sábado, 28 de abril de 2012

VÉSPERA DA GRANDE FESTA!

CHEGADA DA DELEGAÇÃO À KILENDA

ÀS 9,30h da manhã , do dia 26/04/ 2012, entrava na Kilenda, município com cerca de 100 mil habitantes, a delegação esperada e constituída pelo Bispo da diocese do Sumbe, D. Benedito Roberto , pelo Bispo da diocese da Guarda – Portugal, D. Manuel da Rocha Felicio e pelo Rev.do Padre Joaquim Álvaro de Bastos, que também acompanhava.
O acolhimento foi uma festa, com danças e cantares, à entrada deste aglomerado populacional, com ruas largas, algumas casas restauradas, outras feitas de novo, e muitos sinais ainda da guerra civil, terminada há 10 anos, que aqui esteve particularmente acesa.
Com o automóvel da comitiva em marcha lenta e os populares em duas filas, com danças e cantares a fazerem festa, chegámos à Igreja Paroquial, dedicada a Nossa Senhora de Fátima, sede da Missão, onde nos aguardava o Pároco, Rev.do Pe. Ferreira Bernardo, do clero Diocesano local. Entrámos na Igreja, um templo muito espaçoso e com evidentes sinais de destruição imposta pela guerra. Há poucos anos, foi restaurado o seu telhado, embora se note que a obra não ficou acabada. O Bispo da Diocese local presidiu a um primeiro momento de oração e apresentou o Bispo da Diocese da Guarda, dizendo das razões que o traziam a esta Missão, a saber: participar na inauguração da casa residência das Irmãs da Liga dos Servos de Jesus e da escola que lhe fica anexa, cuja construção foi recentemente concluída.
Falou o Pároco, para saudar os visitantes, e D. Manuel Felício agradeceu o acolhimento que sentiu, desde o primeiro contacto com esta terra.
A etapa seguinte foi a visita feita à Administradora deste Município, no edifício da administração local. Foi um encontro que decorreu com muita cordialidade. A Senhora Administradora manifestou a sua satisfação pela presença da Comunidade das Irmãs da Liga dos Servos de Jesus e a sua grande esperança na nova escola, promovida pela mesma Liga dos Servos de Jesus que, em breve, vai servir cerca de 500 alunos. Deu algumas informações sobre a realidade física e sociológica deste Município, falando sobre as suas potencialidades, mas também sobre o muito que há para fazer a fim de dar às pessoas as condições de vida a que elas têm direito. Falou depois o Bispo da diocese local para agradecer este encontro e, D. Manuel Felício, em curta intervenção, destacou o potencial de esperança que é a população jovem deste Município que, segundo informações colhidas, chega a 50% da população geral.
A seguir, observou-se o momento de maior espetativa nesta deslocação que foi o conhecimento da Casa e da escola das Irmãs. Fomos recebidos em clima de grande satisfação pelas Irmãs, que nos mostraram a sua casa e as seis salas da Escola, para além do Ondjango (espaço tradicional que habitualmente não falta nos aglomerados populacionais das culturas angolanas), uma casa pensada para residência de meninas, em regime de internato, e outros espaços complementares.
Depois do almoço, que nos foi servido na casa das Irmãs, com a participação da Senhora Administradora e seu marido, houve tempo de descanso e disponível para trabalhos vários, ao longo da tarde. A casa das Irmãs acolheu os dois Bispos e os outros elementos da Comitiva.

MANHÃ DE FORMAÇÃO PARA CATEQUISTAS E REPRESENTANTES DE MOVIMENTOS AOSTÓLICOS NA MISSÃO DA KILENDA

O dia 27 de Abril de 2012 começou cedo, porque às 6,00h da manhã, toda a Comitiva e a Comunidade das Irmãs da Liga dos Servos de Jesus, já radicada na Kilenda, participaram na Eucaristia que, diariamente, se celebra a esta hora, na Igreja Paroquial de Nossa Senhora de Fátima. Presidiu o Bispo da Diocese local, D. Benedito Roberto, e a participação foi em grande número e muito viva, com cânticos e expressões corporais, muitos deles na língua nativa.
Às 9,30h, iniciava-se uma sessão de formação participada por mais de 100 catequistas, incluindo alguns representantes de movimentos apostólicos existentes nesta Missão. A propósito, é de lembrar que a Missão abarca a extensão de todo o Município, por isso, com um número de habitantes que ronda os 100 mil, distribuídos por quatro zonas pastorais, cada zona com vários centros, onde se ligam várias aldeias. O número de aldeias anda pelos 60/70. A Eucaristia do domingo é o grande acontecimento das Comunidades e ela celebra-se na Sede da Missão e em cada uma das zonas, só de vez em quando, em alguns Centros. Convidam-se as aldeias a deslocarem-se aos Centros ou zonas mais próximos para participarem na Eucaristia. Em cada Comunidade local há um Catequista que, de facto, é o seu Presidente. Há também Catequistas visitadores e outros que exercem este serviço só na Sede da Missão.
A sessão de formação iniciada às 9,30h da manhã prolongou-se até às 12,30h, com intervenções dos dois Bispos e alguma partilha de experiências locais. A reunião iniciou-se com o tema: “ O catequista e a transmissão da Fé” exposto pelo Bispo da Diocese da Guarda. (O texto segue em anexo)
Depois, em momentos sucessivos o Bispo da Diocese local introduziu várias explicações. Alguns dos participantes intervieram com partilha de experiências e o pedido de alguns esclarecimentos.
Seguiu-se o almoço partilhado, com produtos trazidos pelos participantes, nas instalações da Casa das Irmãs.

O catequista e a transmissão da Fé

1. O que é a transmissão da Fé
Estamos a viver hoje, na Igreja, momento particularmente difícil no exercício da nossa responsabilidade de transmitir a Fé, sobretudo às gerações mais jovens que hão-de continuar os actuais adultos. A própria cultura em geral conhece hoje rupturas de transmissão que não eram conhecidas há décadas atrás. Se antes a transmissão dos valores que identificam uma determinada cultura se dava espontânea-mente, sobretudo através das famílias, bem estruturadas, coesas e conscientes das suas responsabilidades, hoje há outros fatores que estão a intervir nesta transmissão, sobretudo os meios de comunicação social e as escolas, além de outras instituições marcadas por interesses quer políticos, quer económicos, religiosos ou mesmo outros.
2. Transmitir a Fé é promover o encontro com Cristo
Para nós, transmitir a Fé não consiste apenas nem principalmente, em passar a outras pessoas, a começar pelas gerações mais jovens, um conjunto de conhecimentos e de regras de vida, por mais importantes que sejam para as pessoas e para as comunidades. Transmitir a Fé é mais do que isso, porque, como lembra o actual Papa Bento XVI, é levar ao “encontro com uma Pessoa que dá à vida novo horizonte e um rumo decisivo”. Essa Pessoa é Jesus Cristo, ressuscitado e vivo, fonte de vida nova no meio de nós.
3. Encontro com a Pessoa de Cristo através do encontro com a Sua Palavra
O encontro entre pessoas nunca se pode programar nem nunca pode ser provocado de fora para dentro ou seja imposto por outros ou mesmo só pelas circunstâncias. Esse encontro tem de acontecer sempre no despertar livre de uma pessoa para a descoberta de outra pessoa e depois aprofundar-se no diálogo que leva ao conhecimento mútuo e ao compromisso mais ou menos intenso entre ambas.
Um dos fatores que geralmente levam à descoberta de outra pessoa é conhecer e dar a conhecer a sua mensagem, conhecer a sua ação e os objetivos pelos quais ela entrega a sua vida. Ora, nós hoje temos a possibilidade de conhecer a mensagem de Jesus e também a sua ação na história através da Palavra de Deus que nos é transmitida na Bíblia. Por isso, o conhecimento da Palavra de Deus e com ela a descoberta do estilo de vida próprio de Jesus é fator decisivo para o encontro com a pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Por sua vez, a catequese é o serviço de toda a Comunidade Cristã, através do Catequista, que pretende proporcionar o encontro com a Palavra de Deus e, por ela, o encontro com Cristo Vivo.
Ora, a Palavra de Deus, sendo a mensagem do próprio Jesus Cristo, a que também chamamos o seu Evangelho, comunica conhecimentos sobre Deus, sobre o mundo e sobre a pessoa humana; mas, antes de tudo isso, é uma luz que alumia os caminhos da pessoas no mundo, mostrando-lhes a direção que elas hão de saber tomar nas suas decisões e nos seus atos.
E o catequista é esse mestre que, em nome de Jesus e da comunidade, ajuda as pessoas e os grupos de pessoas a lerem a sua vida e a vida do mundo à luz da Palavra de Deus. Quando isso acontece, cresce a consciência do valor e da dignidade de cada pessoa e cresce também a capacidade de orientar bem a vida pessoal e da própria sociedade. Esse é o efeito da mensagem evangélica no comportamento moral das pessoas. Mas o mais importante do acolhimento à Palavra de Deus não são os novos conhecimentos nem as regras de moralidade. O mais importante de toda a catequese é promover o encontro com Cristo Vivo e presente sempre no meio de nós, ainda que não o vejamos, como vemos as coisas passageiras do nosso mundo.
4. Toda a Catequese se faz a partir da Palavra de Deus
Desde o Concílio Vaticano II que é bem clara a consciência de que a transmissão da Fé deve ser entendida como promoção do encontro vivo com Cristo Vivo; e que esta transmissão se dá através da Sagrada Escritura e da Tradição Viva da Igreja, sob orientação do Espírito Santo.
O ponto de partida de toda a catequese é, por isso, sempre a Palavra de Deus, que, de facto, revela as intenções do mesmo Deus para com o Homem, em seu desígnio de Salvação. Ao catequista pertence dar a conhecer a Palavra de Deus, mas sobretudo entusiasmar as pessoas pela sua descoberta e acompanhá-las no acolhimento à luz que dela vem para a sua vida pessoal e para a vida do mundo.
5. O Encontro com a Palavra de Deus há de promover a fidelidade a Deus e a fidelidade ao homem
Esta é uma expressão do Papa João Paulo II, que devemos entender assim: o catequista deve ajudar as pessoas a com-preenderem o pensamento de Deus presente na Bíblia, mas deve igualmente ajudá-las a descobrir como o pensamento de Deus e a sua mensagem, revelada na Pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo, abre novos horizontes de compreensão para a vida real das pessoas e do mundo nas circunstâncias atuais. Foi também isso mesmo que o Papa João Paulo II, agora beatificado, nos quis dizer com a afirmação de que temos de evangelizar as pessoas de hoje com novas linguagens e novos métodos. E foi também essa a forma de Jesus Se dirigir aos seus contemporâneos. Assim, quando falava aos pescadores, usava a linguagem do mar e da água, de barcos, de redes e de peixes; mas quando falava a agricultores, falava-lhes de campos, de sementeiras e de colheitas, de rebanhos e de pastores. O processo do catecumenado, que vós conheceis, está organizado principalmente para aproximar a Palavra de Deus da vida das pessoas e do processo, sempre lento, de lhes fazer compreender a mensagem evangélica e de as ajudar a pô-la em prática. E a catequese, depois do catecumenado, pretende completar este mesmo processo, sempre na mira de dar a conhecer Jesus e as implicações da relação com Ele na nossa vida prática.
6. Os frutos da ação catequética
O primeiro grande fruto da ação da catequese é, como já dissemos, levar cada um de nós ao encontro com a Pessoa de Cristo Vivo. Por sua vez, este encontro com a Pessoa de Cristo gera, por si mesmo, dinamismos de vida nova como seus efeitos.
O primeiro desses efeitos é a construção da Igreja entendida como comunidade dos discípulos de Cristo, testemunhas do seu Evangelho.
Outro efeito é a modificação da vida pessoal de cada um de nós para se ajustar cada vez mais à vontade de Deus e de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Outro ainda é fazer das nossas famílias verdadeiras Igrejas domésticas, escolas de comunhão e cooperação entre todos os seus membros, sempre no respeito pela vida e pelas capacidades próprias de cada um.
Finalmente, a vida em Cristo própria dos batizados terá efeitos na organização da vida em sociedade. E nós queremos uma sociedade organizada de tal modo que dê oportunidade a cada pessoa de crescer em todas as suas dimensões e ter participação cada vez mais activa nas grandes escolhas que a comunidade deve fazer para bem de todos . É o que chamamos bem comum.
27. 04. 2012
+Manuel R. Felício, Bispo da Guarda
(tomei a liberdade de utilizar o NAO)









sexta-feira, 27 de abril de 2012

EM COMUNHÃO! DISTÂNCIA ANULADA!...

Ai, que cheirinho a bolo...
E as sobremesas, que gesta!
Nota-se bem que é festa
E os pés já sentem o solo.

Cansar-se assim, vale a pena!
Não sendo o mais importante,
É da festa o garante,
Mesmo que seja pequena.

Fica do gosto a memória
Em vizinhos, convidados,
Até os pouco afortunados
Irão contar esta história!

Todos vão aparecer...
Queria o Senhor D. João
Que se partilhasse o pão,
Como primeiro dever.

Só depois se ensinava
A praticar atos pios,
Pois de estômagos vazios
O que é que se esperava?

E tudo é apostolado,
Melhor do que eu o sabem;
Deixarão da Liga a imagem
Bem impressa desse lado.

Auguramos bom sucesso
Para o empreendimento;
Que o que lhes brota de dentro
Seja de Deus o reflexo.

Rezamos quase sem cessar:
Mas seria com fervor,
Ou cada dia melhor?
Só Deus nos pode julgar!



quinta-feira, 26 de abril de 2012

HOMILIA DE D. MANUEL FELÍCIO, NA CATEDRAL DO SUMBE!

III Domingo da Páscoa. 22. 04. 2012
Homilia na Catedral de Nossa Senhora da Conceição de Sumbe
Sr. D. Benedito, Excelência Reverendíssima,
Reverendos Padres concelebrantes, Ministros de altar
Serviços, movimentos e obras da Diocese presentes,
Irmãos e irmãs em Nosso Senhor Jesus Cristo:

A minha primeira palavra é para vos dizer obrigado pela bela manifestação de alegria e de festa que está a ser esta Eucaristia de Domingo, na catedral dedicada a Nossa Senhora da Imaculada Conceição de Sumbe. Saúdo, de forma particular, o Sr. D. Benedito Roberto, Bispo desta Diocese, que hoje me concede a honra de pregar a partir da sua própria cátedra. E a alegria deste momento é tanto maior quanto ele representa importante passo em frente na caminhada de cooperação entre as nossas duas Dioceses, iniciada há 4 anos. Desta vez será momento alto dessa caminhada a inauguração da casa e da escola da comunidade das irmãs da Liga dos Servos de Jesus, já radicada na Missão da Kilenda, prevista para o próximo sábado, dia 28 do corrente mês de abril.
Irmãs e irmãos, e agora convido-vos a colocarmo-nos todos no meio da multidão que escutava o discurso de Pedro, segundo a primeira leitura tirada dos Atos dos Apóstolos. Também a nós hoje ele nos lembra que Deus ressuscitou Jesus, aquele que a maldade dos homens condenou à morte, apesar de Pilatos ter publicamente reconhecido a sua inocência. E também a nós Pedro nos dirige o apelo ao arrependimento e à conversão para sermos verdadeiramente, na continuação do ministério dos Apóstolos, testemunhas do Ressuscitado. Sentimos as muitas resistências que existem em nós e no nosso mundo ao anúncio de Cristo Ressuscitado e a vivermos, por inteiro, a novidade da sua Ressurreição. A isso chama-se pecado. Mas também sabemos que, apesar das nossas limitações e fraquezas, temos junto do Pai um verdadeiro advogado, Jesus Cristo, como diz o Apóstolo S. João, na sua primeira carta. Ele veio ao mundo para apagar os pecados da humanidade e, com a sua morte na cruz, cumpriu, por inteiro, esta missão. Por isso, o mesmo S. João lhe aplica a linguagem da tradição judaica, dizendo que ele é a verdadeira vítima de expiação pelos nossos pecados. Também nós nos sentimos companheiros dos discípulos de Emaús, a que o Evangelho de hoje se refere. Partilhamos as suas dúvidas e incertezas, carregamos com a sua desilusão, porque Jesus foi condenado à morte. É certo que algumas mulheres foram ao sepulcro e não encontraram lá o corpo, mas a ele não o viram. Também nós queremos, como os discípulos de Emaús, deixar abrir o nosso coração e a nossa inteligência à novidade de Cristo Ressuscitado. Como aconteceu aos apóstolos, queremos deixar que a surpresa do encontro com Ele transforme toda a nossa vida e faça de nós verdadeiros missionários. E como aconteceu àqueles dois caminhantes para Emaús, também para nós a celebração da Eucaristia, em cada Domingo, é o lugar decisivo para abrirmos o coração a Jesus vivo e decidirmos cumprir o seu mandato missionário. Como os Apóstolos, escutamos, de novo, o mandato missionário de Jesus para sermos testemunhas da sua Ressurreição, num tempo novo. Por isso se justifica o apelo que a Igreja nos faz para a aventura da nova evangelização. E, como as palavras o dizem, falar de nova evangelização supõe que houve uma primeira evangelização, que nos trouxe a notícia de Jesus Cristo e do seu Evangelho. É por isso que, no pouco tempo de presença neste esperançoso território angolano, eu já encontrei muitos sinais do anúncio de Jesus Cristo que aqui se faz há 5 séculos.
A expressão “Nova Evangelização” deve-se em grande medida ao Papa e agora Beato João Paulo II, que a usou, pela primeira vez, ao visitar territórios da América Latina para comemorar os 5 séculos da sua primeira evangelização. Ele próprio disse o que se deve entender por nova evangelização. Esta não desfaz a importância decisiva da primeira evangelização, nem muito menos pretende anunciar um evangelho diferente do primeiro evangelho saído da boca de Jesus e anunciado ao Mundo pelos apóstolos. Pretende sim anunciar este único e mesmo evangelho, mas agora com novo ardor, com nova linguagem e com novos métodos.
A Igreja Universal prepara agora um novo Sínodo precisamente sobre este assunto da “Nova Evangelização para a transmissão da Fé”. Ora, acontece que a transmissão da Fé não pode ser entendida como simples passagem de uma doutrina ou mesmo de uma moral às pessoas em geral e sobretudo às gerações mais novas. Por ele deve entender-se, sim, como diz o actual Papa Bento XVI, “o encontro com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e um rumo decisivo”. É promover este encontro com Cristo Vivo que devem pretender tanto a Igreja em geral como cada uma das nossas comunidades. Se não tivermos sempre bem definida esta meta em tudo o que fazemos nas nossas comunidades da Fé, andaremos por caminhos errados e a perder tempo.
Permiti-me agora que, a terminar, eu possa convosco dar graças a Deus por alguns indicadores d vitalidade da Fé das comunidades cristãs em Angola e particularmente nesta para mim já querida Diocese de Nossa Senhora da Imaculada Conceição de Sumbe.
O primeiro é a centralidade da Eucaristia, que as comunidades vivem com entusiasmo, ao domingo, em cada um dos seus centros pastorais. A chegada do Sacerdote é uma autêntica festa vivida como sendo a chegada do Senhor Jesus.
O segundo é a centralidade da figura do catequista, tanto na paróquia ou na missão, como na zona pastoral e também na comunidade local. Uma referência especial merece o catequista visitador. De facto, a prioridade da catequese e dos catequistas é lição que as velhas cristandades europeias têm de saber aprender convosco, porque esses são, de verdade, os autênticos caminhos da nova evangelização, isto é promover o amor à Palavra de Deus, o seu acolhimento e partilha e, a partir daí, dar sentido novo à organização da vida pessoal, comunitária e da sociedade em geral.
O terceiro é o crescente entusiasmo, que aqui se encontra, pelas vocações sacerdotais e outras de especial consagração. Dou abundantes graças ao Senhor pelos 8 sacerdotes ordenados nesta Diocese, no ano passado e peço-lhe para que as comunidades cristãs da velha Europa possam retomar o entusiasmo por este valor fundamental na vida da Igreja.
Termino mesmo, lembrando que a nova evangelização nos pede, antes de mais, que sejamos santos. E ser santos é cumprirmos a nossa identidade baptismal de configurados com Cristo na morte e na Ressurreição, procurando responder ao apelo do Evangelho para sermos perfeitos como é perfeito o nosso Pai do Céu.
Por isso, o Papa Paulo VI dizia, numa sua carta que fez e continua a fazer história: “ o homem contemporâneo escuta com mais atenção as testemunhas do que os mestres e se ele escuta os mestres é porque são testemunhas” (E.N., 11).

+Manuel R. Felício, Bispo da Guarda



PREPARATIVOS NÃO DÃO TRÉGUAS!...

Vento, que sopras do sul,
Diz: passaste por Kilenda?
O céu tem a cor azul?
O sol enche a nossa “tenda?"

Já se via o ar festivo,
Por aquela região?
Desconheces o motivo,
Mas vou informar-te, então.

Vai ser a inauguração
De uma obra sem par
E “Casa de D. João”
É o nome que lhe vão dar.

Não a viste ao passar?
É algo de imponente!
Destina-se a alargar
O Reino a muita gente.

Paira, no ar, a alegria,
Que ninguém pode esconder,
Ficar indiferente ou fria:
É empenhar-se a valer!

A Liga organizou
Um grupo embaixador;
Partiu, lá se integrou,
Nem notícias dá, Senhor!

São ares apelativos…
Dão, para ficar, razões!
Olhem os lugares antigos
À espera das decisões!...

Mas, fazer festa é bom
Para dar a Deus louvor;
Cada qual use o seu dom:
Ninguém lhes pede melhor!

Só lá fica a Ir Zézinha:
Por esse ideal optou,
Pois dar vida bem convinha,
Ao que o Fundador legou.





quarta-feira, 25 de abril de 2012

SAUDADES...

Já vão na página dois:
É missão meia cumprida!
Estão cansados, e, depois,
Não há notícias... que vida!

Mas, olhem lá: já se nota
Que a "embaixada" anda aí?
Não queremos nenhuma derrota,
Estamos a ajudar daqui...

E a única recompensa,
Que ansiamos vislumbrar,
É que essa tarefa intensa
Frutos de AMOR venha dar.

Desse AMOR que incendeia
E dilata o coração,
Transformando-o em casa cheia
A oferecer a cada irmão.

Mesmo que  invisível seja
O trabalho empreendido,
Vai tornar mais rica a Igreja
E o Reino mais difundido!

Queria o Senhor D. João
Que os Servos humildes fossem
Seja qual for a missão,
Zêlo e fervor nunca afrouxem!

Se no nosso esforço humano,
Não contássemos com Deus,
Que terrível desengano,
Para estes servos seus!

terça-feira, 24 de abril de 2012