quarta-feira, 14 de outubro de 2009

FORMAÇÃO (cont.)

As Constituições: Pobreza e Castidade

As Constituições não deviam ser um aguilhão para nos ajudarem a cumprir fosse o que fosse, mas antes uma norma que nos alertasse para algum exagero, lembrando-nos, por exemplo, que “mais casto do que isto não é necessário”; Deviam ser o corrimão em que nos apoiamos, o auxiliar poderoso para nos levarem a pôr em prática as normas ali prescritas.
O importante no cumprimento de normas é a paixão por Jesus Cristo, que deve imperar no nosso coração, e o desejo de O imitar.
A prática de qualquer virtude tem de brotar do coração e dali estender-se a todo o ser.
Para se ser casto, não basta observar o 6º e o 9º mandamentos. Podemos viver estes e ter o coração adulterado.
O que significa ter o coração adulterado? Estar apegado a uma amizade doentia, a nós próprios, ao carro, ao dinheiro, ao nosso espaço, às nossas coisas, ou até à casa onde trabalhamos. Quanto mais eu viver a pobreza e a castidade, mais livre sou.
Não temos votos, mas o compromisso de viver os Conselhos Evangélicos é caminho de libertação. Os tipos de adultério referidos ferem mais a Deus do que uma falha na castidade.
O capítulo da pobreza é sempre o mais difícil de cumprir. Cada um tem a sua maneira de o interpretar.
Queremos ser Cristo visível. As pessoas (famílias, alunos, professores, funcionários), quando olham para nós, vêem Jesus Cristo?

Obediência

Jesus não só obedeceu ao Pai, mas aos homens: obedeceu à Sagrada Família, aos Romanos, à Lei. E fê-lo, porque via nisso a vontade do Pai, via-O presente em tudo.
No Horto das Oliveiras, Jesus disse: “Pai, faça-se a tua vontade, não a minha”. Isto prova que a vontade de Jesus, se fosse independente da do Pai, não era a de sofrer e morrer. Dispõe-Se, por isso, a fazer a do Pai e a esquecer a sua. Jesus é obediente até à morte. Obedecer exige, para nós, a morte do nosso eu.
Jesus obedece, porque ama o Pai e não quer outra coisa senão fazer a sua vontade.
Obedecer à Coordenadora é obedecer ao Pai. O Espírito Santo assiste quem manda, mas também quem obedece, actua nos súbditos. Se os Coordenadores não ouvem o que diz o Espírito através dos súbditos, podem pecar contra o Espírito Santo. Daí, a importância do diálogo. Saibam, contudo, que a última palavra é a da autoridade!
Para a prática da obediência e das demais virtudes, é imprescindível ter vida de oração. As Servas são “mulheres” de oração pelo carisma que lhes legou o Fundador. O trabalho também é oração, mas não substitui os momentos específicos que à oração devem ser dedicados. Lembremo-nos da meia-hora diária de adoração, diante do sacrário, e mantenhamo-nos fiéis a essa prática.
Maria é modelo de oração. Paulo VI apelidava-A de virgem dada à oração.
Hoje, a alma do mundo está doente! Cada vez mais, a nossa vida de oração tem razão de existir. Temos de contrabalançar com as desordens do mundo actual.

Configuração com Cristo

Temos de fazer esforço por nos configurarmos, cada vez mais, com Cristo. Esta configuração passa, sobretudo, pela caridade. Se Deus é AMOR, Jesus é o amor feito carne. Quanto mais nos amarmos, mais nos configuramos com Jesus. “Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor”, diz S. João.
O texto das Constituições exorta-nos a viver o amor como S. Paulo o define: paciente, serviçal, benigno, não se irrita, não julga mal… O amor de Jesus é uma paixão pelo Pai e pelo mundo. Jesus ama os Zaqueus, as Madalenas, os ladrões… Isto escandaliza os fariseus.
Nós não conseguimos tanta proximidade a este amor de Jesus, porque “trazemos o tesouro em vasos de barro”, mas devemos tentar, por todos os meios ao nosso alcance, aproximar-nos dele o mais possível.
As Constituições insistem em algo muito importante: ir descobrindo em cada pessoa a imagem de Jesus Cristo. “Diante de quem sofre, devíamos estar de joelhos, como diante da custódia”, dizia a Madre Teresa de Calcutá, porque é Jesus que sofre.
O trabalho que fizermos em cada hora pode ser considerado uma “hora santa”, desde que seja com verdadeiro espírito. Estivemos com Jesus Cristo, uma vez que cada irmão é Jesus Cristo.
Sendo a caridade a virtude mais excelente, vivamos todos em caridade!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

MUDANÇAS!

Foi um passo em frente!
Muita oração, por parte dos responsáveis, muita generosidade das Servas que foram contactadas, muita prudência da parte de todos. Foi algo surpreendente e edificante.
Partindo do princípio que "quem se muda, Deus o ajuda", acreditamos que vamos fazer progressos na vida comunitária, pois teremos ideias novas a orientar-nos, pessoas que aceitaram, na obediência, cargos de responsabilidade, nos quais, acreditam, vão ter Jesus ao leme e Maria como timoneira. Não é querer poupar-se a trabalhos, mas sim dispôr de uma ajuda eficaz e que não permite falhas, caso se esteja disposto a colaborar, e a agir com humildade.
Na comunidade da Cerdeira, aceitámos a nova Coordenadora, com alegria e estamos dispostas a colaborar com ela.
Para mim, pessoalmente, foi como se o mundo se transformasse numa bola de esferovite e de pequenas dimensões. Não sei se era vontade de fugir da cruz, espero que não. Mas caso tal estivesse no meu subconsciente, peço a Deus o favor de não me fazer encontrar outra, ainda mais pesada. Que o seu peso seja, ao menos, proporcional às minhas forças e não tenha de a carregar sem a sua preciosa ajuda.
À nova Coordenadora desejo muito sucesso.
Publico a mensagem que lhe entreguei, no momento da nomeação:
À Minha Coordenadora!...

É parte da minha cruz,
Que, ora, transfiro para si;
O seu peso só reduz,
Se a levar com Jesus,
Como eu fiz até aqui.

Maria não está de fora:
Faz parte de uma cadeia,
Activa, em cada hora;
Atende-nos, sem demora:
Entre Cristo e nós, medeia.

De lançar a mão ter medo,
Ao arado da missão? Isso não!
Sabemos bem o segredo,
Que, mais tarde, ou mais cedo,
Nos liberta da aflição!

Antes de agir, muito orar
E manter-se disponível.
O amor sempre no ar,
Atenta a todos estar:
Atingirá alto nível!

Sei que eu não fazia assim,
Bem longe disso, afinal!
Era difícil para mim,
Da humana fraqueza vim:
Nunca fui o ideal!

domingo, 11 de outubro de 2009

FORMAÇÃO

ESTA NÃO FOI COMO AS OUTRAS!...
Mais uma vez o Padre Dário. Até foi apelidado de "pai" das Constituições, pois foi um grande auxílio para a redacção das mesmas, na primeira Assembleia-Geral que as Servas Internas realizaram e que deu início a uma dinâmica diferente, na Liga dos Servos de Jesus.
Quem melhor do que um pai conhece o filho que é carne da sua carne?
É verdade! O Senhor Padre Dário conduziu-nos a uma reflexão muito séria sobre o texto que contém as normas que nos regem. E aconselhou-nos a lê-lo e a rezá-lo com muita frequência. Admitamos que nem sempre o temos feito, pois descobrimos nele coisas maravilhosas que nos ajudam a ser verdadeiras Servas de Jesus!
O dia começou com a oração de Laudes. Sendo sábado, mês de Outubro e atendendo a que a santíssima Virgem é Padroeira da Liga, optou-se por rezar o comum de Nossa Senhora.
E foi com entusiasmo que se entoaram salmos. cânticos e hinos.
Passou-se, de imediato, ao auditório.
O Assistente Geral saudou cordialmente o P.e Dário, ao qual atribuiu um coração quase universal, que tanto tem contribuído para "acertar agulhas" no ritmo das Instituições da Igreja.
Passou-se à apresentação do Tema: II Parte das Constituições-Servos Internos
CAP I-Comunidade
A vida fraterna:
Nos primeiros números, encontram-se fundamentos bíblicos e teológicos.
Teológico:
Uma Comunidade deve ter como modelo a SS. Trindade que faz com que três sejam um só e que vivem em:
AMOR COMUNHÃO SERVIÇO
Bíblico:O texto remete-nos para a Comunidade primitiva, descrita nos Actos dos Apóstolos: "Tinham um só coração e uma só alma".
Estes dois pilares devem nortear a nossa vida comunitária.
Sem vida comunitária não atrairemos novas vocações, porque não há verdadeiro AMOR e o amor é o hímen que atrai. O amor gera paz, concórdia, estima fraterna, o carinho que temos umas pelas outras.
Viver em amor fraterno significa viver como irmãos. Ter delicadeza, ternura no trato, estima mútua. Somos diferentes, temos origens e culturas diferentes, temperamentos diferentes, mas temos de nos estimar como verdadeiras irmãs, apreciar as maravilhas que cada uma já fez na sua existência, para vivermos à maneira dos primeiros cristãos e os que nos observam poderem admirar-se e exclamar: "Vede como elas se amam!"
A vida fraterna adquire-se na Eucaristia, que não é só um acto de piedade. Dizia João Paulo II que a eucaristia é a escola da caridade. Jesus dá-Se todo, para que eu, ao sair da capela, me dê toda. É o lume, o centro, o nosso tesouro, a nossa pérola.
Jesus vem ao meu coração, dá-Se a mim, transforma-Se em mim, para que eu me dê aos outros, às Irmãs, a toda a gente, para que todos estejamos unidos. Ao olharem para nós, as pessoas devem ver Jesus Cristo na nossa estima mútua, na ajuda. Cada uma deve ser ícone dessa família que é a SS. Trindade.
Depois da Bíblia, as Constituições devem ser, para nós, o primeiro livro.
Na comunidade deve existir também a capacidade de reconciliação e de perdão.
Conselhos Evangélicos:
O mais importante, neste ponto, não é eu ser casta, obediente, pobre, é seguir Jesus Cristo, casto, obediente e pobre e ter desejo de O imitar. Jesus fez-Se pobre para nos enriquecer com a sua pobreza, como diz a Epístola aos Coríntios. Enquanto Jesus não for a paixão do meu coração, eu não serei nem casto, nem pobre, nem obediente.
Com estas considerações tão sabiamente apresentadas, tivemos de nos render à evidência, admitir que o texto das nossas Constituições é muito rico e assumir que não o temos lido e rezado convenientemente. Claro que cada uma se propôs continuar o estudo e a oração/reflexão que o texto merece, vivê-lo o melhor possível, para nos transformarmos no tão necessário hímen que há-de atrair novas vocações.
Após a primeira parte do Tema, celebrou-se a Eucaristia.
Optou-se pela Missa Votiva de Nossa Senhora, no sábado. Na homilia, o Presidente salientou o Sim de Maria, sim total e radical. Ofereceu o Justo como sacrifício e adoptou como filhos os homens pecadores. Maria foi sempre a pobre de Nazaré e não a Senhora "D. Fulana tal". Mãe do Carpinteiro de Nazaré, deu o seu SIM para sempre e cumpriu sempre a sua palavra.
Antes do Ofertório, deram graças por 50 anos de Consagração algumas Irmãs, que, à imitação de Maria, deram o seu sim a Deus, na juventude.

Seguiu-se um almoço de confraternização, servido sem qualquer indício de crise, e cantaram-se os parabéns às jubiladas, enquanto se partia o bolo, confeccionado a perceito para o evento.

Estava entre nós uma das nossas missionárias, que espelhava o entusiasmo da primeira hora e parecia querer contagiar-nos a todas, com o fogo que lhe ardia lá dentro!...


quarta-feira, 16 de setembro de 2009

À IRMÃ MARIA RITA!

16/09/09

Seria a festa dos oitenta e quatro, se fosse
A sua vida continuada na terra;
Mas quanta santidade em si encerra,
Por se encontrar já de Deus na posse,
Nestes anos que, por aqui, não perdera.

Deus imprimiu ao seu pedido despacho,
Pois viu que preparada já estava,
Para ter no seu Reino entrada;
Para quê continuar cá em baixo,
Se já merecia tão digna morada?

Depois da Senhora das Dores,
Ou desse mesmo dia no final,
Surgiu para a vida e vida tal,
Que pode ter sido das melhores,
Porque sofreu e lutou por um ideal.

Serva de Jesus a cem por cento
E de Maria os Quais amou, com paixão,
Esforçou-se por banir da vida o não;
Mesmo quando viver era um tormento,
Mergulhava em profunda oração.

Orar era, de facto, prioritário,
No seu dia a dia de trabalho intenso;
Entre o humano ser, à distracção propenso,
Que se sabe escusar com argumento vário,
Ela era excepção, com frequência penso.

Olhe para nós, Liga dos Servos, que é a sua!
Ou já não é? Será que nos esqueceu?
Ou é a diferença de vida aí, no céu,
Que torna a sensibilidade tão crua,
Como se nos separasse um denso véu?

Não acredito nisso, não insistam
Em nos fazer pensar que estamos sós;
Sejam, junto de Deus, a nossa voz,
Já que as nossas forças se debilitam
E isto nos causa um sofrimento atroz.

domingo, 30 de agosto de 2009

FESTA DA LIGA 2009

UM ESQUEMA FIXO QUE NÃO GERA MONOTONIA!

Mantém-se como o Fundador a instituiu:
-Vigília de Oração, toda a noite
-Eucaristia Solene, presidida pelo bispo diocesano
-Almoço de Confraternização
-Sessão Solene, com apresentação do Relatório de Actividades

Tónica Dominante:
-Espírito de Reparação
-Acção de Graças
-Convívio entre Servos Internos, Externos e Simpatizantes

Este ano, realizou-se no Rochoso e mobilizou muita gente. A Igreja Matriz estava repleta e fazia lembrar uma grande basílica em dia de peregrinação.
Mas, iniciemos o relato a partir do primeiro momento e conscientes de que o mais importante vai ficar omisso e só estará disponível para Deus e para os numerosos Servos que já O contemplam, na Glória, juntamente com o Fundador.
A Adoração Geral realizou-se na paróquia, foi presidida, a primeira hora, pelo pároco, Padre António Coelho, tendo as orações e os cânticos ido de encontro ao tema lançado pelo Papa para este ano: Ano Sacerdotal: “fidelidade de Cristo, fidelidade do sacerdote”. A segunda decorreu sob a orientação do Assistente Geral da Liga, Padre António Moiteiro. Cantou-se o Ofício de Leitura do Santíssimo Sacramento, com comentários aos Salmos. Também a ele coube a dita de levar o Senhor, sob a umbela, empunhada pelo Presidente da Junta de Freguesia, durante a Procissão.
Os habitantes da aldeia não ficaram indiferentes ao evento.



Participaram, ornamentando primorosamente a Igreja e, na medida do possível, na Adoração Geral, na Procissão Eucarística que se seguiu, pois o Santíssimo ia continuar solenemente exposto, na Capela da Casa de Trabalho Jesus Maria e José, e, livremente, nos restantes actos.
Seria incorrecto afirmar que a Adoração foi interrompida pela Procissão, pois este foi mais um momento forte de oração, vivido com intensidade e ordem e muito participado. No silêncio e quietude da noite, ecoavam os cânticos de louvor, por toda a aldeia!
Já na Capela, deu continuidade ao acto a Comunidade do Outeiro de S. Miguel, com a ajuda e entusiasmo do Senhor Padre Geada, já veterano nesta hora, ano após ano, celebre-se a Festa onde se celebrar.
Continuou a Comunidade da Cerdeira, que teve bons colaboradores: na presidência o Padre Ângelo Nabais, ao órgão, o Padre Luís Campos, ambos coadjuvados pelo Acólito, natural do

Penedo da Sé. Seguiu-se a da Ruvina e as da Beira Baixa, que levavam à frente o Padre Manuel Igreja; a do Rochoso, com a participação de Servos Externos, também adorou o Senhor. As da Guarda foram as encarregadas de encerrar, como é hábito, e costumam fazê-lo com muita solenidade e dignidade.
Admiro o espírito de sacrifício destes sacerdotes. Nós fazemo-lo por dever, embora com muito gosto e com o amor possível. Eles, porém, tendo obrigações, já de si, tão exigentes, ainda assumem estas devoções. Deus não deixa nada sem recompensa!

Às 11:00 teve início a Eucaristia, muito participada, como já referi. Foi um momento lindo, que nos encheu de gozo interior. O coro deu o seu melhor. Essencialmente constituído por membros da Liga, teve também a ajuda de alguns elementos do coro da Sé, da Guarda. As vozes masculinas enriqueceram-no, sem dúvida.
Vários sacerdotes concelebraram com D. Manuel da Rocha Felício, bispo residencial e com D. António dos Santos, bispo emérito desta diocese.
Na homilia, que deve ser publicada nos semanários regionais de opinião católica, o Senhor Bispo comentou a liturgia da palavra, da memória do martírio de S. João Baptista, estabeleceu alguns paralelos entre os dois, cuja partida para o céu se comemora, neste dia e citou algumas frases importantes da Acta da Fundação da Liga, das Constituições, ou de outros escritos sobre a vida do Senhor D. João.
No final, leu o decreto do enquadramento da Liga no Código de Direito Canónico, no qual se situa como Associação Pública de Fiéis.
















Após um pequeno intervalo, teve início o almoço de confraternização. O espaço era suficientemente amplo para que tudo acontecesse de forma ordeira. Era muita gente, mas, apesar do número elevado de comensais, sobejaram mais de “12 cestos”.

Para terminar, teve lugar a Sessão Solene. Foram apresentados uns cânticos, que remontam aos bons velhos tempos, passados na Casa do Rochoso. As vozes eram de algumas das pessoas que vivenciaram esses momentos, que bem podem ser apelidados de “hard times”, num certo sentido, pois estávamos no pós guerra mundial. As letras foram já colocadas neste blogue.
Seguiu-se o Relatório de Actividades da Liga, realizadas ao longo do ano, e um outro, específico da Casa de Trabalho de Jesus Maria José.
Encerrou a Sessão o Senhor D. António dos Santos. O Senhor D. Manuel teve de se ausentar…
Muitos poderes divinos são conferidos aos sacerdotes, com o sacramento da Ordem, entre os quais o de perdoar os pecados e de expulsar os demónios... Bem mais lhes eram necessários, para conseguirem dar resposta aos múltiplos trabalhos apostólicos que têm em mão e urge concretizar. Seriam especialmente necessários a omnipotência e a omnipresença. Deus, porém, ainda os reserva só para Si. Ele sabe bem até onde pode chegar a resistência física do ser humano.



sábado, 29 de agosto de 2009

ORIGINAL, NÃO?...

Um grupo de servas, actualmente na “segunda juventude”, assim se autocaracterizaram, recorda, com grande saudade, mas com entusiasmo, os tempos áureos da vida de “Servinhas”, passados na casa do Rochoso, e decidiu fazer uma retrospectiva de alguns dos bons momentos ali vividos. Supostamente, esse era tempo de preparação para se tornarem Servas de Jesus, durante o qual estudavam a vocação, ajudadas pela Senhora D. Alfreda e pelo Senhor Padre Henriques, também eles ainda na flor da idade, representantes de Deus, claro está, pois esse é um trabalho a realizar entre Deus e a própria pessoa, embora com alguns subsídios humanos.
Esta é uma premissa que foi concretizada por um grande número das candidatas que ali se encontravam na altura, das quais, algumas acabaram por desistir da vida comunitária, mas continuam a servir o mesmo Senhor e a identificar-se com a Liga.
Aquele tempo foi verdadeiramente rico em vocações de consagração, tanto para a vida religiosa, como sacerdotal ou leigos comprometidos. Assim, àquela casa, chegavam numerosos sacerdotes, muito jovens, que acabavam por exercer um papel preponderante na formação das crianças e jovens que por ali abundavam.
Não tendo os grupos muito acesso a actividades culturais, imaginava-as, criava-as, vivia-as com intensidade. E assim se foi satisfazendo a fome de saber que lhes ia no íntimo da alma. Para este facto, também contribuiu o espírito inovador dos já referidos e assíduos visitantes, autores de algumas das letras das canções do repertório que foi possível reconstituir, já que o papel e a tinta, da época, era a memória das jovens servinhas.
O cenário inspirador era o Campo do Senhor Vigário, cujos rochedos justificavam, por si só, o nome da aldeia e onde, mais tarde, foi construída a casa em que hoje vive a Comunidade e onde se desenrolam as diferentes actividades sociais, às quais os membros da Liga se dedicam.
Para matar saudades a quem passou por aquela casa, nesses belos tempos, fica o referido repertório de canções, cujas letras são inéditas, embora escritas sobre músicas populares da época.
Afinal, o ambiente não era tão fechado assim, pois, não havendo ainda televisão, e sendo a rádio privilégio de ricos, as canções infiltravam-se ali, como água em terreno arenoso.
Quem nos dera o entusiasmo e a força de vontade desse tempo!
As que não estiveram presentes na Festa da Liga, em 2009, fiquem a saber que algumas destas canções foram levadas ao palco por um grupo coeso dessas jovens de então, que agora vive a “segunda juventude”, com a alegria de quem não se arrepende da decisão que tomou.
De facto, só Deus é Deus e mais ninguém!... Vale a pena servi-l’O!

ALGUÉM PASSOU NESTE MUNDO!

Alguém passou neste mundo
Como passou o bom Deus,
Fazendo florir caminhos,
Das dores, fazendo céus;
Alguém deixou nos seus passos,
Rastos brilhantes de luz
E falou da vida eterna,
Como o divino Jesus.

Coração, coração como o do Mestre,
Amparo e força, esse alguém
É a alegria da nossa, nossa alma,
Porque nos conduz ao bem.

Graças de Deus cubram hoje,
A Obra da sua vida,
Dando mais glória à sua alma,
Para a luz da eterna vida.
Dando mais glória à sua alma,
Para a luz da eterna vida.

Glória a vós, ó Fundador,
Glória vos dê o Senhor:
Glória, Glória, Glória!


ESTA VIDA MINHA

Esta vida minha,
Toda amor e fé
Lembra a daquela andorinha,
Que voa, sempre, à tardinha,
Sobre o telhado da Sé.
Corro a terra inteira,
Com jardins em flor,
Gritando, bem cá do peito,
Jesus, meu amor, vive satisfeito,
Dentro do meu coração.

Ó servinha de Jesus,
O teu andar é tão leve,

Lembra o de uma princesinha,
Caminhando sobre a neve.
Teus olhos trazem mensagens,
De pureza, sem igual;
Ama e serve a Jesus
E foge sempre do mal.

SOCIEDADE DA ALEGRIA

1.É no penedo da saudade
Que a Sociedade da Alegria
Entoa lindas canções,
Com toda a sua energia.

Nossa alegria faz esquecer arrelias,
Que, por vezes, são manias de bebés amimados;
A Sociedade da Alegria está em festa,
Vamos pedir ao Senhor,
Que no-la conserve desta

2.Quando nas tardes de verão,
Subimos ao penedo vistoso,
Contemplando a natureza,
Do Deus todo poderoso.

Quanta alegria é para nós sua beleza,
Que manda embora a tristeza
De certos dias sem sol;
Por mais um dia nós louvamos o Senhor,
Cantando hinos de louvor,
Vislumbrando o arrebol.

CANTEMOS ALEGRES

Cantemos alegres, sempre à porfia,
Soem, pelos ares, nossas canções,
Gritemos ao mundo que existe a alegria,
Ela é que inebria nossos corações.

1.É missão tão linda pôr nas almas a beleza,
Dar-lhes a alegria, consolar seu triste pranto;
Vamos, com denodo, combater contra a tristeza,
Porque um santo triste é também um triste santo.

Coro

2.Se existem no mundo tantas penas, tantas dores,
Existe a alegria, remédio que Deus nos deu;
Nas dores da vida, podemos desfolhar flores
E no sofrimento abrir sorrisos do céu.

VAMOS, SEM DEMORA

Vamos, sem demora,
Soa a nossa hora,
De lutar e de vencer;
Quem não ouve o brado,
Se, ao nosso lado,
Está Cristo a combater.
Quanto mais lutarmos,
Mais nos esforçarmos,
Neste rude batalhar;
Mais cheios de glória,
A cantar vitória,
Havemos de triunfar.

E nesta peleja,
Sem olhar p’ra trás,
Pois, se alguém fraqueja,
Seu dever não faz.
Vamos corajosas, sem desfalecer,
Lutar sempre, até morrer.

SERVIR A JESUS

Servir a Jesus, luz da nossa luz,
É esta a nossa paixão;
Ao mundo de agora, vamos, sem demora
Conquistar o coração;
Vamos combater, sem desfalecer,
Vamos lutar com ardor,
Pelo paraíso, e, se for preciso,
Dar a vida por amor.

1.É nossa a hora que passa,
Temos a vida na mão;
E não há desgraça, que se não desfaça,
Ao calor do coração;
Inda a coragem nos resta,
De batalhar com denodo,
Corações em festa, nossa ânsia é esta:
Pegar fogo ao mundo todo!

Coro

2.Nesta manhã de alvorada,
Soam toques de clarim:
A guarda avançada, desfila apressada,
Numa ânsia sem ter fim.
Vamos com ela à peleja,
Brade ao vento a nossa voz;
Que ninguém fraqueja, se o canhão troveja,
Pois vencer, vencemos nós.

NOSSAS ALMAS DE AMOR SÃO SACRÁRIOS

1.Nossas almas de amor são sacrários,
Onde habita a Trindade de Deus,
Jubilemos que em tais santuários,
Encerramos riquezas do céu.

Somos pajens de Cristo Jesus
E servi-l’O é o nosso ideal;
Vamos nós, defensoras da cruz,
A lutar contra as forças do mal;
Vamos nós, defensoras da cruz,
A lutar contra as forças do mal.

2.Açucenas de mística alvura,
Com Jesus nós havemos de ser;
Brilhe sempre a inocência, a candura,
Na alegria do nosso viver.

Coro

3.Como filhas da luz nós queremos,
Que ela seja do mundo o fanal,
P’ra que brilhe nas almas, tornemos,
Nossa vida holocausto real.

Coro

4.E, seguras da nossa vitória,
A vitória da paz e do amor,
Entoemos um hino de glória
A Jesus, Cristo Rei, vencedor!

Coro












































terça-feira, 18 de agosto de 2009

ÀS MISSIONÁRIAS!...



"Eu" sou assim,
Ainda bem que "nós" somos diferentes;
É grande alegria para mim,
Ver que existe um "nós" nas nossas gentes!

Nos meus ouvidos ecoam, ainda,
Os comentários captados, há uns dias;
De diversos canais era a vinda
E referiam-se à vida das "três Marias".

Uma por cá, a desfrutar,
Recompensa pelo trabalho de missão,
A porta aberta, de par em par,
Porém, dividido o coração.

Outra, em pleno altruismo,
Pelo missionário projecto absorvida,
Em nada a arrefecendo o paludismo,
Que as visita, de forma atrevida.

Acordei!... Era o 1º aniversário da partida!
O tempo esvai-se qual sombra veloz;
E, embora o "eu" andasse adormecida,
Salvou-nos dessa falha o atento "nós".

Ó missionárias, que por Deus agis,
Continuai, pois só assim vale a pena!
Cada vez, mais razões para tal descobris:
Transparece alma enorme em estatura tão pequena!

Não vos fieis em nós, mas só n'Aquele
Que os corações lê, bem lá no fundo;
Continuamos a suplicar-Lhe que por vós vele,
Pois só com Ele o apostolado é fecundo.

Maria também lá está, como mãe
Sempre atenta, nunca vos deixa sós;
Encaminhará, sem dúvida, para o bem,
Quem dele sente "orgulho" de ser voz!