domingo, 20 de abril de 2014

O Assistente Geral, da Liga dos Servos de Jesusl, Pe. Alfredo Pinheiro Neves, deseja a todos Santas Festais Pascais


                                                      SANTAS  FESTAS  PASCAIS
 
Cristo, nossa Páscoa, foi imolado, aleluia!

Glória a Cristo, Rei ressuscitado, aleluia!

Páscoa sagrada! Ó festa de luz!

Precisas despertar: Cristo vai te iluminar!

Páscoa sagrada! Ó festa universal!
No mundo renovado é Jesus glorificado!

Páscoa sagrada! Vitória sem igual!
A cruz foi exaltada, foi a morte derrotada!

Páscoa sagrada! Ó noite batismal!
De tuas águas puras nascem novas criaturas!
 

Nesta quadra Pascal, na qual celebramos a Vida eterna, também a nossa vida, ainda que marcada pala idade, pela dor, pela tristeza, pelo desânimo ou pelo sofrimento, tem novo sentido. É Jesus, o Ressuscitado, o Messias Quem lho confere. A Sua dor explica a nossa dor; o Seu serviço é a razão de sermos servidos por Ele; o Seu “dar a Vida” permite-nos o acesso à vida nova e definitiva.

O Hoje de Deus no nosso agora é um Hino perene ao mesmo Deus que não se esgota ao passar por nós.
A morte do Filho de Deus derrama luz na morte dos filhos de Eva. A Sua Ressurreição é Penhor de Vida Eterna para quem recebe o seu corpo eucarístico. A Páscoa é a Festa dos chamados, dos eleitos, dos redimidos. É festa de todos os que se convertem ao amor de Deus. A ressurreição de Jesus Cristo é plenitude do Reino de Deus; É ainda certeza da nossa transformação por Ele e n’Ela. A ressurreição de Cristo é Glória do Pai, Salvação nossa, Vida pujante de alegria.

A Ressurreição é festa definitiva do Emanuel vitorioso. É Manhã do primeiro e oitavo dia. É Tempo sem tempo; É Vida sem fim; É Eternidade com Deus.
Porque buscais entre os mortos Aquele que é VIDA?

     Quando o Verbo incarnou e a Virgem o deu à Luz cantávamos alegremente:

“Hoje na terra nasce o Amor, Deus com os homens, Salvador!

     Agora que celebramos a Sua ressurreição porque não aclamar de modo solene:

“Hoje na terra vive-se o Amor, Vida com Deus, Vencedor!

     Ou ainda:
“Sou para sempre, vida sem fim. Canto vitória. Deus em mim!
 
     Escrevia D. João a respeito dos discípulos que celebram o Ressuscitado:
“ Os verdadeiros discípulos de Jesus…congratulam-se com Ele pela Sua estrondosa vitória sobre os tormentos e a morte e agradecem-Lhe de coração ter-lhes avivado a fé na Sua divindade e na Vida Eterna e fortalecido a consoladora esperança de um dia ressuscitarem para jamais morrerem ”.

Páscoa Feliz 2014
 
 
P. Alfredo Pinheiro Neves
 
(Assistente Geral)

quinta-feira, 17 de abril de 2014

BOAS FESTAS DE PÁSCOA para todos os membros da Liga dos Servos de Jesus, simpatizantes e Benfeitores

 




Jesus Ressuscitou

É  aurora.

A noite desaparece.

A luz inunda o céu e a terra.

É o nascer do dia!

O túmulo está vazio.

A pedra foi rolada.

Deus ressuscitou Jesus!

Deus levantou Cristo!

Deus ergueu o seu Filho!

A morte acabou!

Terminou!

Foi derrotada

para sempre!

Aproximai-vos e olhai:

Jesus Cristo  saiu  da morte,

Está vivo!

A sua Palavra de alegria

Canta!

A luz de Deus

Brilha!

Aleluia!

quarta-feira, 2 de abril de 2014

A palavra do Assistente Geral para cada um dos membros da Liga dos Servos de Jesus ...


 
 
 
 
UMA VIDA EM TRÊS GESTOS DE AMOR…
 
Na sequência do que escrevi no mês de março, nunca será de mais e talvez se torne significativo chamar a atenção para os três grandes gestos de amor do Filho de Deus. A vida de Jesus foi e é ação de amor constante. Podemos defini-la em três grandes gestos de amor.
1. Fazer a Vontade do Pai. Declarou-lhes Jesus: “O meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e consumar a sua obra”(Jo. 4,34). Para consumar esta Vontade o Verbo encarnou e desse modo redimiu toda a humanidade inteira e integrou-a, a seu modo, na família de Deus.
2. Ser manifestação do valor e significado último de quanto existe. Em Jesus e através de Jesus (no Seu mistério pascal), a contingência, o passageiro, a criatura, o material, o pecado convertem-se em realidades novas. Assim o passageiro torna-se definitivo, o material converte-se em espiritual, o corpóreo realiza-se no imaterial, o pecado é ocasião de Graça, na morte gera-se a Vida, o tempo transcende-se na Eternidade. Morrer é aurora de ressurreição e a vida sem fim uma outra expressão do Reino de Deus. Em Cristo tudo passa a ter novo sentido e significado. O Verbo Encarnado é sacramento de amor e fonte perene de sacramentos.
3. Jesus /Emanuel para sempre. Tal como Deus não se cansa da Criação assim o Filho jamais se cansa de estar sempre connosco. “…Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos” (Mt. 28, 20) Em Quinta feira santa foi pedido aos discípulos que permanecessem sempre com Jesus para que Jesus estivesse sempre com eles. A Eucaristia e sobretudo o  envio do Paráclito constituem os modos, por excelência, da presença de Deus e de Jesus com os Seus. É com Eles que a mesma Igreja (esposa) não se cansa de pedir: “ Ámen. Vem, Senhor Jesus” (Ap. 22,21).
Neste mês de abril de 2014, mês em que a Igreja celebra, de modo solene, a excelência e magnanimidade do Amor que Deus é em si e para nós, talvez me seja pedido uma vez mais, como membro/parte integrante desse corpo que tem por cabeça Cristo Ressuscitado:
·         Reconhecimento e gratidão a Deus pela filiação redimida;
·         Reconhecimento e gratidão ao Amor trinitário que se me oferece em dádiva perene e me transfigura de modo a ser também eu glória da Trindade;
·         Oferecimento Amoroso e contínuo ao Pai, mediante Jesus.
Sempre que lutamos pela realização destes três gestos entramos na intimidade de Jesus Cristo e tornamo-nos sacramento de salvação; atuamos como Igreja; testemunhamos a presença de Deus que constantemente nos renova e nos converte e não deixamos de aparecer ainda como apóstolos, discípulos e servos de Jesus.
Ora aquilo que se pede ao Servo é que seja como o seu Senhor.

             “As almas são tanto mais felizes, quanto mais amam a Deus”

(D. João de Oliveira Matos)
 
Guarda, 2014-04-01

P. Alfredo Pinheiro Neves
                                                                                                                                          ( Assistente Geral)
                                           

segunda-feira, 17 de março de 2014

«Por isto é que todos conhecerão que sois meus discipulos: se vos amardes uns aos outros» (jo.13,35)





Dia 15 de Março de 2014 realizou-se mais um encontro de formação e convívio para os membros da Liga dos Servos de Jesus e simpatizantes da mesma. Acolheu-nos a casa, Lar  D. Isabel Trigueiros, no Fundão. Orientou o encontro o Senhor Padre Luís Miguel Pardal Freire. Fez-se o acolhimento aos participantes e, após uma breve oração, escutámos a palavra do Orientador que teve sempre a preocupação de colocar a Palavra de Deus como o centro de tudo o que ía ser dito. Iniciou com a profecia de Neemias ( Ne,8-1…)  «o sacerdote Esdras trouxe o  livro da Lei diante da Assembleia… O povo reuniu-se, todos os que eram capazes de compreender, para ouvir a palavra de Deus….» A Igreja deve continuar a reunir-se em nome da Palavra de Deus que é Jesus Cristo. Se não entendemos que a nossa reunião em Igreja é Jesus Cristo então fica tudo comprometido… A Igreja não é uma associação. O sinal da longevidade da Igreja é esta força que vem da pessoa de Jesus Cristo; a Lei maior « não faças aos outros o que não queres que te façam a ti…»; os valores verdadeiros que existem na sociedade têm origem em Jesus Cristo.
Todos nós somos pecadores… mas todos nós temos  vontade de seguir Jesus Cristo.
O Papa Francisco inspira-nos a olhar e a perceber que a Fé da Igreja é simples… assenta na Palavra de Deus. O Evangelho tem que ser vivido com alegria… a Palavra de Deus é para todos.
Seguiu-se um tempo de Adoração Eucarística onde, para além da oração de louvor e acção de graças, todos fomos convidados a meditar a mensagem do Papa Francisco para a Quaresma de 2014, cujo tema retirado da carta de São Paulo ( 2Cor.8,9) é: «Jesus Cristo fez-se pobre, para nos enriquecer com a sua pobreza».
Após o almoço houve tempo de convívio e partilha de ideias…
Seguiu-se a meditação da Paixão de Jesus Cristo nas estações da  Via Sacra, terminando com a Ressurreição de Jesus   celebrada na Eucaristia.

sábado, 8 de março de 2014

Mensagem do Assistente Geral para o mês de março e... pequenos flaxes da viagem à Kilenda!




                              A LIGUA
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GEM ESPECÍFICA
 
                                          A LINGUAGEM ESPECÍFICA DE DEUS
                                                                                                                           (mês  março)

Não me foi fácil entender e fazer-me entender com os nativos de Kilenda – Gabela e outras terras de Angola por onde passei não há muito tempo. Apesar da língua de Camões nos tornar mais próximos uns dos outros, o desconhecimento mútuo da regular construção frásica, os dialetos existentes e as expressões próprias dos nativos, dificultavam um pouco o pleno sentido da nossa relação. Diria a minha mãe se lá tivesse estado comigo: - “Arre…! Fala-se em alhos e entendem bogalhos”. Talvez eles pensem o mesmo de nós e o exprimam de forma diferente.
Com mais graça, acudia-me a irmã Conceição Alpendre, sempre bem-disposta e em jeito de anedota recordando o diálogo de um pai no registo civil, sem a mãe pudesse estar presente para fornecer os dados corretos:
- Então que nome dá o senhor pai à sua criança? – perguntava o escrivão.
- A mãe disse c‘ Ana.
 - O quê?
- Nova resposta do pai: - “ presc’ana ”;
- Que quê? – perguntou de novo o escrivão.
- Olhe, já na sei: “ prant ´Ana”.
Assim se registou um novo nome muito “sui generis” do novo membro da família: “PRANTANA”.
                     Mudando de assunto e na sequência do mesmo.
O nosso Deus estabeleceu e estabelece connosco a Sua relação pessoal num idioma muito mais simples mas extremamente exigente que foi e é a caridade; numa linguagem simplificada traduzida sempre por gestos de amor.
O AMOR é a única comunicação possível de Deus connosco e a comunicação necessária de nós com Deus e com os outros.
É assim que para nós cristãos, deve ser entendido este tempo de Quaresma, de Semana Santa, de Páscoa e posterior tempo pascal. Tempo de Amor.
Com muito mais razão assim deve ser entendido e se impõe a todos nós que integramos a Liga dos Servos de Jesus.
Quando o cristão sabe entregar a sua vida como Jesus o fez, não deixa de receber uma nova vida em tudo idêntica à de Deus. Citemos a título de exemplo

“ Deus não poupou o Seu Filho mas entregou-O por nós”.

“ Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”.

“ Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas”.

“ Ninguém me tira a vida, sou eu que a dou”.

“ Tal como eu fiz, assim deveis fazer vós também”.

“ O servo não é mais que o seu Senhor. Basta que o servo seja como o seu Senhor”.

Estas afirmações de Jesus lançam o máximo de luz sobre o sentido do dar a vida”, do valor da cruz, da dor, do sofrimento e da própria morte.
A linguagem da cruz é a linguagem do amor. A cruz, como diz S. Paulo, será sempre “loucura” para os pagãos, “maldição” para os judeus mas para nós, que seguimos a Jesus Cristo, “Sabedoria” de Deus, linguagem de salvação, de amor e de perdão. Nós pregamos Jesus Cristo, mas Jesus Cristo crucificado. Digo mais, Cristo que morreu e ressuscitou.
Hoje, mais do que nunca, o nosso Deus continua a falar connosco a Sua linguagem de Amor. Urge a todos nós, saber responder-Lhe com dinâmica igual.
O amor de Deus deve repousar em nós. O Amor de Deus deve-nos consagrar e constituir-nos linguagem específica de Deus para o mundo de hoje e de sempre.
Deste modo poderemos então entender a profundidade do nosso Fundador quando nos dizia:
  “ Enquanto as comunidades não forem comunidades de amor, nada se conseguirá”.
Este ano propusemo-nos desde o início, fazer de todas as nossas comunidades verdadeiros ícones da Trindade. A Trindade é e será sempre Comunidade de Amor pleno e perfeito. Todas as comunidades devem tender para ela.
A Liga dos Servos de Jesus conseguiu e foi sempre mais resplandecente e viva, quanto mais cada servo soube cultivar e reproduziu em si e para os outros a linguagem de AMOR / CARIDADE. Ou seja: amar o Outro como o Próprio Deus o Ama.
Certamente ainda hoje poderemos fazer mais e melhor. Urge pois continuar. É que o Amor nunca se esgota. Amor gera amor.
A caridade nunca acaba. É para sempre.

Guarda, 2014-03-01

P. Alfredo Pinheiro Neves
(Assistente Geral)
 

sexta-feira, 7 de março de 2014

Mais uma estrela a brilhar junto de Deus...






Maria de Lurdes Martins  nasceu a 15 de Maio de 1933 em Rapoula do Côa, concelho do Sabugal. Ainda muito jovem entrou na comunidade do Rochoso. Desde sempre revelou capacidade de trabalho e espírito de sacrifício.  Acompanhava as outras irmãs nos trabalhos do campo, a cozer o pão, a  cozinhar…

Prestou serviços idênticos noutras comunidades tais como o Centro de Assistência Social, Seminário da Guarda… onde era conhecida por ser uma boa cozinheira.

Decerto que na vida de Serva , em cada uma das suas atividades,  procurou viver  a primeira regra dos membros da Liga dos Servos de Jesus. « Lembrem-se de que  foram chamadas a viver em comunidade só para adiantarem na virtude e repararem com o seu amor e acção o dano causado pelos pecadores à glória de Deus ».

Os anos foram passando… para além do trabalho intenso também foi provada pela doença que, pouco a pouco, a tornou mais vulnerável e com pouca resistência física. Passou a  integrar a comunidade de STª Luzia onde viveu os últimos anos procurando sempre estar ativa e ser prestável naquilo que lhe era possível.

Últimamente a doença acentuou-se e, no dia 05 de Março de 2014, pelas 18,30horas, encontrando-se internada no Hospital Sousa Martins, na Guarda, Deus a veio chamar, para ir viver a vida eterna…

Por tudo o que realizou durante a sua vida decerto que não tinha a preocupação de receber agradecimentos , mas sim poder ouvir a Palavra do Senhor Jesus…«Eia,  Serva boa e fiel, porque foste fiel em coisas de pouca monta, muito te confiarei. Entra no gozo do teu Senhor.» (Mt.25,23-24). Acreditamos  que já ouviu a mensagem  e ,nós aguardamos o encontro com ela… até lá  lembramo-la com muito carinho.