domingo, 4 de dezembro de 2011
sábado, 19 de novembro de 2011
ADVENTO!
COMENTÁRIO À PARÁBOLA DAS DEZ VIRGENS, RELACIONADO COM O ADVENTO!
O Senhor convida-nos a todos a prepararmo-nos para a vinda do Senhor.
Não se sabe quando é a chegada. Temos de estar vigilantes e possuir reservas, para não sermos apanhados de surpresa, não seja caso que o noivo chegue... Continuar prudentes e nem sempre suprimir as imprudências dos outros. "...talvez não chegue para nós e para vós..." Ajudar a preparar a vinda do noivo, mas não tirar a responsabilidade aos outros nessa preparação. Poderiam ficar inativos e perder o mérito da espera prudente. Seria insensatez querer substitui-los.
O Senhor ajuda-nos a ir lembrando aos outros que é necessário que se preparem. É a nova evangelização. Se não o faço, não cumpro o meu dever. O noivo vai chegar e não sabemos a hora.
A melhor maneira de eu me preparar é ajudar os outros a prepararem-se. Os talentos dos outros têm de render nas mãos deles, eu não lhos posso usurpar. Não posso/devo substituí-los. Seria fomentar a preguiça...
É o cumprimento do dever, na hora certa, como era desejo de D. João.
Pe Alfredo
Pe Alfredo
UM NOVO ANO A INICIAR!....

Os Servos de Jesus tiveram, hoje, o seu primeiro momento de reflexão, em conjunto, no Rochoso, tendo a organização do mesmo ficado a cargo das Comunidades da Ruvina e do Abrigo Infantil da Sagrada Família, da Sequeira.
Convidaram o Rev. Pe Alfredo, que, como sempre, se esmerou a preparar os temas que muito bem contextualizou no mês de novembro. Conseguiu demonstrar que este mês não tem aquelas caraterísticas de tristeza, que, frequentemente, lhe são atribuídas, bem ao contrário, é o mês da esperança que nos projeta para a posse antecipada do gozo eterno de Deus, meta que pretendemos atingir e que dá razão de ser à nossa existência.
ESPIRITUALIDADE DO MÊS DE NOVEMBRO:
Pode parecer um mês triste, mas não é. É um mês de toda a plenitude.
Abre com a festa de todos os santos, que está em comunhão com a eucaristia, o ápice de todo o mistério pascal. Faz-nos refletir sobre a morte, ressurreição e ascensão aos céus.
Ser santo, quer dizer, submeter, ser um com o Pai/viver eternamente com o Pai.
A festa de todos os santos manifesta a essência do nosso Deus, faz-nos pensar na Salvação, que é o AMOR de Deus derramado em cada um de nós. Faz com que cada um de nós seja fiel à gratuitidade dos dons de Deus, fazendo-os render. Chamados à vida e redimidos no seu amor, alcançamos o dom da salvação. porque este dom atua em cada um de nós, que devemos ser fiéis à graça recebida. Receber o dom da salvação é fazer render em nós os próprios dons que Deus nos dá.
Devemos permanecer fiéis até ao fim, à maneira de Cristo, que foi até à cruz. Cada um é santo a seu modo, porque não há dois santos iguais.
Em Deus, tudo começa e tudo termina, para nunca terminar...
Santos são aqueles que, tendo acolhido a Cristo, n'Ele se enraízam e frutificam em favor dos outros. A nossa salvação não é individualista, tem de ser em favor dos outros, por isso, os santos são a expressão máxima da Igreja. É por isso que todos nós somos chamados à santidade.
Os santos têm de pertencer à Igreja, que é o Corpo daquela Cabeça que é Jesus Cristo.
Celebrar os santos não é do interesse deles, mas do nosso. Eles já têm a plenitude. Nós não só os veneramos, mas queremos que sejam estímulo para nós próprios.
Eles, junto de Deus, não deixam de interceder por nós, que não temos a plenitude. Manifestam que a todos foi dado a beber de um único Senhor. Ser santo é participar na vida de Cristo. A cada um de nós é dado a beber de um único Senhor e temos um único redentor, que é Jesus.
Só podemos ser santos entroncando na Trindade.
Deus não faz aceção de pessoas e todos, sem exceção, somos chamados à santidade, LG.
Esta festa ensina-nos, ainda, que tendo todos nós uma única vida, todos somos diferentes, porque, cada um é único e irrepetível. A única coisa que une os santos é o AMOR e o que os torna diferentes é a maneira de viver esse AMOR.
Ser santo é ter a capacidade de aceitar Deus e de me deixar guiar por Ele e estar na vivência das ações de Jesus, que são os sacramentos. Se os recebemos e não nos levam à ação, trata-se da receção de coisas e não de sacramentos. Devem levar-nos a ações que nós realizamos em favor dos outros.
Para compreender tudo isto é necessária a virtude da Fé.
Na primeira quinzena de novembro, celebra-se o mês das almas, que tem como apogeu o dia de finados, ou dos fiéis defuntos. Depois, muda de tonalidade.
Como é bela a vida! Quem a conhece em profundidade?
Participamos na história da vida que Deus nos dá. É uma dádiva que nos é proporcionada na história que vivemos. A vida passa. E depois? Eis a pergunta que angustia o homem, se não lhe dá resposta adequada...
É diante do mistério da morte que o homem se interroga sobre a razão de ser da vida.
Como será a ressurreição?
Baseando-se na ressurreição, alicerçado na Esperança, o cristão encontra a resposta: "Para os que creem em Cristo, a vida não acaba, apenas se transforma, e, desfeita esta morada terrestre, uma habitação eterna se adquire no céu", (prefácio dos defuntos). Esta definição de vida transcende os nossos pais, que nos transmitiram a vida terrena.
Quem fez esta morada foi Cristo, ao sair do sepulcro. Esta nova morada que não deixa de ser mistério...
Para a santidade exige-se a fé. A ressurreição exige a virtude da esperança, que não existe sem fé. Mas nem a fé, nem a esperança nos conduzem a Cristo. É a caridade que nos faz atuar à maneira de Cristo, a fé e a esperança são caminho para. Tanto mais que, depois de cairmos no amor definitivo, a fé e a esperança desaparecem e só subsiste o AMOR. Aqui começa outra maneira de entender o NATAL, o natal de cada pessoa. O nosso natal é para sempre e em favor dos outros.
Festa de Cristo Rei-apogeu da plenitude de todos os santos e a plenitude, do mês das almas. Síntese e ponto de convergência do dia 1 e do dia 2.
Cristo Rei-um com o Pai, sentado à sua direita. Festa da plenitude de Deus. Reino de verdade e de vida, fora da qual nada existe. Existir sem a vida de Deus é inferno. Reino de santidade e de graça, Reino de amor, de paz e de justiça(salvação).
A essência de Deus é o AMOR.
A caridade é para sempre!
É a obtenção deste Reino que D. João intenta, desde sempre´, baseado na frase de S. Paulo: "oportet illum regnare". É preciso que Jesus reine!
É o que pretende para todos os servos. que se preocupem com a expansão do Reino de Deus, para que o Reino brilhe em todo o seu esplendor. Para isso, pede o amor à eucaristia e o cumprimento dos deveres do próprio estado.
Novembro é ainda o mês do Advento: abertura ao mistério da Matermidade e da Fecundidade. Advento é ficar à espera que este Reino apareça em todo o seu esplendor e majestade, não de qualquer maneira, mas concretizado no homem novo e na mulher nova. Mistério da Maternidade de Maria, fecundidade atuante da parte de Deus na humanidade, que nos deixa à espera da vida nova.
Para refletir na adoração: o que falta colocar na coroa de Cristo Rei, para que se torne mais esplendorosa, tanto da parte de cada uma, como da parte da Liga.
HOMILIA
Tema central do evangelho: "vinde, benditos, recebei em herança o Reino, que vos está preparado..."
O Reino de Deus é o próprio Deus, verbo encarnado e o Espírito Santo. É Deus em si mesmo, porque Deus sempre o preparou para nós.
Ao serviço deste Reino, devemos estar todos nós. Para servirmos o Pai e o Filho, temos de praticar o AMOR, dando de comer, de beber, estando atentos às necessidades dos outros, porque tudo o que fizermos aos mais pequeninos, (cristãos, em S Mateus, e quem é de Jesus) estamos a fazê-lo ao próprio Deus.
Esta é o Reino de Deus: servir e amar. Quem não serve por amor vai para o suplício eterno.
Celebrar a festa de Cristo Rei é celebrar a plenitude de Deus. Quando tudo for entregue ao Pai, seremos santos, porque Ele é santo.
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
BEM-VINDAS À LIGA DOS SERVOS DE JESUS!
A Céu e a Lusinira são, no momento atual, as novas simpatizantes ao ingresso na Liga dos Servos de Jesus. Para iniciarem a sua formação, foi decidido que ficariam a viver no Abrigo Infantil da Sagrada Família, na Sequeira, onde têm destinadas algumas tarefas, mas com tempos livres que dedicam ao estudo e à oração.
A Lusinira está ali, desde o início do ano letivo. A Céu escolheu o Dia das Missões para pôr mãos à obra.
Tiveram, nesse dia, uma receção amigável, calorosa, pois foram acolhidas pla Coordenadora Geral e Assistente e mais alguns elementos do Conselho.
Como o Sr D. João de Oliveira Matos delegou, para o substituir nas suas funções, no Bispo diocesano, e, nesse dia, não estava disponível, agendou-se uma cerimónia mais solene para o dia de Sto Alberto Magno.
Então, como pode observar-se no vídeo, houve, no Abrigo, uma eucaristia presidida pelo Ex.mo prelado e concelebrada pelo Assistente atual e pelo seu anteceessor.
Algumas irmãs tiveram o privilégio de tomar parte nesta festa familiar e apoiaram a decisão destas duas candidatas, rezaram com elas e por elas, para que se consciencializem de que estão a dar um passo importante nas suas vidas e que devem fazer um estudo profundo, envolvido em muita oração, solicitando de Deus a luz necessária para bem discernirem qual é a sua vontade a respeito de cada uma.
O evento terminou com "um jantar de homenagem", como acontece sempre. Foi um convívio que a Céu e a Lusinira não vão esquecer.
Todas as comunidades passam a tê-las presentes nas suas intenções e auguram-lhes uns bons primeiros passos, pois deles dependerá muito uma continuidade persistente e perseverante.
PARABÉNS por terem escolhido a melhor parte!
Oportunamente, teremos informações sobre a evolução destes novos elementos.
Esperamos que tomem tanto a sério esta missão a que lançaram mãos, que contagiem mais jovens, que, juntamente com elas, se empenhem seriamente na obra de expansão do Reino de Deus, com era vontade do nosso Fundador, D. João de Oliveira Matos.
domingo, 9 de outubro de 2011
AINDA A IRMÃ CÉU!...
Continua entre nós, mas não fisicamente, nem visivelmente. Foi triste perdê-la de vista... Por outro lado, foi reconfortante constatar que o seu trabalho, durante a sua vida de educadora, aqui na Cerdeira, foi reconhecido. De quase todas as aldeias vizinhas, Miuzela, Amoreira, Cabreira, Parada, e, sobretudo da Cerdeira, todos os que puderam lhe fizeram companhia durante algum tempo e a Eucaristia de corpo presente foi, na verdade, muito frequentada. Ali estavam pais, filhos e netos, além de numerosos membros da Liga e muitos dos seus familiares.
Todos dela aprenderam, e muito! No transporte das crianças, ia ensinando catequese, rezava orações curtas, fáceis de memorizar e cantava. Todo o tempo era ocupado com alguma coisa útil. Ao arrancar com a carrinha, começava: "vamos lá com Deus, com Nossa Senhora e com o Anjinho da nossa guarda!" Todos rezavam em coro!
A maioria dos pais e dos filhos foram por ela preparados para a primeira comunhão. Não aconteceu o mesmo com os netos, já que a Ir Céu soube ceder o seu lugar, logo que lhe pareceu oportuno. E quantas festas ensaiou no Natal e no final de cada ano letivo? Será que se podem contar? É difícil!
A maioria dos pais e dos filhos foram por ela preparados para a primeira comunhão. Não aconteceu o mesmo com os netos, já que a Ir Céu soube ceder o seu lugar, logo que lhe pareceu oportuno. E quantas festas ensaiou no Natal e no final de cada ano letivo? Será que se podem contar? É difícil!
Também não se "prendeu" ao papel de "ensaidora". Transferiu-o para as educadoras, para as fazer brilhar a elas e se apagar a si própria, embora durante vários anos se continuasse a verificar que andava por ali o seu dedo artístico.
São assim as pessoas que têm talentos! Escondem-se, para que os louvores sejam dados a Quem os concedeu!
A Cerdeira deve muito à Ir Céu, mas os filhos da terra sabem dar-lhe o valor que merece! Compareceram todos os que puderam e muitos não foram informados atempadamente. Alguns foram apanhados de surpresa, não contavam com este desfecho. Mas é a lei da vida e a Ir Céu já tinha as suas contas em dia, pois era muito espiritual, vivia em união com Deus e tinha muito amor à oração e muita caridade.
Saibamos nós ser herdeiros fiéis de tudo o que nos legou como exemplo!
Saibamos nós ser herdeiros fiéis de tudo o que nos legou como exemplo!
sábado, 8 de outubro de 2011
FINALMENTE, REALIZOU-SE O DESEJO QUE TANTO MANIFESTAVA!...

Josefina do Céu Relvas, mais conhecida por Irmã Céu, era oriunda do Jarmelo, de uma família muito numerosa, na qual estavam bem enraízados os valores ensenciais, humanos e cristãos, que facilmente foram transmitidos e assimilados por quem à família pertencia.
Os irmãos, na sua maioria, seguiram a via do matrimónio e deram origem a lares cristãos, que se estenderam aos netos e dos quais ainda se distinguem alguns que continuam a ser cumpridores dos seus compromissos e até colaboradores nas paróquias em que estão inseridos.
A Isabel, falecida aqui, já há longos anos, e a Josefina optaram por uma vida diferente. Embora já ambas na chamada idade madura, a Josefina respondeu mais cedo ao chamamento de Deus e entrou para a Liga dos Servos de Jesus, no Outeiro de S. Miguel. À Isabel coube a digna tarefa de cuidar da mãe até ao fim, e, só depois, ingressou na Liga.
Mas falemos da Josefina, que foi a que hoje nos deixou.
Com 89 anos, completados no dia 01 de agosto, teve a dita de ter sido recebida, na sua entrada para a Liga, pelo Sr D. João e de ter privado com ele, durante algum tempo. Contava muitos exemplos concretos de ajudas que recebeu dele. Um deles, que nos revela como o Fundador da Liga, a par da sua santidade, cultivava os valores humanos, foi fazer-se substituir por ele, na vigilância dos rapazes, por ter sido descoberta pelo então Bispo Auxiliar, meia desfalecida, porque a hora do almoço já tinha passado há muito e, aparentemente, ela tinha sido esquecida e não podia deixar as crianças sozinhas.
Foi, muito cedo, encarregada desta tarefa que desempenhou até há uns anos atrás, não muitos. Primeiro, no Outeiro de S. Miguel, com os internos, passou ainda pela Ruvina, mais tarde fixou-se na Cerdeira e ajudou numerosas famílias a criar os seus filhos, no Jardim de Infância do Centro de Assistência.
Muitos dos que atualmente são pais e avós das crianças que por aqui se desenvolvem, na Cerdeira e em muitas aldeias vizinhas, já devem à Ir Céu, todos em conjunto, parte da sua educação. E, honra lhes seja feita, por ela nutrem a máxima consideração e estima!
Na Comunidade, a Ir Céu dava o seu exemplo. Sempre atenta aos outros, mesmo quando já pouco podia: "precisa que lhe faça alguma coisa?", "quer que lhe ajude?", "venha almoçar connosco!" eram expressões que tinha gravadas e lhe brotavam espontaneamente da alma, esta última guardada do exemplo da mãe, que nunca deixava sair sem comer, quem entasse na sua casa.
Apesar das dores de cabeça, aliviadas momentaneamente pela medicação, estava sempre presente nos atos comunitários e passava todo o tempo que podia na capela.
Nos últimos dois anos, juntou àquelas expressões umas outras, que ninguém vai esquecer: "dói-me muito a cabeça", "já pedi a Deus que me levasse", "queria tanto ir para o céu!", mas teve de esperar até chegar a hora de Deus.
Passou dois dias em agonia e partiu num sábado, a seguir ao dia 07 de outubro, dia de Nossa Senhora do Rosário.
Passou dois dias em agonia e partiu num sábado, a seguir ao dia 07 de outubro, dia de Nossa Senhora do Rosário.
A Ir Céu deixa-nos exemplos que podemos seguir com facilidade: o amor à oração, o espírito de sacrifício e a preocupação dos outros, ainda que implique o esquecimento de si próprio.
Não pense que agora vai ficar descansadinha aí, Ir Céu! Também pertence ao grupo dos que iam repetindo: "não sei o que estão a fazer todos no céu!..."
Tem as necessidades da Liga bem presentes, não tem? Conhece-nos a todas em pormenor, não conhece? Então esqueça-se que tem obrigação de zelar pelo nosso progresso na perfeição e que a Liga precisa de ser renovada!
Imagino que, se isso fosse possível, a dor de cabeça se iria manter, pois já ouvi, tantas vezes, pedir para que interceda por nós junto de Deus e só há horas foi para lá!
Imagino que, se isso fosse possível, a dor de cabeça se iria manter, pois já ouvi, tantas vezes, pedir para que interceda por nós junto de Deus e só há horas foi para lá!
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