domingo, 27 de janeiro de 2008

CASA ONDE AS IRMÃS IRÃO VIVER, EM ANGOLA...


Olhem, Irmãs!
Aqui temos a nossa casa, onde iremos viver, com Jesus sob o mesmo tecto, para termos a Quem recorrer, sempre que sintamos qualquer necessidade, tanto material, como, mas sobretudo, espiritual. Ele é que vai facultar todas as orientações para o nosso apostolado. Estejamos atentas!
É uma casa pequena,
Onde nada vai faltar,
E vai valer bem a pena,
Ir viver nesse lugar.
O que é esta pobreza,
Comparada com Belém,
Onde nasceu a riqueza,
Bem maior que o mundo tem?
Haja PAZ e AMIZADE,
Neste nosso novo lar;
Testemunhar a VERDADE,
Sem precisar de falar.

FOI LINDO, LINDO!...

Hoje, recebemos a visita da Senhora Coordenadora Geral, que, perante o visionamento de um CD com algumas das fotografias por ela tiradas, durante a curta visita que fez, em Angola, às futuras instalações das nossas Irmãs que, em breve, irão laborar naquele campo de missão, e às pessoas que por lá habitam, não conseguiu disfarçar o entusiasmo que lhe vai na alma.
Todas prescindimos de legendas. Não fizeram falta, porque tudo foi explicado ao pormenor. Desde a paisagem às gentes, parecia nunca ter visto nada mais belo!
E os atributos eram mais que muitos: gente acolhedora, sociável, amiga, sem qualquer receio de se aproximarem de desconhecidos, ansiosos por verem aumentado o número dos que, eventualmente, possam vir a colaborar com eles. Não fossem as responsabilidades que lhe estão entregues por cá e, parece-nos, já a nossa Coordenadora se disponibilizaria para ficar.
Uma nota muito positiva daquela visita e da leitura que os responsáveis têm vindo a fazer das ocorrências do dia a dia, já que todos estamos interessados em saber qual a vontade de Deus quanto a esta iniciativa, é que tudo se vai mostrando favorável. Existem deste facto pequenos exemplos muito concretos.

Como já tinha sido noticiado neste blogue, os dois responsáveis da Liga foram muito bem recebidos nas terras de além mar e até o Bispo da diocese, para a qual iremos trabalhar, se empenhou para que esse bom acolhimento se concretizasse, não se fosse dar o caso de terem de seguir o conselho que Jesus deu aos discípulos no Evangelho: "...se não vos receberem, não fiqueis nessa cidade, sacudi mesmo o pó das sandálias..."
Há quem não consiga ler no carisma da Liga esta vertente missionária e afirme que, nesse campo, muito ainda há para fazer aqui. Porém, alguns acrescentam que já nos foi concedido muito tempo para o fazer e talvez tenhamos estado demasiado instaladas no nosso cantinho, enquanto outros argumentam que todo o carisma se deve expandir conforme as necessidades de cada época.
De qualquer modo, foi lindo ver a Coordenadora Geral tão entusiasmada!
Pela nossa parte, continuamos a rezar para que a vontade de Deus se faça e que o Espírito Santo continue a assistir, com a sua Luz, quantos têm de tomar decisões deste cariz.

sábado, 12 de janeiro de 2008

OS NOSSOS MAIORES JÁ ESTÃO ENTRE NÓS!

Foi bom sabê-los de volta
E chegados a porto seguro;
Por certo, de S. Miguel a escolta,
Ainda que de mistério envolta,
Os inspirará quanto ao futuro.

Tememos que da realidade a visão
Os tenha tornado vacilantes...
Porém, corajosos como eles são,
Nada os levará a dizer não,
Ainda que seja por breves instantes.

A não ser que haja perigo iminente,
Para tão frágeis humanos recursos,
Já que continuamos sem nova gente,
E que se torna difícil seguir em frente,
Com este projecto de alternativos percursos.

Também há que ter em muita conta
A vontade do diocesano Pastor;
A Liga deve estar sempre pronta
A fazer o que ele lhe aponta,
Para seguir o rasto do seu Fundador.

Senhor Jesus, que tudo conheceis,
Dai aos responsáveis a necessária luz,
Para que em tudo Vos sejam fiéis.
E tende cuidado com os que escolheis,
Pois têm de amar-Vos muito, e à vossa Cruz!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

E LÁ SE FORAM, PARA TERRAS LONGÍNQUAS!...

Falar de Bom Pastor em busca da ovelha tresmalhada? Realmente, eles deixaram as 99 no deserto e foram a investigar as condições em que, eventualmente, iriam as que estão prestes a seguir-lhes o rasto. Mas não.
Falar de João Baptista? Talvez, não sei... Estou bastante indecisa!
Mas que foi qualquer coisa, ai isso foi! Não se trata de um passeio turístico de lazer, de uma tournée, cujo objectivo é satisfazer a ânsia de visitar novos mundos, de acumular conhecimentos ou de verificar se o que se apercebe nas imagens, o que se ouve, é real. Uma viagem de trabalho e com alguma percentagem de risco, sem dúvida. Uma tentativa de descobrir novas formas de a Liga dos Servos de Jesus contribuir para a dilatação do Reino de Deus, com toda a certeza.
É verdade! Foram até Angola ver, com os próprios olhos, o que espera as que se ofereceram, voluntariamente, para trabalharem nas missões. Uma atitude humana e cristã do Assistente da Liga e da Coordenadora Geral. Afinal, uma espécie de João Baptista a preparar o caminho não do Senhor, mas dos que a Ele gostariam de conduzir toda a gente, que ainda não teve a dita de O conhecer. Não se enviam pessoas sem se saber para onde, embora no acto da decisão, as próprias não tivessem pensado em obstáculos a ultrapassar, pois como, se: "Se estás a meu lado, a quem temerei?" e é mesmo com Ele ao lado que têm de trabalhar. Caso contrário, seria tempo perdido.
De facto, foi um acto de generosidade, que aconteceu, não "in the heat of the moment", como diriam os ingleses, mas após reflexão prolongada e oração intensa, a que juntaram uma grande dose de heroismo e de abnegação. É do que todos estamos convencidos e nem podia ser de maneira diferente.
Neste momento, estamos ansiosas pelas notícias que nos vão trazer. Virão entusiasmados? Decepcionados? Desalentados? Que espécie de contágio nos espera, meu Deus! É que nós queremos mesmo estar em comunhão com toda a hierarquia. E, ainda que discordemos, temos de ter "em grande conta a virtude da obediência..." uma das regras que nos foi legada pelo nosso Fundador.
Chegaram bem, têm estado óptimos (é o que dizem as mensagens) e vamos pedir ao Senhor que os acompanhe no regresso.
Deixamos aqui, também, uma palavra de agradecimento aos missionários da Boa Nova que tão gentilmente os acompanharam e lá os acolheram. Bem hajam, à moda da nossa Beira.
Estamos convencidos de que foi o Senhor que, na pessoa dos missionários, não os quis deixar sós, mostrando-lhes o seu agrado pelo que estão a tentar empreender. Agradeçamos-Lhe, também.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Encontros de Servos Externos e Simpatizantes

Conforme foi agendado, no início do ano pastoral, estão a decorrer os encontros de Servos Externos. Já se realizaram em Celorico, Lisboa e Outeiro de S. Miguel. Faltam os restantes.
Entretanto, em Roma, foi aprovado o Sumário, documento importante no processo de beatificação do Sr. D. João, que consta dos depoimentos facultados pelas testemunhas, para o efeito seleccionadas, por terem privado de perto com o Fundador, e, assim, serem fiéis no que afirmam a seu respeito. Ficámos muito felizes com a notícia, vinda do Sr Assistente Geral, que não pára, nem nos deixa um momento de descanso, para ver se temos, o mais depressa possível, oficializado aquilo que já sabemos ser verídico: a santidade do Sr. D. João.
A equipa vocacional não sabe muito bem que estratégias deve utilizar para que a Liga se renove em elementos humanos, já que os existentes se vão renovando interiormente, de acordo com as suas possibilidades, o que é importante, mas já não dispõem de grandes forças físicas, o que as limita no seu zêlo pela Obra. Para estes, fica uma palavra de alento: Olhem que é muito importante o vosso papel de adoradoras fervorosas do Santíssimo Sacramento, de participadoras na Eucaristia, de persistência e pontualidade nos actos comunitários.
Ai de alguns elementos mais jovens sem o vosso apoio espiritual! O que fariam? O que seriam?
Ah! Apresentaram, recentemente, uma ideia que até caiu bem nas comunidades: Organizar um grupo de jovens, rapazes e raparigas, já com alguma maturidade, trabalhar com eles, pedir-lhes sugestões, ajudá-los na sua formação por meio de encontros de reflexão, convívios, campos de férias. E... quem sabe, se daí não nascerão vocações?
Actualmente, as pessoas têm dificuldade em parar para reflectir. Se alguém as motivar, acabam por tomar gosto a este género de actividades e, se não se decidirem por uma vida de consagração a Deus, numa comunidade mais restrita, que sejam, pelo menos, cristãos responsáveis e exemplares na paróquia a que pertencem, colaborem com o seu pároco e "arrastem" outros que vivem numa espécie de "não te rales" que, no fundo, não agrada a Deus. Se não, atentemos nesta passagem bíblica: "Já que não és frio nem quente... "
Congratulamo-nos com as iniciativas dos que laboram mais no terreno. Coragem! Não desanimem! Se, pelo menos, um grão cair em boa terra, já valeu a pena o esforço!

domingo, 30 de setembro de 2007

FESTA DA LIGA - ADORAÇÃO

PENSAMOS QUE DEUS FOI LOUVADO...
No dia 28 se Setembro, teve início a parte mais geral da Festa da Liga dos Servos de Jesus. E uso esta expressão, porque, o que não se vê também é festa, mas mais trabalho de organização, preparação remota da parte dos responsáveis e, ao pormenor, levado a cabo pela comunidade onde a festa se realiza, o que permite que tudo se concretize e se conclua, com a "classificação" de um bom desempenho, a querer dizer que "estava tudo muito bem".
Entretanto, nas outras comunidades, vai-se pedindo a ajuda de Deus, para que tudo corra bem e que todos os trabalhos que se vão concretizando, em ordem a atingir o objectivo visado, sejam para a maior glória de Deus, à boa maneira inaciana, como o nosso Fundador gostava que fosse.
Assim, entre as 20 horas e as 22, a A25 foi testemunha de quantos membros da Liga por ali circulavam, rumo a Lagarinhos, para participarem na Adoração. O adro da igreja, num abrir e fechar de olhos, transformou-se num parque de estacionamento, no qual não faltaram os modernos arrumadores, embora completamente desinteressados, ou melhor, para ajudar os que precisavam e não por interesses materiais.
Dentro da igreja, repleta de fiéis, celebrava-se a Eucaristia. Que melhor início se poderia ter dado às actividades daquela noite?
Terminada a celebração, foi tempo para o pároco rezar com os seus paroquianos e com todos nós, os presentes, durante uma hora, diante de Jesus Sacramentado, solenemente exposto, após a qual, continuando presente e com igual entusiasmo, passou o leme ao Assistente da Liga, sob cuja orientação se cantou o Ofício de Leitura da festa do Corpo de Deus.
Seguiu-se a procissão do Santíssimo, da Igreja paroquial para a capela do Abrigo da Sagrada Família, muito bem organizada e muito participada pelas gentes da paróquia e pelos membros da Liga, que, com entusiasmo contagiante, intercalavam com cânticos eucarísticos, as preces ao Senhor dirigidas, pelo Assistente da Liga, preces de louvor, reparação, acção de graças e súplica.
Recebida a bênção do Santíssimo, os naturais de Lagarinhos regressaram aos seus lares e algumas Servas às suas comunidades, pois tinham de voltar, ou ainda durante a noite para o seu turno de adoração, ou no dia seguinte para a segunda parte da Festa.
PARABÉNS aos habitantes de Lagarinhos e ao seu Pároco!

À meia noite, foi a vez do grupo do Outeiro de São Miguel. O Senhor Padre Manuel Joaquim Geada Pinto, que ali se entregou, desde a primeira hora, nunca se sente dispensado desta adoração, ainda que, aparentemente, as condições de saúde já lhe justificassem a ausência. Mas... quem melhor pode transmitir o calor, do que quem viveu tão próximo da fogueira, e durante tanto tempo?
Força, Senhor Padre, continue a contagiar-nos com o seu fervor!...

Às 02:00h, foram as comunidades do Rochoso e da Cerdeira, as encarregadas de solenizar. O Senhor Padre Ângelo fez questão de se tornar "um como nós" e acompanhou-nos nos momentos mais fortes de oração. Agradecemos. Exemplos assim dão-nos força, e a coragem de não desistir...
Antes de continuar, eu quero confidenciar, aqui, um segredo aos sacerdotes da nossa diocese. Já muitas vezes me tinham perguntado por que não pedia a um senhor padre para orientar a nossa adoração. Sempre respondi que "Deus me livre de querer incomodar", pois sei que é uma hora um pouco difícil e parecia-me que não tinha esse direito. Acreditem que nunca duvidei da vossa generosidade, mas há sempre um domingo a seguir aos dias de festa, pois se celebra, de preferência, aos sábados. E quem não sabe o que é um domingo para o nosso clero diocesano, com tão poucos padres e tantas paróquias?
Edificaram-me, porém, podem crer. Esqueceram todo o trabalho que já tinham a seu cargo, para assumirem a responsabilidade de mais este. Não se recusaram a rezar connosco, pelas nossas intenções, que são, no fim de contas, as da diocese, as da Igreja.
Os nossos agradecimentos, especialmente ao Senhor Padre Luís Campos, que eu mal conhecia e para quem eu quase não existia. Assim mostrou que não se deixou induzir por simpatias, mas quis colaborar com a Liga no seu desejo de dar glória a Deus. Dispôs de algum do seu tempo para organizar estas duas horas de adoração, durante o qual e, mediante um fio condutor temático adequado - VOCAÇÃO/CHAMAMENTO - fez uma selecção de textos bíblicos e de cânticos, que foi alternando com as suas palavras, enquanto CANAL através do qual passa a palavra de Deus, que nos ajudaram a interiorizar e a reflectir. OBRIGADA, SENHOR PADRE, em nome de todos os que vivemos esses momentos tão ricos de conteúdo!
Não sei o que se passou a partir das 04:00. Mas já estava o grupo da Ruvina preparado para não deixar que a cadeia quebrasse e o Senhor Padre Martins a revestir-se de túnica, para ajudar. ÀS 06:00, seria a vez das comunidades da Guarda, das quais, alguns dos membros decidiram passar a noite inteira em oração.
Deus deve ter ficado contente connosco, e isso nos basta.

No dia 29, teve lugar a Eucaristia solene, presidida pelo Ex.mo e Rev.mo Senhor D. Manuel, bispo da Guarda e Superior da Liga, por vontade expressa do Senhor D. João, às 11:00, tendo como concelebrantes o Senhor D. António, bispo emérito desta diocese, e um grande número de sacerdotes. Este foi o ponto culminante do LOUVOR que esta Festa pretende dar a DEUS.
Após um almoço convívio simples, fez-se uma breve sessão, durante a qual foi apresentado o relatório das actividades realizadas na Liga, desde a última festa celebrada, que tinha sido em 2006.
Não podemos deixar de referir que, nesta festa, participa sempre um número considerável de servos externos, tão entusiasticamente como nós. Destacam-se, com alguma evidência, membros desse grupo que chegaram a fazer a experiência da vida comunitária e que, pelas mais variadas razões, após um estudo vocacional sério e responsável, decidiram abandonar, e enveredaram por outros caminhos, nos quais continuam a servir e a ser luz para muitos que com eles se cruzam.
Sentimos alegria por vermos que há algo que os une a nós, embora gastando-se noutras encruzilhadas da vida.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

BOLETIM nº16