sábado, 2 de agosto de 2014

A Palavra de Deus que nos é transmitida através do nosso Assistente convida-nos a descansar sem deixar de «caminhar» sempre na busca do Deus que nos ama e a quem queremos servir na fidelidade à Sua Vontade


                                                                           
 

                                                       MÊS DE AGOSTO

“Os Apóstolos reuniram-se a Jesus e contaram-lhe tudo o que tinham feito e ensinado. Disse-lhes, então: «Vinde, retiremo-nos para um lugar deserto e descansai um pouco.» Porque eram tantos os que iam e vinham, que nem tinham tempo para comer. Foram, pois, no barco,  para um lugar isolado, sem mais ninguém”. (Mc 6, 30 ss)
No mês de agosto ou num outro mês qualquer, deve existir um tempo em que o mesmo seja “mais para nós” e para os nossos mais próximos. Sabemos como durante todo o ano pastoral somos solicitados e nos esgotamos nas mais diferentes atividades apostólicas. Além disso, cada um de nós tem sempre o seu “dever” a cumprir.
Quisemos trazer para aqui este texto evangélico onde se encontra o convite de Jesus aos seus discípulos para que estes se retirem e descansem um pouco. Sabemos que quando o fizeram, tinham já outras pessoas que os aguardavam à sua chegada.
O tempo de lazer torna-se fundamental para todos. O mudar de atividade faz-nos sentir mais para nós para depois podermos servir mais e melhor os outros.
Por isso o ritmo que carateriza o tempo de descanso, tem de ser diferente e cronologicamente diverso; a nossa espiritualidade deve marcá-lo também, de modo distinto naturalmente. Não foi assim no relato da criação? Não é assim no ritmo semanal quer dos Judeus quer dos Cristãos? Esse espaço de tempo também ele deve pertencer ao Senhor; ser tempo de  “Domingo”.
O Sábado era o dia festivo do AT: Ex 35,1-3; Nm 15,32-36; Is 1,13; Os 2,13; o dia da “libertação” do Egipto, do trabalho, da escravidão: Ex 23,12; Dt 5,12-15; Jr 17,19-27; dia do “repouso”: Gn 2,2-3; Ex 20,8-11; Ez 20,12; 46,1-12; do anúncio dos bens futuros – escatologia: Is 56,1-7; 58,13-14; 66,22-23; Jr 17,19-27. Quando Jesus veio, o jugo dos fariseus fizera do Sábado um dia de escravidão: Mt 12,1-14.; Lc 6,1-11; 13,10-17; Jo 5,9-18; 7,21-24; 9,14-16; Act 1,12. Cristo transforma o Sábado no dia da sepultura: Lc 23,53-54; Jo 19,31-42; e fixa para o dia seguinte – Domingo – o dia da Ressurreição, da libertação, da nova criação: Mc 16,2-9; Jo 2» Domingo, dia em que o Senhor se manifesta: Jo 20,1.16.19.26; Ap 1,10; e transmite o seu perdão: Jo 20,19-23; é o dia da reunião da comunidade cristã: Act 20,7; 1 Cor 16,2; é o “Dia do Senhor”, correspondente ao “Dia de Javé”, tomando, assim, uma perspectiva escatológica: Act 2,20; 17,31; 1 Cor 1,8; 5,5.
O tempo de repouso é necessário e não deve ser descurado. Haverá muitos modos de repousar. O importante é que ao repousar cada qual se sinta mais livre, mais alegre, mais atento a Deus servindo-O de modo diferente, mas agindo sempre por amor. Seguindo de perto o concílio Vaticano II não esqueçamos o que o mesmo nos recomenda:
“…Os tempos livres sejam bem empregados, para descanso do espírito e saúde da alma e do corpo, ora com atividades e estudos livremente escolhidos, ora com viagens a outras regiões (turismo), com as quais se educa o espírito e os homens se enriquecem com o conhecimento mútuo, ora também com exercícios e manifestações desportivas, que contribuem para manter o equilíbrio psíquico, mesmo na comunidade, e para estabelecer relações fraternas entre os homens de todas as condições e nações, ou de raças diversas”. G. S. 61
Para as irmãs doentes e ou outras pessoas sem possibilidades de férias, solicitamos de Deus todo-poderoso a Graça da Sua Presença e que a mesma a todos transmita os valores eternos por Ele prometidos em todas as etapas da nossa vida. Deus nos conceda a saúde, a alegria e a Paz.

                                                                       

                                                                                       Guarda 2014-08-01

                                                                                      Assistente Geral

                                                                                                      P. Alfredo Pinheiro Neves

 

quarta-feira, 23 de julho de 2014

D. João foi Padre e Bispo de Evangelho a arder... não buscou parecer, mas ser, em tudo ser, para apenas em Deus se realizar...


 
Recordando  o Fundador da Liga dos Servos de Jesus

D. João de Oliveira Matos foi nomeado Bispo de Aureliópolis e Auxiliar da  diocese da Guarda pelo Santo Padre Pio XI em Dezembro de 1922 e foi  sagrado Bispo na Sé Catedral da Guarda  a 25 de Julho de 1923.
«Á semelhança de um meteoro que atravessa o espaço, semeando um rasto luminoso, a atividade apostólica do  Senhor D. João de Oliveira Matos deixou um sulco de luz. Alma de Deus, inteiramente abrasada em zelo, o Santo Prelado deixou, em todas as freguesias da diocese que percorreu mais de uma vez, o testemunho da sua fé, o calor da sua caridade e o exemplo das mais altas virtudes…
… A Liga dos Servos de Jesus, com o conjunto de obras e serviços sociais que mantém e que estão integrados no Instituto de São Miguel, constitui uma herança sagrada que toda a diocese deve acarinhar e auxiliar para que se mantenha fiel no espírito do seu  fundador e prospere de forma a poder intensificar o seu magnifico apostolado religioso e social .»   

                                                                                                               (Texto escrito no cinquentenário da LSJ…)

domingo, 6 de julho de 2014

A Liga dos Servos de Jesus apresenta a D. António Manuel Moiteiro Ramos os melhores cumprimentos de felicitações na estima e gratidão de sempre. Deseja a Sua Ex.cia Rev.ma Apostolado fecundo na nova missão que lhe foi confiada.


Aveiro: Dinamismo da «Missão Jubilar» é o programa do novo bispo da diocese
D. António Manuel Moiteiro Ramos com o Papa Francisco 

Agência Ecclesia 04 de Julho de 2014, às 11:00
Aveiro, 04 jul 2014 (Ecclesia) – O bispo de Aveiro, D. António  Manuel Moiteiro Ramos, afirmou hoje que o “horizonte pastoral” da diocese é continuar o “dinamismo criado pela Missão Jubilar”, onde deseja promover “a cultura da proximidade”.
“Para os próximos anos, o nosso horizonte pastoral deve ser o dinamismo criado pela Missão Jubilar que celebrou os 75 anos da restauração da Diocese”, afirmou D. António Manuel Moiteiro Ramos, hoje nomeado Bispo de Aveiro.
Na mensagem que dirigiu à diocese de Aveiro, D. António Moiteiro sustenta que “sem comunidades cristãs vivas não há Igreja de Jesus”.
O novo bispo de Aveiro recorda que ao iniciar o seu ministério episcopal, há dois anos, disse que “a missão da Igreja não podia ser outra que a de proclamar o amor gratuito de Deus, a conversão ao Evangelho, o dom do Espírito, o Batismo para o perdão dos pecados e a formação de comunidades cristãs onde a fraternidade seja o selo da nossa identidade”.
“Passado este tempo, estou verdadeiramente convicto de que sem comunidades cristãs vivas não há Igreja de Jesus”, afirma.
Para o até agora bispo auxiliar da Arquidiocese de Braga, “a missão da Igreja não é outra senão a de propor a toda a humanidade a alegria do Evangelho”.
Na mensagem que dirigiu à diocese de Aveiro, D. António Moiteiro saúda os membros da Igreja e as autoridades civis, académicas e militares, recordando “os que mais sofrem” por motivos de doença ou “pelas consequências do sistema social que impera”.
“Para todos endereço uma palavra de esperança e a certeza da minha colaboração na promoção da pessoa humana criada à imagem e semelhança de Deus”, afirma D. António Moiteiro.
Manifesta também “reconhecimento e gratidão” à Arquidiocese de Braga, onde foi bispo auxiliar durante os dois últimos anos.
“A todos peço que me ajudeis a concretizar, nas terras de Aveiro, o meu lema episcopal «É preciso que Jesus reine» (1 Cor 15, 25), para que Jesus reine efetivamente na Diocese, nas famílias e, primeiro que tudo, no nosso coração”, pede D. António Moiteiro.
“Cultivemos a cultura da proximidade e rezemos uns pelos outros”, conclui o novo bispo de Aveiro na saudação à Diocese.
D. António Moiteiro Ramos, de 58 anos, foi hoje nomeado bispo de Aveiro pelo Papa Francisco, sucedendo a D. António Francisco dos Santos, que em abril deste ano tomou posse como bispo do Porto

Pequena biografia:
«O Papa Francisco nomeou hoje , dia 04 de Julho de 2014, D. António Manuel Moiteiro Ramos Bispo de Aveiro.
O Prelado de 58 anos até agora Bispo Auxiliar de Braga sucede a D. António Francisco, eleito bispo do Porto no passado dia 21 de Fevereiro.
António Manuel Moiteiro Ramos nasceu a 17 de Maio de 1956, na freguesia de Aldeia de João Pires, concelho de Penamacor e distrito de Castelo Branco, na diocese da Guarda.
Frequentou os Seminários Diocesanos do Fundão e da Guarda, sendo ordenado sacerdote a 8 de Abril de 1982 e nomeado Vigário Paroquial das paróquias de São Vicente e de São Miguel da Guarda. Em 1987 foi nomeado pároco, como membro de uma equipa sacerdotal, das paróquias de São Miguel da Guarda, Alvendre, Avelãs de Ambom, Rocamondo e Vila Franca do Deão e, em 1996, assume o cargo de Director Espiritual do Seminário Maior da Guarda, acumulando, ao mesmo tempo, com a assistência pastoral às paróquias de João Antão, Santa Ana d’Azinha e Panoias. Em 2006, e também como membro de uma equipa sacerdotal, foi nomeado pároco da Sé e de São Vicente, na cidade da Guarda.
Para além da paroquialidade exerceu, ao longo destes 30 anos de sacerdote, outros serviços na diocese da Guarda, tais como o de Responsável pelos Departamentos de Catequese da Infância e Adolescência e do Ensino da Igreja nas Escolas e, actualmente, o de Director do Secretariado Diocesano da Educação Cristã, Coordenador da Pastoral, Assistente Diocesano das Conferências Vicentinas, Membro do Conselho Presbiteral, do Conselho Episcopal e do de Pastoral.
Em 3 de Setembro de 2005 foi nomeado Assistente Geral da Liga dos Servos de Jesus, uma Associação Pública de Fiéis, fundada, em 1924, pelo bispo auxiliar da diocese da Guarda, o Servo de Deus D. João de Oliveira Matos, tendo, no momento actual, 23 comunidades em Portugal e uma em Angola e, em 2006, Vice-Postulador do Processo de Beatificação e Canonização do Servo de Deus.
Entre 1984-1986 fez a licenciatura em Teologia, com especialidade em catequética, no Instituto Superior de Teologia San Dâmaso, em Madrid, filiado na Universidade Pontifícia de Salamanca e, nos anos 1994-1996, frequentou as aulas no Instituto Superior de Pastoral, em Madrid, concluindo o doutoramento em Teologia Pastoral, em 1997, com a tese «Os catecismos portugueses da infância e adolescência de 1953-1993». Desde 1987 foi professor de catequética no Seminário Maior da Guarda e, actualmente, é professor de teologia pastoral no Instituto Superior de Teologia Beiras e Douro, com sede em Viseu.
O padre António Manuel Moiteiro Ramos foi nomeado, pelo Papa Bento XVI, Bispo auxiliar de Braga, com o título de Cabarsussi.  Cabarssusi foi uma diocese católica, hoje extinta, que ficava no distrito de Bizacena, na Província Romana da África, da qual se mantém apenas o nome e cujo título é concedido a um bispo auxiliar ou coadjutor. Bizacena (Byzacena) foi um distrito da província romana da África, ao sul da Zeugitânia. A sua capital era Bizácio (Byzacium) e corresponde hoje ao território da Tunísia.»
O Bispo Auxiliar de Braga era pároco das paróquias de Sé e S. Vicente (Guarda). Ordenação na Sé da Guarda
A ordenação Episcopal de D. António Manuel Moiteiro Ramos foi a 12 de Agosto de 2012, na Sé Catedral da Guarda pelo Cardeal D. José Saraiva Martins, sendo consagrantes o Bispo da Guarda, D. Manuel da Rocha Felício e o Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga.

 

terça-feira, 1 de julho de 2014

MENSAGEM DO ASSISTENTE GERAL DA LIGA DOS SERVOS DE JESUS PARA O MÊS DE JULHO


                                                                         JULHO
CONJUGAR O QUE É BOM, AGRADÁVEL E PERFEITO
Neste mês do ano em que muitos debandam outros ares e outras paragens no intuito de descansarem das sua tarefas diárias, (infelizmente e por razões múltiplas muitos não o irão fazer); nesta altura em que as azáfamas se multiplicam ou pelo menos mudam de ritmo; espiritualmente falando ao cristão impõe-se-lhe constante fidelidade à sua vocação cristã. Dizia Jesus, um dia: “Meu Pai trabalha sempre e eu também trabalho”. Onde quer que nos encontremos, façamos o que façamos, o nosso testemunho deve ser constante, manifestando Deus aos outros e a nossa união com Ele.
Mais do que nunca torna-se necessário sermos glória de Deus; urge para nós sermos a mais verdadeira e a melhor ação de graças, pois que os dons recebidos de Deus são contínuos; impõe-se-nos procurar, conhecer, amar e realizar a vontade de Deus. Depois de conhecida e concretizada, continuará sempre a ser misteriosa em nós. A Santidade não é estática e revela-se necessariamente como resposta mais adequada a cada momento o qual nunca se repete.
Onde quer que nos encontremos, seja qual for a circunstância da vida, será sempre oportuno e bom saber discernir com SABEDORIA o que agrada ao nosso Deus; é-nos salutar, com a Graça divina, executar sempre e de modo generoso o Bem; agrada ao nosso Deus o esforço da nossa conversão; é verdadeiro culto espiritual permitir que a graça atue em nós e que por nós, interpele os outros. A vida cristã não deixa de se definir como procura e amor a Deus. Sendo Ele o sumo Bem encontra-se em tudo o que é bom. Sendo Essência de tudo é agradável encontra-Lo em toda a criação. Sendo Princípio e Fim, pela nossa conversão e fidelidade, sentimo-nos obrigados a buscar sempre e em tudo a verdadeira Perfeição. “Haveis de ser Perfeitos como Perfeito é o vosso Pai do Céu”. Como tem pleno sentido e nos é gratificante agir deste modo. Assim o recomendou S. Paulo aos Romanos e hoje no-lo recomenda também a nós:
 Por isso, vos exorto, irmãos, pela misericórdia de Deus, a que ofereçais os vossos corpos como sacrifício vivo, santo, agradável a Deus. Seja este o vosso verdadeiro culto, o espiritual. Não vos acomodeis a este mundo. Pelo contrário, deixai-vos transformar, adquirindo uma nova mentalidade, para poderdes discernir qual é a vontade de Deus: o que é bom, o que lhe é agradável, o que é perfeito”. (Rom. 12, 1 ss).

Ensinou D. João:Perfeito é aquele, que no estado que lhe é próprio, cumpre todos os seus deveres, por amor ao próprio Deus”(Amigo da Verdade .  08-02-1931).

Guarda 2014-07-01

Assistente Geral

P. Alfredo Pinheiro Neves

segunda-feira, 30 de junho de 2014

ENCONTRO , EM FÁTIMA DE MEMBROS DA LIGA DOS SERVOS DE JESUS E SIMPATIZANTES…(28-06-2014)




Os encontros realizados pelas membros da Liga dos Servos de Jesus  têm sempre a vertente espiritual  sem descurar  a  vertente humana do convívio na alegria e partilha de sentimentos, sonhos e, decerto ,os desejos de trilharmos o caminho  segundo o Carisma  legado pelo nosso Fundador  - D. João de Oliveira Matos.
No dia 28 de Junho de 2014 reunimo-nos mais uma vez, com o seguinte  programa:
10,30h - Conferência;  11,45h – Adoração Eucarística; 12,45h – Almoço  e tempo livre   até Às 16 h;  Seguiu-se a Eucaristia e despedida .
Foi conferencista   o Senhor Padre José Augusto  da Congregação do Verbo  Divino. É natural da diocese da Guarda e atualmente reside em Fátima. 
Para quem quiser meditar  fica o tema que nos transmitiu:
Se amais os que vos amam, que recompensa haveis de ter ? (Mt. 5,46)
Jesus, no Sermão da Montanha, apresenta-se como  Novo Moisés que vem dar pleno cumprimento à Lei. O  amor não pode conter ódio, quando a medida do  amor é o Pai celeste. Ser  filho de Deus é aprender a  amar como Deus, que faz que o sol se levante e a chuva caia sobre bons e maus (Mt 5,43-48). Contemplando a  natureza, intuímos a perfeição dum amor divino, sem condições nem reacções, donde promana a vida e brota o amor. O mandamento do amor já não pode ser um «não fazer o mal» ( não matar, não roubar, não mentir, não cometer adultério, não levantar falso testemunho...)    (cf. Jovem rico, 19,16-22) . Ser perfeito é aprender a viver da fé e a ter como único tesouro o amor a Deus e ao próximo. Isto supõe o amor aos inimigos, a oração pelos que nos perseguem, saudar os que nos viram a cara, desprender-se de todas as seguranças, ser capaz de vender tudo o que se tem, dá-lo aos pobres e seguir Jesus. Seguir Jesus é aprender a servir e a não retribuir o mal com o mal. Jesus critica uma vida assim, pois acabamos por imitar aqueles que criticamos. Esta é uma vida pagã, semelhante a um amor mercado que resvala para olho por olho e dente por dente .( Mt5,21-48).
Amar resume toda a Lei ( Mt.22,35-40). E um deles, que era legista, perguntou-lhe para o embaraçar: «Mestre, qual  é o maior e o  maior mandamento da Lei? » Jesus disse-lhe: Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente. Este é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é semelhante: Amarás ao teu próximo  como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas», por isso, «não matar» significa tudo aquilo que mata ou fere a relação com o outro: insultá-lo, maltratá-lo com palavras ofensivas, desprezá-lo (Mt. 5,21-22). Promover a reconciliação quando há divergências é dar a vida (Mt. 5,25-26).
Amar à medida de Deus é ser fiel ao amor conjugal e não cometer adultério, nem de olhar, nem de desejo, nem coração (Mt5,27-28). É evitar a rutura do laço do casamento com o divórcio, porque o amor fiel e indissolúvel   faz parte do projeto  original de Deus .(Mt.5,31-32; 19, 1-9). É dar bom exemplo não escandalizando os mais fracos (Mt. 5,29-30) nem os mais pequeninos (Mt18,6-9). É aprender a viver na verdade, sem juramentos nem perjúrios(Mt.5,33-37).
Um amor que dá esmolas para que os outros vejam, não é a verdadeira expressão de amor e compaixão pelo outro, mas uma instrumentalização do pobre para nos engrandecermos aos olhos dos outros. Quando se pratica a caridade, a oração e o jejum para sermos recompensados socialmente, significa que ainda andamos `volta de nós mesmos e não acreditamos naquele que vê o coração e não a máscara ou representação hipócrita (Mt. 6,1-36). É uma falta de fé, de esperança e de caridade. Julgar o outro e condená-lo ou exaltá-lo é usurpação da função misericordiosa e justa de Deus. Temos a trave do orgulho que nos impede de ver o argueiro  no outro(Mt. 7,1-5). Cada um deve primeiro buscar o reino e a conversão  própria para poder ajudar o outro na correção fraterna (Mt.18,15-18) e na busca do irmão perdido (Mt. 18,10-14).
«O louvor perfeito» brota da simplicidade e da verdade das crianças, que têm um « coração puro» (Mt. 5-8) . Foram elas que puderam identificar o «Filho de David» e gritar «hossanas», “ver a Deus” (Mt 21,15-16). Quando se quer fazer uma oferta sobre o altar, deve-se ir com o coração em paz e o perdão da reconciliação (Mt.5,23-24). O perdão (per-don), o dom perfeito, é a  forma mais eloquente do amor. É um dom de Deus (Mt 9,8), de Jesus à sua Igreja (MT 16,19; 18,18). É ele que nos faz perfeitos filhos de Deus e irmãos de Jesus Cristo que veio para nos resgatar dos nossos pecados e fez connosco uma aliança eterna (Mt.18,21-35).
Amar com a medida de Cristo é viver as  bem-aventuranças (Mt5,3-12), não como uma utopia idealista, mas como um seguimento de Jesus pobre, casto, obediente, perfeito Servo de Javé, a semear e a frutificar vida.
Dois exemplos de traição, Judas e Pedro, que têm dois finais diferentes. Pedro chora o seu pecado(MT. 26,69-75), aceita o perdão de Jesus e confia na misericórdia daquele que o amou, mesmo sabendo que o ia trair (Mt. 26,30-35). Judas sente remorsos, confessa o seu pecado, devolve o dinheiro, mas não se perdoa a si mesmo nem confia na misericórdia daquele a quem traiu, por isso, enforca-se (Mt. 27,3-10).
Peçamos ao Senhor que nos faça compreender a  lei do amor. Que bom é termos esta lei! Como nos faz bem, apesar de tudo amar-nos uns aos outros! Sim, apesar de tudo! A cada um de nós é dirigida a exortação de Paulo: «Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem » (Rom 12, 21). E ainda: «Não nos cansemos de fazer o bem » (Gal.6,9). Todos nós provamos simpatias e antipatias, e talvez neste momento  estejamos chateados com alguém. Pelo menos digamos ao Senhor: «Senhor, estou chateado com este, com aquela. Peço-vos por ele e por ela». Rezar pela pessoa com quem estamos irritados é um belo passo rumo ao amor e é um ato de evangelização. Façamo-lo hoje mesmo. Não deixemos que nos roubem o ideal do amor fraterno ! ( EG 101).
Canso-me de perdoar e ponho limites: quantas vezes ? ( Mt 18,21-34; 5,15). Guardo ressentimento e corto comunicação ou peço a Deus o dom do perdão ? Amo a todos/as ou faço descriminação ? Busco o  amor perfeito que vejo em Deus Pai e nas bem-aventuranças vividas por Jesus?

                                                                                                                                Pe. José Augusto,svd

segunda-feira, 16 de junho de 2014

A História anda para a frente… quem conduz a história sabe para onde vai… A cada serviço que Deus nos pede devemos estar numa disponibilidade absoluta, sempre na certeza do que diz o Salmo… Ele é a nossa herança e o nosso refugio!!!



O seminário de Nossa Senhora de Fátima, no Fundão, foi  fundado em 1915 com a capacidade  para 300 alunos. Os membros da Liga dos Servos de Jesus, desde os primeiros tempos , estiveram presentes na realização dos serviços domésticos e no acolhimento ás crianças. Neste tempo em que o «espaço Seminário» vai iniciar a vivência de outras realidades e prescinde dos serviços das Irmãs, o Senhor Bispo, D. Manuel da Rocha Felicio, quis que os membros da Liga estivessem presentes num tempo de acção de graças a Deus  pela vida de tantas irmãs que deram o melhor de si a Deus nas atividades realizadas para o bom funcionamento  desta casa. Celebrou-se a Eucaristia na capela do seminário. Alguns pontos da homilia o Senhor Bispo-« lembrou que todos estamos para servir segundo o  que Jesus Cristo nos vai apontando.
      Dar Graças a Deus pelo  serviço prestado nesta casa.

acolhimento e acompanhamento aos meninos;

colaboração com os sacerdotes que faziam parte da  equipa educativa;
   Louvar o Senhor por todos os membros da Liga que, ao longo de muitos anos, aqui cumpriram esta missão… »

Foi rezada  a seguinte oração:

Senhor Jesus Cristo, que nos mandaste servir o Vosso Reino nos mais variados campos por onde Ele se estende, nós vos damos graças por nos teres permitido colaborar convosco neste campo do Seminário, que desde há ta tos anos semeou a proposta da vocação sacerdotal de tantas crianças e jovens.

Na hora da mudança e da partida deste serviço, damo-Vos Graças pelo dom de tantas  irmãs pertencentes  à Liga dos Servos de Jesus que aqui se entregaram a acolher, a cuidar, a amar e em tudo servir o Vosso Reino; às que já partiram Senhor concede-lhes o prémio da vida eterna; às que ainda se encontram no meio de nós dai-lhes o conforto da missão cumprida e a todos nós fortalecei-nos na esperança de que a nossa missão será útil enquanto servirmos o bem da Vossa Igreja, presente nesta diocese da Guarda.

A Vós Cristo, Servo Obediente, entregamos a nossa acção de graças por todos os benefícios que nos concedeis e pelo dom da Fortaleza que procede do Vosso Espírito Santo, nas horas de dificuldade.

Seguiu-se um almoço de confraternização  e  convívio. 

terça-feira, 3 de junho de 2014

Mensagem do Assistente Geral para o mês de Junho !!!

                        
                            
                                              MÊS DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

                   

 
                        «O amor de Deus é o verdadeiro tesouro do ser humano»
          O mês de junho é na igreja e na piedade popular o mês do Coração de Jesus. Devoção tardia na Igreja mas com caris muito significativo. Na verdade esta festa acaba por conjugar o sofrimento humano com a alegria própria de Deus. O amor divino e a Sua Justiça, a ternura e simplicidade com a constante necessidade de combate e do sacrifício. O humano com o divino.
Esta festa é a festa da humanidade de Jesus e do seu amor por todos e cada um de nós. Amor que se traduz na complacência de quem não se cansa de amar suportando todas as possíveis ingratidões das pessoas. Nisto se revela a divindade.
Este é o mês dos dias longos, dos dias bem quentes e extenuantes. É o tempo de se produzir e de dar fruto. Tempo de crescimento. Na vertente espiritual podemos dizer que o mês do Coração de Jesus é o tempo favorável para se sentir e viver toda a riqueza descrita por S. João na sua primeira carta: “conhecer e acreditar no amor que Deus nos tem”(1º Jo. 4,16).
Leão XIII, Pio XI, Pio XII, Paulo VI foram os papas para quem este mistério que envolve o Coração de Jesus mereceu particular interesse. Quantos escritos não apareceram nessa altura. Particular destaque nos merece o papa S. João Paulo II. Ele tornou-se arauto incansável do amor deste Coração inefável. A encíclica “Dives in Misericordia” (1980-11-30) ele a consagrou a este amor misericordioso. Em mensagem dirigida ao Apostolado de Oração de Itália, (1984-03-30) pedia-lhes oração e oferecimento quotidiano pela conversão dos pecadores, pelas necessidades da Igreja e pelas autoridades civis…
Ora como sabemos, a devoção ao Coração de Jesus expressa-se de modo particular em dois atos muitos concretos: a consagração e a reparação.
A CONSAGRAÇÃO nada mais é senão reconhecer Jesus como Deus, a entrega total ao Seu amor e a nossa confiança absoluta na sua misericórdia.
A REPARAÇÃO pede-nos a caridade de rezarmos e de nos oferecermos em sentido “vicário” também pelos outros. Tornando-se reparadora cada pessoa manifesta, não só a sua consagração a Deus e aos irmãos, como se afirma verdadeiro apóstolo da misericórdia assemelhando-se em tudo à missão do Filho unigénito de Deus. É nesta dimensão que a “comunhão reparadora” se torna significativa. Nesta teologia se enquadra e compreende a oração do Anjo em Fátima:            “Santíssima Trindade, Pai, Filho Espírito Santo adoro   Vos…”                                                                                                                                            
Como era conhecedor de toda a riqueza inerente a esta doutrina o nosso Fundador e como ele a soube pôr em prática. Ele a imprimiu, por escrito, na Obra por ele fundada e lentamente a foi inculcando no espírito de todos os Servos. D. João quis:
 A consagração mediante a santificação pessoal sempre ligada aos compromissos batismais e na procura da santificação dos outros; (Acta da Fundação).
A reparação “desagravando Nosso Senhor de tantos crimes que se têm praticado… reparando e apostolizando em todos os campos de ação”. (Acta da Fundação).
Amor, caridade, misericórdia, doação, entrega, confiança, busca da salvação, generosidade, simplicidade, alegria, paz e paciência, doçura delicadeza e bondade são alguns dos muitos gestos gerados e que transbordam do Coração de Jesus. Gestos que o Sr. D. João sempre amou e destacou nos seus diversos ideais. Gestos com os quais ele enquadrou e sinalizou as Regras de vida espiritual e o Primeiro Regulamento dado à comunidade do Rochoso, em junho, dia 13, ano de 1924, festa de Santo António.
Não esqueçamos ainda o que D. João, a este respeito, escreveu numa outra ocasião:

“… Há, finalmente, as almas reparadoras que formam como que um cortejo em volta do Reparador divino e de sua Mãe, a grande Reparadora, oferecendo-se por Maria, em união com Jesus Cristo, ao Eterno Pai, para repararem, por meio das suas orações, sacrifícios e vida intensa de apostolado, o mal que os seus irmãos transviados cometem contra Deus e contra a sociedade. São almas vítimas que seguem as pisadas do Cordeiro Divino, imolado por amor dos homens e de sua Mãe, que permaneceu firme e de pé no Calvário, até que o sacrifício estivesse consumado. São estas almas, e só estas, verdadeiros para-raios da Justiça Divina”

Amigo da Verdade secção Luz e vida, nº 228, 1931.
O Amor vence tudo, tudo alcança e jamais desaparecerá.
Que este mês de Junho seja para todos nós tempo favorável à vivência desta sublime doutrina.
Guarda 2014-01-01

Assistente Geral

P. Alfredo Pinheiro Neves
P.S. Deixo como sugestão que as adorações eucarísticas levadas a efeito em todas as casas, durante este mês do Coração de Jesus, não deixem de ter esta mesma doutrina, como intenção primeira.

Recordações da Kilenda - Angola...



  D. Luzizila Kiala, atual Bispo da diocese do Sumbe,  realizou a visita Pastoral à Kilenda  nos finais do mês de Abril. Ficou hospedado na nossa casa o Centro Missionário D. João de Oliveira Matos. Este espaço faz lembrar a casa de Marta e Maria em Betânea. É um lugar de acolhimento onde todos se sentem bem. Um grande abraço para os membros desta comunidade

segunda-feira, 12 de maio de 2014

O Senhor é meu Pastor, nada me falta... Na Sua água sacio a minha sede; Seu cajado sustem a minha fé.



Dia  dez de Maio de 2014 realizou-se mais um encontro de formação espiritual para os membros da Liga dos Servos de Jesus.  Juntámo-nos vindos de diferentes  lugares da Diocese, na pequena aldeia da Cerdeira, na casa onde vive a Comunidade e funciona o Colégio, com o desejo de viver um dia de encontro com o Senhor Jesus, compartilhar saudades e noticias uns com os outros…
Cerca  das dez horas foi apresentado  o primeiro tema. Sobre o  conferente ficámos a saber que se chama Pe. Francisco Correia , que é Jesuíta, esteve mais de trinta anos em Moçambique como Missionário e que ama a igreja numa dinâmica e entrega total a Jesus segundo o Carisma de Santo Inácio de Loyola.
Falou – nos da Gaudium et Spes(33-39),  documento do Vaticano II, abordando o tema: « Sentido  cristão da actividade humana» Ter como exemplo Jesus Cristo que viveu como nós a história,  assumiu a nossa natureza e deu sentido ao nosso viver. Criados por Deus trazemos uma marca no nosso coração desse mesmo Deus, tomarmos nas mãos o mundo…Jesus Cristo viveu na nossa natureza  e nós estamos convidados a participar na construção deste mundo e fazemo-lo através do trabalho. Estamos inseridos no mundo onde Deus quer que o façamos progredir e dar-lhe melhor qualidade de vida. Toda a nossa história, neste mundo, é uma história de colaboração com Deus…
Será que com todo o progresso material que leva a criar melhores condições de vida, existem também valores como a solidariedade, respeito pela pessoa, justiça, amor, serviço, paz, fraternidade ? O progresso ordena-se em relação ao homem. O homem é o ponto mais alto da criação. O homem é o fim e a norma do progresso. Os valores são a riqueza fundamental. O homem vale mais pelo que é do que pelo que tem.
O Cristão está no mundo sem ser do mundo… Deve transformar este mundo no Reino de Deus – mundo material que necessita de progresso e mundo espiritual  com vontade de Infinito. Viver os valores do Reino. É preciso trabalhar com o sentido de que este Reino se transforme no Reino de Deus…
Os homens do nosso tempo padecem de três ismos: consumismo; individualismo e subjetivismo e não procuram a abertura a Deus e ao próximo que supõe entrega, acolhimento e comunhão…
Após um intervalo seguiu-se a celebração da Eucaristia tendo como celebrantes o conferente e o Assistente Geral da Liga  Pe. Alfredo  Pinheiro Neves.
 Uma síntese da homilia:
«Nós nos identificamos com Deus pelo nosso amor, pela nossa liberdade e pelo nosso trabalho.
Participar no amor – Deus é  amor. Aquele que ama é filho de Deus. Quando partilhamos o amor somos iguais porque Deus é amor.
Viver como Ressuscitados… Toda a nossa vida e o nosso trabalho é viver como Ressuscitados.
-acreditando em Deus ; esse é o dom da Fé, sem Fé ainda não Ressuscitámos.
- amar a Deus; louvar a Deus e agradecer-Lhe é sermos a glória de Deus.
- outra vertente do nosso trabalho é converter-nos constantemente.
Acreditar; Amar; Converter-se
Sermos portadores e sinais efetivos da Ressurreição de Jesus só é possível se em nós estiver o Espírito Santo.  O Espírito Santo está presente em nós pelos seus dons…
Acreditar, amar, converter-nos e levar aos outros a força da paz, da caridade  e da alegria.»
Após o almoço  e tempo de convívio o grupo foi convidado a deslocar-se até à Igreja paroquial. Este gesto, no dizer do Assistente, simbolizava a preocupação que os membros da Liga devem ter em colaborar  nos serviços paroquias de acordo com a orientação dos Párocos e segundo as capacidades de cada um. Esta actividade foi sempre incrementada pelo Senhor D. João.
 Houve mais um tempo de reflexão acerca do texto de Lucas 
(Lc 24,13-35) sobre os discípulos de Emaús- Terminámos o encontro com um tempo de Adoração ao Santíssimo Sacramento.

domingo, 11 de maio de 2014

Testemunho da Ir. Felicidade Ramos, Coordenadora da Casa de Cristo Rei - Ruvina - sobre a Ir. Conceição Geada





A Irmã Conceição depois de estar um ano  no  Outeiro de São Miguel o Senhor D. João  enviou-a para a Casa de Cristo Rei – Ruvina para cuidar das meninas do Internato e da Creche. Aqui se gastou e se deu generosamente a Deus  nas pessoas  que ajudava. Quando eu vim para o Colégio da Ruvina, com apenas 11 meses de idade, foi ela que me acolheu e tratou de mim assim como a muitas meninas que já aqui se encontravam. Tratou-nos sempre como filhas. Ensinou-nos a crescer física e moralmente. Preparava-nos para a Sagrada  Comunhão com muito esmero. Com ela aprendemos a rezar e a amar a Jesus e a Nª Senhora por quem ela tinha uma particular devoção. Havia no Colégio da   Ruvina um posto escolar e era ela que, como Regente, nos dava aulas. Era muito exigente, mas ficávamos muito bem preparadas.
Na época  natalícia todos os anos fazíamos uma festa de palco que desenvolvia as nossas capacidades artísticas e, simultaneamente, era para nós uma grande catequese. O Senhor D.  João vinha sempre assistir.
 Enquanto pôde tocou sempre o órgão na Capela  quer nas Eucaristias, Adorações, Terço , etc. Ensaiava-nos para as principais festas  Litúrgicas. O  órgão fazia parte do alimento dela.  A música foi um dom que Deus lhe deu  e que ela sempre gostou  de colocar ao serviço da Comunidade  criando um ambiente alegre e sempre de Louvor ao Senhor. Tinha um temperamento forte e todas tínhamos que fazer o que ela dizia.
Foi sempre perseverante na sua vida de oração. Nunca faltava à meia hora diurna nem   à adoração noturna que sempre fez até a saúde  e as forças lho permitirem.
Pedia licença para tudo. Eu muitas vezes dizia-lhe : não é preciso pedir tantas licenças… ao que ela me respondia:  «foi assim que os meus Superiores me ensinaram».
Esteve um ano sem sair do quarto. Queixava-se  dizendo que gostava de acompanhar as Irmãs, mas que não tinha pernas para andar. Esforçou-se por não dar trabalho. Fez sempre a higiene dela. Todos os dias recebeu a Sagrada Comunhão.
Também o nosso  Pároco, Senhor Padre Helder, que a visitava  quase todos os dias lhe administrou a Santa Unção e ajudou-a a suavizar a doença escutando os seus desabafos.
Agora só me resta dizer-lhe que não se esqueça da Liga dos Servos de Jesus, que ela  tanto amou, e que interceda junto de Deus para que o Venerável Senhor D. João de Oliveira Matos suba aos  altares. Como ela tantas vezes dizia… «eu não quero morrer sem ver o Senhor D. João nos altares»

P.S.  Tinha muito mais para escrever sobre a Ir. Conceição, mas prefiro guardar e meditar no meu coração.

                                                                                                           Felicidade Ramos
Notas:  A Ir. Maria da Conceição Pinto Geada
             Nasceu na Orca, concelho do Fundão, no dia 03-03- 1921
             Entrou para a Liga dos Servos de Jesus no dia 28-04-1941
             Fez a sua Consagração, no Outeiro de São Miguel no 15-11-1941
             Faleceu na Casa de Cristo Rei – Ruvina no dia 02-05-2014

sexta-feira, 9 de maio de 2014

A Fé significa acreditar que Jesus Ressuscitou e caminha vitorioso na História « e com Ele estarão os chamados, os escolhidos, os fiéis»(Ap 17,14). Ir. Conceição : aqui reside a nossa Esperança




Maria da Conceição Pinto Geada nasceu na Orca, concelho do Fundão, a 3 de Março de 1921.
Três anos depois, 12 de fevereiro de 1924, D. João de Oliveira Matos, Bispo Auxiliar da Guarda funda a Liga dos Servos de Jesus Obra de oração, reparação e intervenção social que  traz rejuvenescimento e dinamismo  espiritual a  toda a diocese incutindo a  vivência do lema – É PRECISO QUE JESUS REINE.
Os retiros eram uma atividade  espiritual que, proporcionavam às  pessoas o encontro com Jesus Cristo e facilitavam  o conhecimento deste Fundador e da Obra que ele sonhara…
Maria da Conceição Pinto Geada também um dia rumou ao Outeiro de São Miguel,  Guarda, para participar num desses retiros e apaixonou-se por esta Obra.
Desde 28 de abril de 1941 que dedicou toda a sua vida a viver o ideal de Serva de Jesus – Amar, Obedecer, Servir…
Jesus é o Senhor e Ele nunca desilude quem n´Ele confia… não precisou de fazer projeto de vida, mas viveu o dia a dia procurando sempre realizar o projeto de Deus a seu respeito.
Assim, na comunidade da Ruvina viveu as diferentes etapas da sua vida… valorizando-as ao serviço da comunidade que amou, das centenas de crianças que ensinou, educou e acarinhou e sempre disponível,  desde que os superiores autorizassem, a ser prestável às pessoas que precisassem dos seus serviços.   
Entre os muitos dons que Deus lhe concedeu  tinha o dom da música  e a capacidade de ser  uma boa animadora social das festas religiosas e não só...  Catequista nata sempre com a preocupação de dar a conhecer Jesus para que todos O amassem e sentissem quanto Ele é o nosso  melhor Amigo. Numa vida  humilde e escondida na Comunidade o seu trabalho era iluminado pelas muitas e longas horas  de Adoração diante do Santíssimo Sacramento… daí ela poder dizer com ( 1Jo 1,3)   « o que nós vimos e ouvimos, isso anunciamos». Ela sabia que o Evangelho dá resposta às necessidades mais profundas das pessoas, porque todos fomos criados para a amizade com Jesus e o amor fraterno.  Com esta certeza foi uma verdadeira  Apóstola  na procura do bem dos outros e no espalhar o conhecimento do Carisma da Liga dos Servos de Jesus e do seu Fundador.
No dia 04 de Janeiro de 2014, data em que foi tirada a fotografia que apresentamos, ainda ela vibrava de entusiasmo na perspetiva de assistir à Beatificação de D. João de Oliveira Matos. Não se cansava da divulgação do jornal " Amigo da Verdade" nem dos livros escritos  sobre o Senhor D. João.
No dia 02 de Maio , primeira sexta  feira do mês, cerca das dezoito horas, o Senhor   Jesus veio buscá-la.  Esperamos que agora frente a frente com o Senhor da Vida e da Santidade continue com o mesmo zelo apostólico e que, em breve, possamos festejar a Beatificação do Senhor D. João.
  Para a Irmã Conceição desejamos a alegria plena na posse eterna   do Senhor da Alegria.


domingo, 4 de maio de 2014

Mensagem do Assistente Geral da Liga dos Servos de Jesus enviada a cada um dos Servos internos e externos


 

Maria, o mês de maio,
umas quantas cidades e lugares…
O mês de maio desde há muito que é consagrado a Maria, Mãe de Deus. À medida que a descristianização avança, pelo menos numericamente, pode acontecer que Maria deixe  de ser celebrada de forma solene entre as pessoas mais novas. Mas quem desconhecerá o fenómeno de Fátima? Quem nunca terá ouvido falar dos pequenitos da cova da Iria? Quem haverá que não os veja nalguma pagela ou em suas casas? O mês de maio é e será sempre o mês de Maria. O dia 13 de maio há muito que se tornou, em Portugal, o epicentro da espiritualidade mariana.
São três os principais mistérios de Maria. Eles ocorreram há mais de dois mil anos em terras de Israel.
Nazaré – Provavelmente terra natal de Maria. Terra das núpcias de José com Maria. Terra do convite de Deus, através do anjo a Maria para que assumisse uma maternidade singular. Terra da Incarnação do Verbo de Deus. Terra dos esponsais de Maria. Terra do primeiro lar de Deus / Emanuel. Nazaré é terra do mistério da Vocação e dos compromissos vocacionais. Terra que posteriormente acolheu o recém-chegado do Egipto. Terra que viu crescer o “Menino” até se tornar adulto. Terra onde José terá “fechado os olhos” depois de se despedir de Maria e de Seu Filho. Terra onde os habitantes, por falta de fé, pouco usufruíram dos sinais salvíficos de Jesus. Terra donde nunca tinha vindo, alguma vez, “coisa boa”. Terra que subiu ao topo de uma cruz, por ordem de Pilatos. Nazaré bem conhecida de todos, pois que a sentença da condenação de Jesus fora escrita em três idiomas diferentes. Nazaré terra do arcanjo Gabriel.
Belém – Arrabaldes de Jerusalém… “nem por sombras a mais pequena entre as cidades de Israel ”. Terra de pastores e terra onde se cultivava o pão. Terra de Elimelec esposo de Noemi, que, depois de viúva, aceitou ficar com sua nora Rute vivendo ambas, por essas paragens, durante muito tempo. Foi do casamento de Rute com Booz que nasceu Obed, avô de David. Terra que serviu de palco ao primeiro recenseamento. Por esse motivo aí nasceu o filho de Maria. Com esse nascimento Nazaré tornou-se agora a terra do “Pão” por excelência. Belém terra do mistério do nascimento de Jesus. Nela, foram também mortas as crianças com menos de dois anos de idade. Pretendia-se assim apanhar o “rei dos Judeus”. Em Belém se ouviu um clamor infindo. “Ramá chora os seus filhos e não quer ser consolada, porque já não existem”. Belém terra da maternidade única. Nela, Maria deu à luz o Filho de Deus. Terra onde pela primeira vez os anjos cantaram a Paz… para os homens de boa vontade.
Jerusalém – A cidade Santa, a cidade das Peregrinações, do Templo, das Festas. A cidade perdida e chorada. “ Se eu de ti me não lembrar Jerusalém… fique presa a minha língua”. Jerusalém a cidade de David; cidade que matou profetas e que não quis ser reunida face ao convite de Jesus. Cidade jamais esquecida. Cidade cobiçada de todos. Cidade onde morriam os grandes profetas. Cidade das apresentações dos recém-nascidos, no Templo e dos sacrifícios. Também da Apresentação do Menino e da Purificação de Maria. Cidade dos “doze anos” do Menino e do primeiro encontro com os doutores da Lei. Cidade da Páscoa anual e de todas as outras festas. Cidade das grandes controvérsias, dos milagres e do perdão de Jesus. Cidade da última ceia, da traição, da condenação, da morte e ressurreição de Jesus. Cidade onde os apóstolos permaneceram até ao Pentecostes. Cidade palco da descida do Espírito. Cidade eterna. Cidade de Deus. Jerusalém imagem da cidade última, da cidade nova descrita no livro do Apocalipse. “Vi a cidade Santa a Nova Jerusalém que descia do céu, pronta como noiva para o seu esposo”. Cidade onde o anjo da agonia marcou presença.
Muitos dos mistérios ocorridos em /com Maria encontram-se relacionadas, no tempo e no espaço, com estas três cidades. Certamente que haverá outras: Ainkarim, Caná da Galileia, Cafarnaum e porque não Betânia... Todos estes lugares reais são simbólicos e teológicos e não deixam de nos falar dos mistérios salvíficos.
O mês de maio, mês de Maria, encontra-se, entre nós, relacionado com os pastorinhos e com Fátima. Fátima que se tornou mais um outro local e uma outra terra da Senhora e do Seu Filho. A meu ver, também em Fátima se encontram representadas, a seu modo, as cidades acima descritas. Falo de: Aljustrel, Fátima, Loca do Cabeço, Valinhos, Cova da Iria e outros lugares. Maria, a Senhora de Fátima, envolveu-se de uma outra maneira, não menos rica, com eles e em cada um deles imprimiu o seu carinho maternal. Neste carinho, Maria patenteia-nos a Nova Jerusalém do Alto.
Mais importantes que todos os lugares tornam-se as pessoas que os habitaram e habitam ou porventura aí se deslocam. As cidades tornam-se conhecidas e importantes por força das pessoas que com as mesma se relacionam. E porque os pastorinhos foram realmente grandes, daí a grandeza desses lugares.
Mais importante do que o lugar onde eu possa habitar, hei-de ser eu próprio(a), a minha pessoa, e o serviço que presto aos outros.
É por isso que o meu convite para este mês de maio de 2014, consiste em pedir-vos, que façais com que Jesus e Maria, habitando em vós, deem ainda mais sentido à vossa vida, sempre ao serviço dos outros.
Se tal acontecer como será grande o lugar e a comunidade onde habitais. Cada uma de vós tornar-se-á cidade de Deus “bela e harmoniosa”. Maria não deixará de estar presente e de carinhosamente vos enriquecer ainda mais.

Guarda, 2014-05-01

P. Alfredo Pinheiro Neves

(Assistente Geral)