domingo, 30 de novembro de 2014

MENSAGEM DE NATAL ...


PREPARAR BEM O NATAL DEFINITIVO…

Antigamente as nossas mães e não era por desleixo, mantinham-se até “à última” antes do parto. “Consultas periódicas” e específicas durante a gravidez eram raras. Os partos, entre dores e contorções, aconteciam na altura mais ou menos prevista. Raramente eram assistidos a não ser pela “parteira” indicada pelo povo, guiando-se ela mais ou menos pela sorte, curiosidade e instinto. O “pós-parto” era realizado sempre em casa olhando pelos filhos já nascidos. Felizmente, hoje tudo mudou para melhor. Ao invés os partos escasseiam.
Maria, a menina de Nazaré, também não teve assistência alguma durante a sua gravidez. Não houve parteira quando chegou a altura dela “O dar à luz”. Mais grave ainda foi a viagem de “alto risco” até Belém, para efetuar o seu recenseamento e o de José, imposto por César Augusto.
José por sua vez, recebeu Maria por sua esposa e mergulhou no mistério de Deus anunciado em sonhos. A viagem, o recenseamento, a procura de hospedaria, o encontrar abrigo, o parto de Maria, o contemplar a glória do menino recém-nascido, a multidão dos anjos, os pastores, o levá-lo ao Templo para ser circuncidado, os magos, a fuga para o Egipto, o regresso e o fixarem-se em Nazaré, foram mistérios intensamente vividos por José e que lhe valeram o título de “Custos Redemptoris”.
Uma vez mais, somos convidados a entrar na dinâmica de Advento-Natal-Epifania. Mistérios tão próprios de Maria e de José. Mistérios tão próprios de todos os cristãos. Mistérios que nos projetam sempre para a escatologia tão recordada no mês que findou. Mistérios onde todos nos inserimos. Realmente esperamos a vinda do Senhor Jesus, rei imortal. Aguardamos também o nosso verdadeiro e definitivo “nascimento” para a intimidade trinitária na presença de todos os santos. Essa sim, há de ser a nossa última epifania. Depois será a eternidade sem fim onde todas as coisas se renovam continuamente, numa dinâmica sem fim. Esperar e pedir: “Vinde, Senhor Jesus!” - Eis o tempo em Advento.
Preparar bem o Natal definitivo eis o desafio de todos os dias. Preparemo-nos pois, em cada momento que passa, permanecendo vigilantes até que Ele chegue.
Até que o nosso natal aconteça, não nos cansemos de celebrar a presença de Deus em nós graças ao Seu natal, à Sua vida pública, à Sua morte / ressurreição e graças à vinda do Espírito que nos conduz à santidade e nos torna agradáveis a Deus e capazes de sermos parte integrante do Seu louvor.
 
              “…Onde estiver a humildade e o amor à cruz, ali está Jesus
                                                                                                          (D. João)                       
                            Maranathá   Vinde, Senhor Jesus!

Guarda, 2014-12-01
P. Alfredo Pinheiro Neves

(Assistente Geral )
 
                                                                                                          
 
 

domingo, 23 de novembro de 2014

RETIRO MENSAL


No dia 22 de Novembro, vésperas da solenidade de Cristo Rei, reuniram-se na Casa de Jesus Maria e José, no Rochoso , Servos  internos, externos e simpatizantes, para vivermos um dia de maior encontro com o Senhor nosso Deus. O nosso  Fundador, D. João de Oliveira Matos deixou na regra XXV  essa recomendação:« Esforcem-se  por fazer, com o maior recolhimento, o retiro mensal e anual».
  Como  orientador esteve o Senhor Pe. Ângelo Miguel que nos incentivou à leitura do V capítulo da Exortação Apostólica “ A Alegria do Evangelho” do Papa Francisco e que tem por tema : EVANGELIZADORES COM ESPÍRITO, o que significa  serem  evangelizadores que se abrem sem medo à  ação do Espirito Santo; que rezam e trabalham assumindo um compromisso social e missionário; que cultivam um espaço interior que dá sentido cristão ao compromisso e à atividade; que têm momentos prolongados de adoração, de encontro orante com a Palavra, de diálogo sincero com o Senhor…

Alguns pequenos “ flaxes” do  muito que nos foi comunicado
A  primeira motivação para evangelizar é:
O amor que recebemos de Jesus;
A experiência de sermos salvos por Ele ,   que nos impele a amá-lo cada vez mais...







                   Celebrando a Eucaristia
Na qual se torna presente
O triunfo e  a vitória da morte de
Cristo…«a Eucaristia é a  fonte e o cume
                   da vida espiritual.»

                                         
                                                                 
                                                    
Na mesa da Palavra
            
    Recordando que a melhor motivação para comunicar o Evangelho é:
      contemplá-lo com amor;
       deter-se nas suas páginas;
       lê-lo com o coração...
Toda a vida de Jesus: a sua forma de tratar os pobres; os seus gestos; a sua coerência; a sua generosidade simples e quotidiana e, finalmente, a sua total entrega ... tudo é precioso e fala à nossa vida pessoal.

  

                  Houve  um tempo de Adoração Eucaristica
                   orientada pelo Assistente  Geral da Liga ,
                             Pe.Alfredo Pinheiro Neves
          Onde numa oração de  louvor, ação de graças e de intercessão
             relembrámos que « a Oração é o pulmão da Igreja»


               A Nossa Senhora , padroeira da Liga dos Servos de Jesus,
 
  Pedimos:                   " Mãe do Evangelho vivo,
                                         manancial de alegria 
                                            para os pequeninos,
                                               rogai por nós .
                                                   Amém, Aleluia ! "
 
 



sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Mensagem do Assistente Geral da Liga para cada um dos Servos de Jesus e todos os que queiram ler ...



"CREIO NA VIDA ETERNA"
 
 “Ressuscitarão os mortos?” Este é o título de um livro, saído acerca de um ano, do nosso muito amigo P. Manuel Alberto Pereira de Matos. Rico de conteúdo permite-nos refletir sobre a nossa fé no que aos novíssimos diz respeito.
            Este mês de novembro, quase todo ele dedicado aos que partiram, tendo por pano de fundo toda uma natureza que se “despe” antes de “adormecer”, torna-se tempo adequado para refletirmos um pouco sobre a brevidade da nossa vida e a caducidade da mesma. Contudo, ele não deixa de ter a sua riqueza específica pois os que “partiram” não deixam de ser lembrados e a sua memória torna-se bem viva em nós, que acreditamos viverem eles mais integralmente na VIDA que os chamou à vida. Só assim se compreende o significado de tantos “aniversários” celebrados por toda a parte, as “encomendação das almas”, as romagens aos cemitérios, as esmolas e outras obras de caridade em favor dos que partiram. Melhor se entende a solidariedade para com os que têm menos no seu dia-a-dia e a necessidade de repartir com eles, generosamente, os bens de que carecem.
Também a Liga dos Servos de Jesus evoca os seus membros que se nos anteciparam e, junto de Deus, não só nos esperam, como também rezam por nós. Deste modo professamos a nossa fé e compreendemos melhor o sentido da solenidade de “Todos os Santos” e da “Comunhão dos Santos”.
O mês de novembro, já o escrevi mais que uma vez, é o mês da VIDA que sempre nos remete para a ressurreição e para o “descanso eterno” enquanto este se identifica com o “estar sempre em Deus”. Nesta ordem de ideias não resisto a transcrever um pequenino texto de Bento XVI, que ilustra quanto digo:
“… sim a alma é imortal, mas a sua força não basta par se elevar até Deus. Não temos asas que possam elevar-nos aquela altura. Porém, nada pode contentar o homem eternamente senão o estar com Deus. Uma eternidade sem estar em união com Deus seria uma condenação. Só Cristo ressuscitado pode elevar-nos até à união com Deus…  Ele carrega a ovelha perdida e leva-a para casa sobre os seus ombros. Vivemos sustentados pelo seu Corpo e em comunhão com o mesmo alcançamos o coração de Deus. Só assim a morte é vencida. O Amor O fez descer e, ao mesmo tempo, é a força pela qual Ele se eleva e nos leva consigo. Unidos ao seu amor, como pessoas que amam descemos juntos com Ele nas trevas do mundo sabendo de antemão que precisamente assim também nos elevamos com Ele”.(Bento XVI, angelus , 1 novembro 2005 adapt.)
Novembro… Mês propício indicado pela Igreja para celebrar a vida sem fim. Mês de uma alegria muito peculiar e de uma alegria que desemboca sempre na alegria do sol nascente sempre invicto e que outra coisa não é senão o “dies natalis domini”.
Novembro… Mês de reavivar a nossa fé e de a professar:
 
“creio que depois da morte já não há morte, mas vida; creio que no termo da humanidade já não haverá o homem, mas estarás Tu, Cristo Jesus, Deus feito homem”.                  Joseph Folliet
 
Guarda 2014-11-01
 

outubro - mês dedicado, de um modo especial, às Missões

 



Uma  prece de  Susana Vilas Boas (LMC)

« Lembras-Te , Senhor,
Quando me chamaste à Missão?
Lembras-Te que só Tu foste a força
Para a minha decisão?
Sabes, meu Jesus,
Nem sempre é fácil o caminho...
Por isso, nunca me largues da mão,
E mantém-me sempre no Teu colinho!
Dá-me sempre a força para continuar,
Em cada dia a minha oração;
A oração que Te confia
A minha vida e a Missão!
Apesar das dificuldades,
Faz-me sempre acreditar,
Que Contigo a meu lado
Tudo se pode realizar!
Que a minha  fé não desvaneça,
Que não me falte a coragem que preciso,
Que a minha vida seja uma entrega constante
De Amor, de Paz e de  serviço!
Senhor, tudo Te agradeço,
Mas também Te quero pedir
Que me concedas as graças que preciso
para nunca, nunca desistir!...»

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

A morte não é nada… eu somente passei para o outro lado do caminho !!!


                                          Dr. Joaquim  Guimarães Pestana Dinis da Fonseca

No dia 07 de outubro, dia dedicado a Nossa Senhora do Rosário, o Senhor Jesus «bateu à porta» do Dr. Joaquim Dinis da Fonseca. Decerto que ele estava disponível e pronto para a partida.  Regressava  de participar na Eucaristia na capela das Irmãs Dominicanas – na Guarda  e, no regresso, o coração falhou . Foi uma questão de  minutos e… estava na « outra margem».
Servo externo e membro de uma família que, desde sempre, permaneceu ao lado de D. João de Oliveira Matos colaborando com ele na fundação da Liga dos Servos de Jesus e no Instituto de São Miguel viveu o ideal da mesma Liga procurando concretizar no seu dia a dia o lema « É Preciso Que Jesus Reine».
 
D. Etelvina Pacheco Serrano Dinis da Fonseca
 
Há cinco anos atrás , no dia 08 de dezembro de 2009  perdeu a esposa , D. Etelvina Pacheco Serrano, que era para ele o grande apoio em todos os aspectos da  sua vida. Chegou o momento do reencontro. Para ambos desejamos o descanso eterno e que Deus os recompense das muitas boas obras  realizadas. Que junto de Deus  não esqueçam  os que continuamos a peregrinar !!!
 

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Mensagem do Assistente Geral da Liga dos Servos de Jesus para o mês de outubro...


 
 
“A TREZE DE OUTUBRO, FOI O SEU “ADEUS”…
 
Para o Francisco e para a Jacinta foi um adeus muito muito breve. Aliás a Senhora tinha-lhes prometido: “- virei buscar-vos em breve”. Para a Lúcia demorou um pouco mais.
 Agora a Senhora “… mais brilhante que o sol” é o seu enlevo. Os “pequenitos” encontram-se extasiados face à visão perene daquela Senhora que lhes apareceu na carrasqueira.
Para nós cristãos o mês de outubro não pode ser o mês do “adeus”. Bem ao contrário. Será o mês da Senhora do Rosário. Do rosário de todos os mistérios: gozosos, luminosos, dolorosos, gloriosos e outros que possamos acrescentar. Celebrá-la-emos no dia sete.
Outubro é o mês de Santa Teresinha do Menino Jesus, a grande missionária em clausura; a santa da ternura de Deus; a que vocacionalmente se decidiu pelo amor, pois quis ser tudo em Igreja; santa Teresinha da simplicidade e do “pequeno caminho da infância espiritual”; mês da padroeira das missões; mês da que se autorretratou na “História de uma alma”. O primeiro dia está-lhe consagrado. Também ela foi escolhida como nossa advogada e protetora: A Liga escolhe também, para seus advogados e protetores junto de Deus, a S. José, S. Miguel Arcanjo, Santa Teresinha do Menino Jesus e Santo António. (Const. nº 18 - 2001)
Outubro é o mês de uma outra santa Teresa: Teresa de Ávila. A grande Doutora da Igreja; a refundadora do Carmelo; a apaixonada de Deus e a serva dos momentos místicos e êxtases sublimes; a dama do “Castelo interior” e do “Caminho de perfeição”. Com S. João da Cruz ela aparece como pedra basilar na Igreja.
Outubro é o mês dos Anjos da nossa Guarda cuja comemoração surge no prolongamento da Festa dos Arcanjos Gabriel, Miguel e Rafael.
Este mês de outubro de 2014 vai ser ainda o mês do Sínodo dos bispos em Roma. É novamente o tema sobre a família que volta à ribalta. Sem dúvida que a família é a base de tudo. Assim surgiu das “mãos” do seu Criador e Senhor, que é e vive também em família. Só a família permanecerá eternamente. Urge, mais do que nunca, cuidar da família e dar-lhe prioridade em tudo. Tem-lhe faltado muito amor. As famílias aparecem, quantas vezes, viciadas em falsos amores e destituídas da finalidade à qual foram chamadas. Elas hão de ser: Comunidades de Vida e de Amor. Manifestação de Deus e seu Santuário.
O mês de outubro convida-nos a saber recolher, conservar e redistribuir os frutos do ano pastoral que finda e a lançar sementes para o novo ano litúrgico que se iniciará. É um mês de ação de graças, de novas esperanças, de novo arranque e de contínua persistência. A pedido do Papa, o mês de outubro fica consagrado à petição da paz em favor dos povos e países afetados pela violência e pela guerra. É sua intenção ainda, que cada cristão manifeste, neste mês, paixão e zelo para que o Evangelho se difunda em todo o mundo.
Outubro é o mês do dia mundial das missões: dia dezanove!
Nesta linha de ideias apelo a que jamais esqueçamos a nossa comunidade de Quilenda. Façamos um tempo de oração muito particular pelas irmãs que a constituem e por todos os que, mais de perto, as auxiliam, quer na sua ação missionária, quer nas diversas dificuldades do dia a dia.

                                                                     Guarda 2014-10-01

                                                                        Assistente Geral

                                                                    P. Alfredo Pinheiro Neves

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Membros da Liga dos Servos de Jesus estiveram presentes na Sé de Aveiro, no dia 14 de setembro, na entrada solene de D. António Manuel Moiteiro Ramos, para lhe manifestarem a sua gratidão e amizade



                Para conhecimento de todos deixamos o texto da
                                    bula de nomeação


Tradução da  bula da nomeação de D. António Manuel Moiteiro    bispo da  Diocese de Aveiro

Francisco, Bispo, Servo dos Servos de Deus,

Ao Venerando Irmão António Manuel Moiteiro Ramos, até agora Bispo  titular de Cabarsussi e Auxiliar da Sé Metropolitana de Braga, transferido para a  Diocese de Aveiro, a nossa saudação e Bênção Apostólica.

Tendo, com a nomeação  do Excelentíssimo Senhor D. António Francisco dos Santos para  Bispo do  Porto, ficado vaga a Igreja Catedral de Aveiro, Nós, sucessor de São Pedro, ouvido o conselho da Congregação para os Bispos, reconhecendo que estás munido de dotes comprovados e tens experiência dos assuntos eclesiais, dispensando-te do vínculo à Sé  titular de Cabarsussi e do referido múnus de bispo Auxiliar, com o supremo poder  Apostólico, julgando-te idóneo para ficares à sua frente, te nomeamos Bispo da Sé de Aveiro com todos os direitos e obrigações.

Ordenamos, além disso, que destas Letras  dês cabal conhecimento ao clero e ao teu povo, a quem exortamos que te recebam de boa vontade e se mantenham unidos a ti.

Por último, dilecto Filho, seguindo o exemplo de Cristo Bom Pastor, procura cumprir este novo ministério episcopal sobretudo mostrando a caridade de Cristo, de modo que os fiéis a ti confiados caminhem na Lei do Senhor ( cf.Sal.119,1) e tu os saibas governar  com todo o cuidado.

Os dons do Espírito Paráclito, por intercessão de Nossa Senhora de Fátima, estejam para sempre convosco, Filhos para Nós caríssimos de Portugal.

Dado em Roma, junto a S. Pedro, no dia quatro do mês de julho, no ano do Senhor de dois mil e catorze, segundo do nosso Pontificado.

                                        Francisco

                                                                                      Francesco  Di Felice, Protonol.Apost.