristo", S. Jerónimo.
O Senhor D. João fala de Deus com esta reverência e respeito, como de Alguém que não está muito próximo do homem, por influência da teologia que estudou, na sua época.
Para nós, a Palavra é Jesus de Nazaré, muito próximo de nós, e que se fez tão pequena que coube numa mangedoura.
Como é que temos a certeza que a nossa religião é a verdadeira?
Vejamos:
O Anjo Gabriel inspirou o profeta Maomé, que orientou essa inspiração à sua maneira e chegou a Alá, deus adorado pelos muçulmanos. É o mesmo Deus, com um nome diferente, mas o culto dos muçulmanos nada tem a ver com o nosso. Alá é, na interpretação deles, um deus vingativo, radical, enquanto que o nosso Deus é Amor e espera pacientemente a nossa conversão.
Buda resulta de sucessivas transformações de um homem, até se tornar luz, igual a Deus...
Nós acreditamos num Deus que veio ao mundo, Se fez um como nós e veio para o meio de nós.
A revelação de Deus é completa em Jesus Cristo.
Nas outras religiões também há salvação, ainda que desconheçam o Deus verdadeiro e sejam ignorantes em aspectos doutrinais. Alguns católicos não acreditam nisto.
Mas o que é essencial para que alguém se salve? É praticar o bem.
A dimensão escatológica da Palavra é Jesus Cristo.
S. João da Cruz diz que, se alguém procurar outra palavra, buscando ou ansiando por alguma revelação especial, desagrada a Deus.
Texto de D. João:
"Procuremos nós ser o Rosto de Cristo, sendo outros cristos com a nossa vida. Associemo-nos à vida reparadora divina".
A Palavra de Deus e o Espírito Santo:
Tal como a Palavra de Deus vem até nós no Corpo de Cristo, no Corpo Eucarístico e no Corpo das Escrituras, por meio do Espírito Santo, também só pode ser acolhida, verdadeiramente, por nós, graças ao mesmo Espírito.
Texto de D. João:
"A santidade é fruto do Espírito Santo. A santidade consiste em fazer com perfeição as coisas ordinárias, por amor de Deus.
2-Resposta do homem a Deus que fala:
"Chamados a entrar na aliança com Deus...
Deus torna-nos seus "parceiros", de modo a realizar o mistério nupcial.
3-Dialogar com Deus, através da sua Palavra
4-A Palavra de Deus e a fé:
A resposta própria do homem a Deus que fala é a fé.
5-O pecado como não escuta da Palavra de Deus:
A Palavra divina desvenda também o pecado que habita no coração do homem.
6-Maria, Mãe do Verbo de Deus e Mãe da Igreja:
Maria, a cheia de graça, responde sempre a Deus de modo perfeito.
A PALAVRA DE DEUS NO MUNDO:
A Palavra sai do Pai e volta para o Pai.
Jesus é o narrador de Deus.
Qual é a missão da Liga?
Fazer obras boas. As nossas obras boas são todas as que fizerem bem ao próximo, tanto as materiais, como as espirituais.
A PALAVRA E O  REINO DE DEUS:
O anúncio da Palavra é a vinda do Reino de Deus.
Todos os batizados são responsáveis pelo anúncio deste Reino.
Nenhum crente se deve sentir alheio a esta missão, muito menos um Servo de Jesus!

Nota: Para um reflexão mais completa e mais profunda, deve ler-se o documento integral, já que o que aqui se deixa é um parco resumo de um resumo, e que até pode conter imprecisões, para não dizer erros.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

A LECTIO DIVINA:

Temos ouvido, muitas vezes, falar de lectio divina. O que é? A lectio divina não é nada de complicado. É, simplesmente, uma leitura orante dos textos bíblicos. É uma maneira de rezar com as Santas Escrituras. A prática da lectio divina está enraizada na convicção de que os textos bíblicos, lidos e acolhidos na fé, permitem entrar em diálogo com a Palavra de Deus, alimentar e aprofundar a relação com o Deus vivo e com Cristo ressuscitado. A lectio divina pode fazer-se individualmente, mas também pode ser feita a dois, em família, ou em pequenos grupos.
COMO PROCEDER PARA FAZER A LECTIO DIVINA?
Podemos escolher um livro quer do Antigo quer do Novo Testamento. Podemos lê-lo inteiro ou escolher um capítulo, ou uma parte desse livro. Se fazemos a lectio quotidianamente, atravessamos, assim, o livro inteiro, capítulo a capítulo, dia a dia. Também podemos optar pelos textos da eucaristia da semana ou do domingo. Também é importante determinar quanto tempo dura esta lectio: 20 minutos? Uma meia hora? É bom escolher um momento tranquilo do dia, para poder viver este tempo no silêncio. Escolher um lugar da casa onde nos sintamos bem, um lugar que nos inspire à meditação e à oração.
Uma vez feito tudo isto, a primeira coisa é invocar o Espírito Santo. Só Ele é capaz de fazer ressoar ao  ouvido do nosso coração a Palavra de Deus.
AS ETAPAS DA LECTIO DIVINA:
LEITURA
A leitura consiste em ler o texto, em procurar compreender o que é que ele diz. Lê-se lentamente, mas com atenção. Pode acontecer que tenhamos de o ler mais do que uma vez. É a etapa em que tentamos Compreender o texto no seu contexto. Para nos ajudar na sua compreensão, por vezes, torna-se necessário ler as notas de roda pé, para melhor se compreender esta ou aquela expressão. Às vezes é preciso ler também um dicionário bíblico, ou um comentário, para compreender o sentido deste ou daquele costume, ou desta palavra e até saber como se vivia na época em que o texto foi escrito.
MEDITAÇÃO
Nesta etapa da meditação, reflecte-se sobre o texto que foi lido, quer seja sobre o seu todo, quer sobre um parágrafo ou uma frase que despertou em nós um ou outro sentimento. Nesta etapa, faz-se a ligação com o que vivemos pessoalmente, ou em Igreja. É a etapa em que se procura meditar o que o texto tem para nos dizer. É o momento em que me deixo interpelar pessoalmente, por aquilo que compreendi durante a lectio. Com é que isso se aplica à minha situação pessoal e ao que vivemos em família ou na nossa comunidade cristã? O que é que o Senhor me diz? É uma boa nova de esperança? O Senhor chama-me a alguma coisa? Será que percebi quais as conversões que tenho de fazer? Em que é que o texto me interpela? A meditação pode também levar-me a ficar maravilhado com este ou aquele aspecto do rosto de Deua ou de Cristo.
ORAÇÃO
Nesta etapa da oração rezamos com base no que meditámos. A oração pode ser de louvor ao Senhor por termos tomado consciência da sua misericórdia. Pode ser de pedido para nos ajudar a viver a conversão à qual o texto nos convida. Pode ser uma súplica ao Espírito Santo, para que ilumine o apelo que começou a ressoar aos ouvidos do nosso coração. Podemos também agradecer ao Senhor pelos dons que sentimos no final desta meditação.
ACÇÃO
Finalmente, vem a etapa da acção, que consiste em deixar transbordar a lectio divina no resto da jornada. É uma etapa que consiste em viver concretamente em função dos apelos escutados, adoptando as atitudes propostas pelo texto bíblico lido, meditado e rezado. Isso pode levar a uma conversão verdadeira e a mudanças no nosso modo de agir.
Do jornal CONTACTO svd

sábado, 12 de fevereiro de 2011

E A FESTA FOI NO OUTEIRO DE SÃO MIGUEL!...


Era o lugar mais indicado e já há anos que é ali celebrada. O aniversário da fundação da Liga dos Servos de Jesus. Foi um dia mais tarde, por razões de logística, mas, para Deus, tudo é presente.
Apenas uma mensagem das missionárias... Nova decepção... "Estamos presentes em espírito. Ainda não tivemos autorização para sair de Angola. Até breve". "As pobres", para além de se terem entregado a S. Miguel, ainda se colocaram na dependência do governo de Angola...
Só esperamos que não desesperem de tanto esperar!
Para nós, também está a ser difícil. Estamos ansiosas pela visita delas e com uma vontade indescritível de ouvir a narração dos testemunhos concretos que têm para nos apresentar!
Bem, voltemos à descrição do dia de hoje:
Foi rico.
Iniciado com um buliçoso acolhimento, nos átrios das instalações do Outeiro, teve, após este, um importante momento de silêncio, durante o qual, cada membro da Liga entrou em diálogo com Jesus Eucaristia, interrompido com algumas orações e cânticos em comum, com o intuito de adorar, louvar, agradecer, reparar e pedir. Deus conhece o que nos faz falta. Mas disse: "Pedi e recebereis", por isso, pedir acaba por ser inevitável!
Também se reflectiram alguns textos, sobre a palavra de Deus, chegada até nós directamente, ou através dos seus representantes na Igreja. Neste caso, foram seleccionados excertos da Exortação Apostólica de Bento XVI "Verbum Domini": A Palavra de Deus e a Eucaristia, A Palavra de Deus e a Alegria, e, ainda, um texto dos Escritos do Sr D. João.
O Assistente da Liga fez um breve comentário aos textos meditados, tentando explicar que, há 87 anos, não se atribuia à Palavra de Deus a importância devida. Lembremos que quase não era primitido ler a Bíblia. Daí que o Sr D. João tenha incutido, nos membros da Liga, maior amor à Eucaristia do que, propriamente, à Palavra de Deus. O documento conciliar "Dei Verbum" revela que os padres conciliares reflectiram sobre esta supremacia, atribuída à Eucaristia, esquecendo, por assim dizer, que a Palavra é igualmente importante e devolveram-lhe o seu justo lugar. Bento XVI confirma, agora, o que o Concílio proclamou, com e exortação "Verbum Domini".
Por isso, "desafio-vos, a todos, a meditarem a Palavra de Deus nas adorações ao Santíssimo Sacramento, que é a Palavra feita carne e transformada em Pão da Vida".
Neste ano, em que o nosso bispo propõe à diocese a meditação do Evangelho de S. Mateus, nenhum membro da Liga se deve dispensar de corresponder a este apelo do prelado diocesano, pois ele é o representante directo de Deus, perante a diocese.
A hora de adoração culminou com a benção do Santíssimo, muito apreciada pelo Sr D. João, que, segundo testemunhos vivos, queria que se tocasse a sineta durante este acto, para que as pessoas, ao ouvi-la, se colocassem numa atitude de respeito, onde quer que se encontrassem, e os homens descobrissem a cabeça.
Seguiu-se a celebração da Eucaristia, presidida pelo Sr D. Manuel Felício, bispo diocesano e Superior da Liga e concelebrada pelo Assitente, Pe Moiteiro, pelo seu antecessor, Pe Bastos, pelo anfitrião da casa, Pe Geada e ainda pelo Pe Ângelo, que faz questão de participar nas actividades da Liga, sempre que tal lhe é possível.
Na homilia, o Sr Bispo "abanou", mais uma vez, a "pobre árvore de Outono", cujas folhas vão caindo, sem que as sucessivas Primaveras as consigam renovar.
E exprimiu-se, mais ou menos, assim:
"Celebramos hoje o aniversário de um acontecimento de graça para a diocese, a fundação da Liga dos Servos de Jesus, sob o olhar atento de Nossa Senhora de Lurdes. Na leitura do livro do Génesis, a Palavra de Deus fala da desobediência de Adão e Eva. É a imagem do drama da humanidade, que volta as costas a Deus. Logo aparece Maria, a nova Eva que se propõe redimir o pecado da humanidade.
E no Evangelho, Jesus dá-nos o pão, não só o da terra, mas o Pão do Céu.
Qual é a identidade da Liga perante a pastoral da Igreja, em Portugal? A Liga deve aceitar o convite para colaborar na concretização desta pastoral.
A Palavra de Deus leva-nos a ser firmes na fé e a ser missionários.Temos, agora, o novo contributo do Papa, a Exortação Apostólica, dados saídos do sínodo dos bispos sobre a palavra de Deus.
Voz da Palavra-linguagem da Bíblia e da Igreja, caminho que nos leva ao encontro de Cristo vivo.
Devemos fazer leitura orante da Palavra e não lê-la de forma mais ou menos apressada. É a lectio divina, que consiste em:
1.Ler - percebendo o que o texto nos diz.
2. Meditar e concluir o que nos diz.
3. Rezar a Palavra de Deus e descobrir qual a resposta que se deve dar ao apelo que ela nos faz.
4. Contemplar a nossa vida e a vida do mundo à luz desta Palavra.
Rosto da Palavra-Jesus a Quem a voz da Palavra me deve  conduzir, contemplando este Rosto.
Casa da Palavra-a Igreja, a comunidade cristã que precisa de viver a experiência que nos é transmitida pelo Espírito e deve ser acolhida por nós. Igreja onde os ministérios não se atropelam, mas se completam.
Nas comunidades deve viver-se esta comunhão. Não nos devemos atropelar, mas completar uns aos outros.
A casa da Palavra mobiliza-nos para os caminhos da Palavra, para a missão. Os caminhos de missão apontam para territórios variados, que podem ser longínquos, mas não se podem abandonar os territórios da nova evangelização, que consiste em anunciar a Palavra onde já foi anunciada, utilizando novas estratégias.
A Europa envergonha-se de mostrar o que é, ou melhor, o que tinha obrigação de ser, graças aos seus fundamentos cristãos que agora está a deixar perder.
O presidente da América declarou em público que todas as manhãs reza pelo seu povo e todas as noites faz o exame de consciência e pede perdão a Deus dos seus pecados. Quando é que um presidente europeu era capaz de fazer isso?
A Europa envergonha-se do que é essencial, é preciso levá-la, de novo a tomar consciência das suas responsabilidades cristãs.
Isto são indicadores do que a Liga deve ser. Cada comunidade deve saber onde se situa neste apelo.
Peço a cada comunidade que faça a sua meditação sobre o texto que publiquei na imprensa local, e que se encontra integralmente na Luz e Vida, que saiu no Natal, e que me envie, numa folha A4, as conclusões a que chegou, até ao dia 4 de Março.
Que Nossa Senhora nos ajude a repensar qual é o lugar da Liga, ao ritmo da Igreja e do Espírito Santo".
Pelas 12:45, teve início um almoço partilhado, durante o qual se estabeleceu um são convívio, entre todos. Seguiu-se um breve intervalo, e, pelas 14:30, o Assistente da Liga apresentou o tema que tinha preparado, um estudo sumário sobre a "Verbum Domini", que nos deixou motivados para uma leitura orante do documento completo, o que faremos, logo que nos seja possível.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

11 de Fevereiro de 2011

PARABÉNS, dos Servos Liga,
Que árvore de Outono te mostras!
Oitenta e sete anos de vida,
Tão numerosas respostas...

A Deus doaste o vigor,
Dos teus anos joviais;
Prova-te, agora, o Senhor:
Dás-Lhe o que te custa mais.

E o que é, afinal:
Pena de já nada ter?
Entrega-a, de modo igual,
Pois é esse o teu dever.

Tem valor o que não vemos?
Por certo, diz-nos a fé:
E, nos Palácios Eternos,
A Liga é o que é!

Tantos santos Deus levou,
Tendo à frente o Fundador,
Que tudo de si doou
E transformou em AMOR.

Nós, por cá, é que penamos,
Pobres e titubiantes;
Será que ainda amamos,
Como afirmávamos antes?

Nossa Senhora de Lurdes,
E da Liga padroeira,
Que a santificar ajudes,
Cada membro, a Liga inteira!