domingo, 28 de dezembro de 2008

MAIS UMA REUNIÃO DO CONSELHO GERAL DA LIGA DOS SERVOS DE JESUS!






Em ambiente natalício, uma época em que todos sentem vontade de fazer qualquer coisa de diferente e menos preocupante, tivemos uns dias de reflexão sobre a Liga, pois tínhamos sido para isso convocados, com alguma antecedência, pela Senhora Coordenadora Geral. Assim, retirámo-nos do nosso habitual domicílio, para que os afazeres diários não viessem "roubar-nos" o precioso e reduzido tempo de que dispúnhamos.

Pela nossa mente, passou o filme dos recursos humanos, com os quais podemos contar, já que para os divinos carecemos de mais espaço intelectual, tão numerosos eles são e tão difícil se torna para nós vê-los com olhos de ver. De facto, a nossa fé precisa de um aumento bem superior ao que foi definido para o salário mínimo nacional, para que a nossa visão das coisas que de nós dependem, mas só com a ajuda de Deus se podem concretizar e nunca por mérito próprio, seja mais divina e menos terra a terra do que tem sido até agora.
Como é que a Liga se tem mantido viva e activa, apesar da nossa desconfiança e do nosso desânimo? Se não fosse Obra de Deus, não teria sido já aniquilada, com pediu a Deus, no seu início, o nosso Fundador?
E quantos problemas conseguimos resolver, neste tempo de reflexão?
A resposta é por todos conhecida:nenhum!
E invocámos o Espírito Santo?
Sempre.
E rezámos?
Bastante, talvez não o suficiente.
E agora o que vamos fazer?
Continuar a rezar, não só o Conselho mas todos os Membros da Liga: Servas Internas e Servos Externos; dialogar com todos os elementos das comunidades e, em conjunto, tentar descobrir o que Deus quer e seguir as pistas por Ele indicadas.
Parar é morrer e nós não queremos ter a responsabilidade de não contribuir para o crescimento da Obra que o Senhor D. João fundou com tanto AMOR e tanto dom de si próprio, porque tinha como única preocupação a glória de Deus, a expansão do Reinado de Cristo e a salvação das almas.
Dedicámos, ainda, algum do nosso tempo a agendar actividades que já haviam sido planificadas.
Passo a referi-las:
Dia 18 de Janeiro de 2009, encontro de jovens, no Centro Apostólico D. João de Oliveira Matos, na Guarda, pelas 14:30.
Haverá testemunhos de experiências vivenciadas, quer em terras de missão, quer em outros locais, e momentos de são convívio, após a exposição de algum tema, relacionado com o perfil do Senhor D. João e com o carisma da Liga, e um momento forte de oração e reflexão.

Encontros de Formação para funcionários:
Temas:
- O perfil do Senhor D. João
- O que é a Escola Católica
Agenda:
Dia 13 de Janeiro-CERDEIRA
Dia 20 de Janeiro-Outeiro de Sao Miguel
Dia 27 de Janeiro-Centro de Acolhimento de S. João de Deus
Dia 03 de Março-São Romão
Dia 10 de Março-Fundão
Férias de Carnaval-Buarcos
Estes encontros são realizados em horário laboral. Terão lugar à terça-feira, das 16:00 às 18:00 horas.
É necessário que todos os que trabalham connosco conheçam o ideal que abraçámos e segundo o qual procuramos viver. Que a nossa vida do dia a dia seja para eles um testemunho verdadeiro desse ideal, com o qual devemos identificar-nos. Façamos um esforço para que assim seja. Pena será que alguém, depois de ter compreendido e assimilado esse ideal, se sinta desiludido a nosso respeito e afirme: "Bem prega Frei Tomás! Fazei o que ele diz e não o que ele faz!" Seria uma tristeza para nós, para a Igreja a que pertencemos e para a sociedade em que vivemos!

domingo, 7 de dezembro de 2008

DIA DE FORMAÇÃO


















(01/12/08)
Foi um grupo bastante numeroso, de Servos e simpatizantes, o que se reuniu no Outeiro de São Miguel.
O Assistente da Liga, como era de esperar, tinha os escritos de São Paulo preparados para dar aos presentes umas boas lições sobre a doutrina que ele pregou, que é muito actual para os dias de hoje, e sobre como exercer o apostolado. Estamos a celebrar e a tentar viver um ano Paulino muito a sério.
O PowerPoint, que dava uma ideia bem clara de algumas das viagens do Apóstolo, ajudava a tornar os factos mais reais, pois era ilustrado com cartas que fazem parte da actualidade do planeta em que vivemos.
São Paulo pregou, com entusiasmo, Jesus crucificado e Jesus ressuscitado. Quanto nós queremos afastar de nós a ideia de que “Toda a nossa glória está na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo!” De facto, para que seja a nossa glória, tem de ser primeiro a nossa vida e na nossa cruz, embora imitando a de Cristo.
Foi morrendo na cruz que Cristo nos salvou e nos libertou do pecado, derramando, sobre nós, o seu sangue redentor.
É que não é fácil aceitar a cruz do nosso dia a dia. E quanto menos a aceitamos, mais pesada se torna. Como é com ela que temos de viver, o melhor é fazer um esforço.
O mundo parece oferecer-nos facilidades, mas engana-nos.
Só vivendo na cruz, podemos ressuscitar para a vida eterna, onde receberemos o prémio de tudo o que fizemos. E temos fé que assim há-de ser, pois somos seguidores de Cristo que, após a morte na cruz, saiu glorioso do sepulcro, deixando-o vazio. O seu corpo adquiriu qualidades que não têm explicação, a não ser à luz da fé. “Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa fé”, como diz, também, São Paulo.
Realmente, se tudo acabasse com a morte física, não tinha razão de ser uma vida de privações, na qual nada devemos decidir só por nós, mas submeter tudo aos nossos superiores hierárquicos, temos de abdicar da nossa vontade, desprender-nos dos bens terrenos, viver com pessoas que não são da nossa família de sangue, pessoas que, na nossa infância, desconhecíamos
completamente, e hoje amamos, conviver, alegre e harmoniosamente, aceitando e respeitando as diferenças, viver em paz com toda a gente…
Mas tudo isto tentamos fazer, foi a nossa opção de vida, na qual, esta graça pedimos a Deus, queremos perseverar até ao fim, por AMOR do REINO, que desejamos ver crescer, mais e mais, como sonhou o nosso Fundador, D. João de Oliveira Matos, a nosso respeito, como membros desta família, que é a Liga dos Servos de Jesus!...

domingo, 23 de novembro de 2008

21/23 de Novembro de 2008
















(Apresentação de Maria, no Templo!)
C O N S A G R A Ç Ã O!

Contigo, ó Senhora da Apresentação,
Ouvi a voz de Deus, com emoção:
Não com certezas, por conselho de alguém,
Sabendo desempenhar o papel de mãe!
Acolhi a ideia, um pouco receosa…
Graças a Ti, Mãe amorosa,
Reflecti, mais profundamente,
A decisão de seguir em frente!
Com a tua ajuda, não voltarei atrás,
Ao teu lado, de tudo serei capaz,
Ó Mãe dos que mendigam a tua luz,

Mãe dos Servos de Jesus!
E Mãe, quase por imposição,
Melhor, por “exigência” do Senhor D. João,
Que Te colocou como timoneira
Da nossa “Barca”, para a vida inteira!
Tinhas de auxiliar o teu Jesus
Que, mesmo sem a Liga, já tinha pesada a cruz!
O Santo bispo não tinha plena confiança em nós,
Por isso, decidiu não nos deixar, por cá, sós!
Grande conhecedor era da humana fraqueza,
Que sabia incapaz de, sem Ti, implantar, de Jesus, a Realeza!

(Jesus Cristo, Rei do Universo!)

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

FESTA DA IMACULADA CONCEIÇÃO
















Virgem Imaculada!

Mais uma vez,
Venho a teus pés,
Lembrar o que bem conheces!
Mas nosso Deus,
Cuidados seus,
Mandou reiterar nossas preces!

Não foi em vão,
Que D. João,
A Ti consagrou os Servos de Jesus!
Pois toda a vida,
Tu deste à Liga,
A protecção, tua luz!

Mas, eis que agora,
De novo implora,
De coração a chorar!
Que olhes para ela,
Qual caravela,
Que anda à deriva no mar!

Não sabe bem,
Confessa, ó Mãe,
O que devia e não fez!
Já que não vê,
Razão porquê,
Na vida tanto revés!

Ninguém escolhe,
Por mais que olhe,
Seguir, na Liga, o teu Filho!
Não é igual,
À que, afinal,
Colocou D. João, de Deus, no trilho?

Tantos correram,
Quando souberam,
Antes de se fazer tarde!
Hoje, porém,
Quase ninguém vem,
Já dentro o zelo não arde!

Dá-nos, Senhora,
Mas sem demora,
Pistas para o nosso agir!
Queremos manter,
Haja o que houver,
A Liga, para o porvir!

domingo, 16 de novembro de 2008

RECOLECÇÃO MENSAL, NO ROCHOSO:

O tema desta recolecção foi o mesmo da anterior, embora neste momento já se conhecesse a Mensagem de Bento XVI, o que dava margem a apresentações mais detalhadas. Também o facto de ter sido desenvolvido por pessoas diferentes, deu lugar a interpretações suigéneres da doutrina que lhes serviu de base. Como a orientação deste encontro diferiu da do outro nos timings, as reflexões foram mais longas. Por isso acrescentam-se alguns pormenores.
"O Senhor Padre nunca se havia de calar!..."
Foi esta a observação que foi para o ar, e todas pudemos ouvir, quando terminou a reflexão que o senhor Pe Martins ofereceu à nossa “sede” de encontrar aquilo de que a nossa alma mais carece como “manjar suculento”, para o seu progresso e sobrevivência espiritual.
Receoso de si próprio, cortou logo a palavra à autora, pois conhece a máxima do Senhor D. João: “Um elogio é pior que um tiro!” e, embora conte já com um grau superior de maturidade, nunca fiar!...
Mas foi, de facto, um grito espontâneo que poderia ter sido uma exclamação feita em uníssono, já que interpretou bem os sentimentos de todo o grupo. Na realidade, tinha falado muito bem, mas com a ajuda do Espírito, como ele próprio sublinhou, várias vezes!
O tema de reflexão foi, mais uma vez, a PALAVRA DE DEUS, segundo a Mensagem do Santo Padre, ao Povo de Deus, no encerramento do Sínodo dos Bispos, 2008.
Segundo este documento, a PALAVRA DE DEUS é um “Canto a várias vozes”, uma verdadeira polifonia.
1ª Voz: Neste canto, a 1ª voz é a 2ª Pessoa da SS Trindade. Jesus, a PALAVRA, fundamento da comunicação no seio da Trindade, sua pátria.
2ª Voz: A PALAVRA DE DEUS, na obra da criação. O livro maravilhoso que é o próprio mundo, que se torna a voz de Deus, que nós só não ouvimos ou não compreendemos, se não prestarmos atenção. “Não são palavras, nem linguagem, cujo sentido se não perceba…”. O mundo não só revela a grandeza de Deus, como a grandeza que Deus conferiu ao homem. Fez dele quase um ser divino, como afirma o autor do Sl 8. O homem é quase um ser divino, mas não é Deus, tem de reconhecer que depende de Deus. Nesta reflexão, o homem acaba por concluir que a Palavra de Deus também se faz ouvir dentro de si próprio.
3ª Voz: Jesus Cristo, a Palavra feita carne. A vida de Jesus é palavra. Em Jesus a palavra assume um rosto. Palavra sem rosto não é perfeita. Temos o exemplo de Job, quando diz, arrependido de ter duvidado de Deus, porque não O viu: “Os meus ouvidos tinham ouvido falar de Ti, mas, agora, vêem-Te os meus próprios olhos…”. Jesus diz a Filipe: “Quem Me vê, vê o Pai; Jesus, o rosto do Pai. “Maria escolheu a melhor parte”, porque escolheu Jesus, “a única coisa necessária”, e não a sua palavra.
4ª Voz: A PALAVRA DE DEUS, no anúncio dos Profetas e dos Apóstolos, na transmissão oral, antes de ser escrita na Bíblia.
5ª Voz: A Sagrada Escritura, que é palavra de Deus enquanto explica Jesus Cristo. Toda a Escritura, Antigo e Novo Testamento, fala de Jesus, ou melhor, Jesus fala em todas as Escrituras. Na leitura da Bíblia, o que devemos procurar é Jesus Cristo e não a verdade, ou qualquer outro conceito.
6ª Voz: PALAVRA DE DEUS, na Igreja. A revelação acabou, com o Novo Testamento, mas o percurso da palavra não. Continua o seu percurso na vida da Igreja, na palavra transmitida: as homilias, a catequese e a caridade são PALAVRA DE DEUS. O grande momento de Pastoral, para o Padre é a homilia e não as inúmeras reuniões que ele se propõe organizar e a elas presidir. Temos consciência desta realidade, quando recebemos ou damos catequese. Enquanto membros da Igreja, e na medida em que nos deixamos conduzir pelo Espírito, somos mediadores, instrumentos da PALAVRA DE DEUS.

LEITURA DA BÍBLIA

Tanto nas proposições (dos Bispos para o Papa, para discussão durante o Sínodo), como na mensagem (do Papa para o Povo de Deus, com conclusões), se fala na leitura orante da Sagrada Escritura.
O Sínodo propõe a todos o encontro com Cristo, palavra feita carne. Para bem ler a Bíblia, o cristão pode e deve contar com a ajuda do Espírito, mas nós temos poder para aceitar ou rejeitar essa ajuda, isto é, temos o poder de nos opormos à acção de Deus. Deus criou-nos com liberdade.
A leitura da Bíblia deve incidir sobre um texto. Pressupõe ESCUTA, para se entrar dentro do texto como se dele fôssemos personagens. Depois, é preciso SILÊNCIO. Um outro elemento imprescindível é o TEMPO. Não se faz uma leitura a correr, num bocadinho que não dá para fazer mais nada. O Espírito e Deus não andam ao ritmo da nossa pressa.

PS: Os momentos requeridos para a leitura, já se encontram no resumo da Recolecção do mês passado, explicados pelo Senhor Pe Eugénio.
Aqui, apenas se enumeram: leitura, meditação, oração e contemplação.

A pergunta: O que é que Deus nos pede? Deve levar-nos à conversão, à mudança de vida. Cristo morreu e ressuscitou para nos salvar. O facto de ter morrido para nos salvar não nos deve conduzir à passividade, à ideia de que já temos tudo feito. O nosso esforço é muito importante. Jesus, para morrer por nós, não foi colocado no Calvário com tudo preparado. Ele teve de percorrer o caminho!
A fé deve levar-nos à ideia da vida eterna. Nós queremos viver sempre e ser felizes e isto só se concretiza se nos salvarmos. Os que não se salvam também vivem sempre, mas não são felizes, bem ao contrário.
Ninguém nos pode colocar na meta, sem nos permitir fazer o percurso. Isso seria um resultado falso!
Tenhamos fé na vida eterna. Não digamos que tudo acaba aqui.
Sem fé na vida eterna, quem se disporá a amar os inimigos, a fazer bem a quem lhe faz mal?

domingo, 9 de novembro de 2008

HOJE,CELEBRÁMOS A VIDA, COM A PARTIDA PARA O PAI, DA IR. FELISBELA!

Mais uma reunião, com a qual não estávamos a contar. A Ir Felisbela, da Comunidade do Centro de Assistência, na Guarda, quis ausentar-se da nossa companhia, para ir aumentar o número dos que já a esperavam no Céu.
Como eu tinha noticiado, recebemos a primeira visita da nova Coordenadora, ontem, na parte da tarde.
Fizeram-se os cumprimentos, perguntou-se pelas doentes e foi-nos dito que a Ir Felisbela teria anunciado a sua morte para ontem, precisamente. Reagimos com um sorriso, como é habitual perante informações deste teor. O facto, porém, é que morreu mesmo no dia que tinha previsto, deixando-nos perplexas.
Quem a terá informado do que ia acontecer?
Como interpretou o senhor Pe Moiteiro e anunciou no fim da Eucaristia de corpo presente, parece que a Ir Felisbela "ordena" em questões que só a Deus se costumam atribuir, pois só Deus pode dar a vida e retomá-la. Então, pode ser que tenha poder para nos ajudar a dar à Liga a orientação mais oportuna, para o momento que atravessamos.
Como é que ela sabia que ia morrer?
É mais um mistério, sobre o qual iremos reflectir durante uns tempos!
Se, realmente, tem poder, Ir Felisbela, faça-nos cá chegar algo de concreto, sobre o que é preciso fazer para não deixarmos morrer o que o Senhor D. João e todos os que nos precederam, na Liga dos Servos de Jesus, nos legaram e tanto amaram.
E, já agora, deixe-me que lhe diga e transmita a todos: Se já são mais no Céu do que os que ainda mourejamos por cá, não se podem dispensar de trabalhar pela Liga: incentivem os jovens, digam-lhes da vossa experiência, aqui, e aí; façam-lhes ver que vale a pena entregarem-se total e abnegadamente ao alargamento do Reino de Deus, a ajudar material e espiritualmente os que precisam, pois tudo o resto, neste mundo, é efémero e passageiro, não justifica o cansaço e a tristeza que, por vezes, provoca, com capa de alegria.
Vê como a sua vida de atenção aos pobres já lhe deu alguma recompensa, que todos pudemos observar?! Quantos quiseram mostrar a sua gratidão, ao acompanharem-na à sua última morada neste vale de lágrimas! E todos rezaram por si e continuam a fazê-lo, temos a certeza.
Nós também, mas é o nosso dever, como membros da Liga, da qual faz parte já há longos anos!
E fez de propósito para não desorganizar a vida a ninguém? Como manifestou, mais uma vez, a sua preocupação de não querer incomodar! Só nos tirou um bocadinho ao descanso dominical, o que nós lhe demos de boa vontade.
Vamos continuar em união consigo, sempre! E não se esqueça do que lhe recomendei!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

MAIS UM ANIVERSÁRIO DA AUSÊNCIA DA IR. MARIA RITA, DA NOSSA COMPANHIA FÍSICA!

Foi grande o pesar que nos causou aquela partida inesperada! Não foi o mesmo para a Irmã Maria Rita, que se mostrava sempre preparada e disposta a fazer a misteriosa viagem. Pensámos que tudo tinha acabado aqui, tal era a falta que fazia a todos e a tudo o que se refere ao funcionamento desta casa. Temos, porém, a certeza que ela continua por cá, espiritualmente, pois como teria sido a evolução da actividade sem a sua supervisão, agora com um olhar tão diferente do que tinha quando estava entre nós, porque mais divino, uma vez que é contagiado pelo do próprio Deus.
Grande tem sido a protecção que nos tem dispensado, com as devidas autorizações, disso temos a certeza. Desconhecemos quem está à frente do exército, se Deus Pai, Deus Filho, a Virgem Maria, São Miguel, outros Anjos, ou os Santos. Mas que todos têm estado atentos, isso têm, já que ainda não nos deixaram fazer nada de verdadeiramente errado e a nossa capacidade de actuação não é assim tão infalível. É verdade que um dos batalhões é nosso, da Liga dos Servos de Jesus. E é já bem numeroso! Com o Senhor D. João à frente, são os nossos grandes intercessores.
Com o amor que a Irmã Maria Rita nutria pela Liga, não nos surpreende que ela se esforce por a todos dinamizar, em ordem a colaborarem connosco e nos guiarem, para levarmos este barco a bom porto. É a educação das crianças, cidadãos de amanhã, que está em causa. E quantos referem, com saudades, os ensinamentos que dela receberam e a facilidade que tinha em transmitir o seu saber!
Continuem a ajudar-nos, Santos da Liga dos Servos de Jesus!
Nós agradecemos e comprometemo-nos a dedicar-nos de alma e coração, para correspondermos a tamanha generosidade!
Dedicamos:

À Ir Maria Rita

Passaram dezoito anos,
Um longo lapso de vida,
Em que, pessoa tão querida,
Que, com carinho, lembramos,
Nos deixou, sem despedida.

Foi, para ela, surpresa?
Facto que desconhecemos.
Não tinha afectos terrenos:
Estava ao Pai tão presa,
Que ansiava os bens eternos.

Muito falava da morte,
Que afirmava não temer;
Foi modelo de mulher!
E tinha vontade forte,
Que Deus sabia mover.

Exemplos que nos legou?
Difícil enumerá-los;
Não admitia intervalos,
Inteiramente doou
Horas felizes, abalos…

Não teve vida sem falhas,
Pois que, divina, não era;
Qual eterna Primavera,
Despia, do “velho”, as malhas,
Sem um instante de espera.

Deus lhe tinha concedido
Uma profunda humildade,
Que fez crescer, com a idade,
E tinha, sempre, consigo
Na precisa quantidade.

Não olhava à estatura,
Ou condição social:
Sempre que agia mal,
Para a alma manter pura,
Em todos via um igual.

Pedia, logo, perdão,
Com facilidade extrema!
E não escondia a pena,
De, a Deus, ter dito não,
De ainda ser tão terrena…

Ó Irmã Maria Rita,
Em que grau já estará?
Se, andar mais tempo por cá,
Considerava desdita,
Que gozo Deus lhe dará!
15/11/2008