quinta-feira, 10 de abril de 2008

REMENISCÊNCIAS DA VISITA DA CRUZ DE S. DAMIÃO...



PAZ E BEM!

Este é o lema,
Que um franciscano tem:
Paz e Bem!

Se queres vida serena,
Opta por ele também:
Paz e Bem!

Esta é a paz,
Que do coração nos vem:
Paz e Bem!

Queremos já vivê-la,
Com Maria, nossa Mãe:
Paz e Bem!

É bom, como Francisco,
Ser de Deus um refém:
Paz e Bem!

Seguiu a voz de Deus,
Melhor do que ninguém:
Paz e Bem!

A paz, nossa e dos outros,
É o que nos convém:
Paz e Bem!

Fazê-la por aqui,
E, ainda, mais além:
Paz e Bem!

Lutar por ela vamos
E nada nos detém:
Paz e Bem!

Se queres fazer melhor,
Pensa o quê e a quem:
Paz e Bem!

E amarás o Senhor,
Pelos séculos, Ámen:
Paz e Bem!


terça-feira, 1 de abril de 2008

À SENHORA DA ALEGRIA...

Mãe do Ressuscitado!

Estás feliz, ó Maria e mãe
Do Ressuscitado,
Que aparece aos que a Ele acorrem,
Mostrando a chaga do lado,
E repreende Tomé, por não ter acreditado?

O teu Filho não é mais o sofredor,
Da morte a que se entregou;
É agora glorioso vencedor,
Porque a vida do homem salvou,
Do pecado, que redimiu por amor!

Mãe das Dores,
Virgem da alegria,
Mãe do Senhor dos Senhores,
Entre as mães, das melhores,
Ó Virgem Maria!

Refúgio dos pecadores,
Senhora da agonia,
Fiel, junto à Cruz,
Como nenhuma outra Maria,
Mãe de Jesus!

Mãe dos pobres e dos tristes,
Que a toda a provação resistes;
Mãe dos desamparados,
Que a Ti afluem
Dos mais diversos lados.

Mãe sem mancha original,
Por Deus ilibada de todo o mal;
Mãe do filho de Deus,
Que apenas desejas apontar
O melhor caminho aos filhos teus!

Mãe de todos os missionários,
Mãe das Missões,
Que inspiras rumos vários
Aos que Te pedem sugestões;
Mãe do Senhor dos sacrários!


Mãe nossa, mãe minha,
De todo o universo a Rainha;
Mãe dos fracos, da humana natureza,
Que a mais bela rosa excedes em beleza;
Mãe de todos, os mais velhos e os mais novos!

Mãe, a todos encaminha,
Mãe dos Servos de Jesus!
É o amor ao teu filho que nos seduz,
A trabalhar com ardor na sua vinha,
Senhora minha!

segunda-feira, 31 de março de 2008

O SR D. BENEDITO ESTEVE ENTRE NÓS...

Eis como se denomina este Bispo angolano que, tão numerosas vezes, vai em nome do Senhor, onde quer que a sua presença lhe pareça útil e necessária, sem qualquer hesitação!...
E, como o prometido é devido, cá estou para dar as notícias, desta visita episcopal, já anunciada, à nossa casa.
Foi uma visita simpática. Conhecíamos sua Ex.cia Rev.ma somente por fotografias, tínhamos sido informadas da sua capacidade de bem acolher e bem conviver e eram pistas suficientemente apelativas, para despertarem em todas nós o desejo de um mais personalizado conhecimento, que se concretizou mais cedo do que contávamos. Mas foi bom.
Muito espera do nosso trabalho apostólico na sua diocese que, segundo ele, tem capacidade para acolher todas as comunidades, religiosas ou leigas, que queiram dedicar-se ao serviço do Reino, ainda que sejam numerosas. Nela existem já inúmeros crentes que precisam de alimentar a sua fé e outros com necessidade de quem lhes aponte o verdadeiro caminho.
O Senhor D. Benedito é acessível.
A sua presença não intimida.
Foi para nós motivo de alegria pascal!

Nós vimo-lo assim:

Recebemos em casa o Sr D. Benedito,
Que considerámos bastante expedito;

Muito apreciámos a sua presença,
Encheu-nos a alma de alegria imensa;

Arde-lhe no peito o amor à Missão
E a ninguém consegue responder um não.

Ele tem a seu cargo um milhão de almas,
Por isso, é difícil gozar de horas calmas.

Muito gostaria de ser ajudado,
Conta que mais gente labore a seu lado.

Explicou que aqueles que já não podem ir
Têm, mesmo assim, uma missão a cumprir:

Estar na retaguarda é muito importante!
Já que é pela oração que tudo vai por diante.

É bom, Senhor Bispo, manter esse zêlo!
Quase nos contagia, pois dá gosto vê-lo.

Que a Liga espalhe aí boa semente,
Terá quem a siga, não faltará gente.

De ser dos omissos tenho muita pena...
Estou na retaguarda, mas força pequena.

A multiplicação, queira Deus usar,
Sempre que a Missão de mim precisar.

E que vigilante a manter me ajude,
Sem estar distante, nesta vida rude...

domingo, 30 de março de 2008

NOTÍCIAS

Terminou no dia 29, após o almoço, o primeiro retiro da Liga, programado para este ano. Foi a comunidade do Outeiro de São Miguel o local de acolhimento do grupo, que ainda foi bastante numeroso. Como agora estamos todas com tendências missionárias, uma inovação introduzida nos nossos hábitos, recentemente, foi precisamente um padre missionário o convidado para orientar.
Antes de prosseguir, cabe-me explicar que o termo inovação pode não ser preciso, já que há quem aperceba nos escritos do Sr D. João uma forte vontade de ver as Servas nas missões, o que nunca lhe foi dado concretizar.
Continuando a falar do retiro, não foi difícil observar o entusiasmo de quem teve a graça de o fazer. O Sr Pe Manuel Jerónimo, dos Missionários da Boa Nova conseguiu transmitir, com alguma sabedoria e simplicidade, a mensagem que cada retirada precisava de ouvir e assimilar, para proceder a algumas reformulações na sua vida de união com Deus, na correcção dos seus defeitos e na prossecução do seu aperfeiçoamento espiritual e humano.
Ouvia-se, quase em segredo, comentar: Como é que, sendo este sacerdote oriundo das nossas terras, só agora lhe descobriram o talento?
É verdade que o Espírito sopra onde quer, como quer e quando quer, por isso, a resposta é evidente. Também convém acrescentar que o Sr Padre Jerónimo tem passado longos períodos da sua vida fora de Portugal, o que limita, de certo modo, a sua disponibilidade para este género de actividades.
Lá estavam as nossas futuras missionárias a pensar que os meses de espera pela partida são tão longos, que parecem infindáveis. Compreende-se. Receiam que o entusiasmo se vá desvanecendo...
Mas não, não tenham medo. Há-de crescer cada vez mais. Até o sacrifício da espera vai contribuir para que a vontade de ir trabalhar nessas terras seja cada vez maior. Rezem, rezem muito. Nós também as acompanhamos. Sem Deus não fazemos nada. Não tenhamos ilusões! Ele é que se serve de nós como instrumentos seus. Sigamos as suas orientações, na pessoa de quem Ele coloca no nosso caminho.
No final do retiro, houve uma reunião do Conselho Geral com as Coordenadoras locais, para se fazer o ponto da situação, em relação ao Plano de Actividades da Liga e referir algumas datas importantes a não esquecer.
Foi também dito que íamos receber a visita do Sr Bispo que tão bem acolheu, em Angola, a Srª Coordenadora Geral e o Sr Assistente da Liga e foi-nos pedido que o tratássemos o melhor possível, já que é um representante de Deus.
Informarei, mais tarde, os frequentadores deste blogue, sobre essa anunciada visita. Neste momento, o Sr Bispo já está na Guarda.

segunda-feira, 10 de março de 2008

MEDITAÇÃO

Jesus em casa de Simão


E tendo Jesus entrado
Na cidade de Simão,
Por ele foi convidado,
Para tomar a seu lado,
Uma qualquer refeição.

Eis que logo se aproxima,
Fruto de busca incessante,
Uma mulher, que se inclina,
De estatura assaz franzina,
E coração de diamante.

Tinha fé na divindade
Do Homem que queria ver;
Por falta de à-vontade,
Não tomou a liberdade
De à frente d’Ele aparecer.

Mas atrás, em posição
De quem da culpa ouve o grito,
Abre grande o coração!...
E o suspirado perdão
Mendiga, com ar contrito.

Olhos nos olhos, não via,
Que o jugo pesado era!
E o julgamento temia,
Mas chegara, enfim, o dia
Em que encontra quem espera.

E ajoelhou aos seus pés,
De cabeça mergulhada;
Buscara de lés a lés,
Quem da vida o revés
Perdoará, sem mais nada.

Treme, a pobre mulher,
Com receio do castigo,
De a tal se atrever
E pensa para consigo:
Que me irá acontecer?

Porém, intriga Simão,
Que para experimentar
Se é pura a sua intenção,
Ou se é um amor vão,
Fala, com imponente ar.

E a Jesus, de ignorante,
Se apressa a classificar:
“Não sabe quem tem diante,
Nem da sua vida errante;
Também se deixa enganar?”

“Simão, tu é que falhaste,
Omitindo os rituais.
Como queres que ela se afaste,
Sem perfumar, quanto baste,
Aquele a Quem ama mais?”

Jesus pensa tão diferente!
Ele quer perdoar, apenas,
E mostrar àquela gente,
Que julgar injustamente,
É de reacções terrenas.

Perdoa, enfim, à mulher
Sua culpa, seu pecado;
Ensina-lhe o bom viver,
O tempo que ela quiser,
Dos que lutam a seu lado.

O medo foi valentia,
Que a acompanhou ao Calvário;
Sua vida, dia a dia,
Junto da Virgem Maria,
Foi de dores, um rosário.

Como as mulheres do seu tempo,
Nunca o seu Jesus traiu;
Da sua morte o evento
Seguiu, em grande tormento,
Mas ressuscitado o viu.


domingo, 2 de março de 2008

Dia 1 de Março de 2008

Cumpriu-se o calendário, conforme previsto. De facto, não há tempo a perder, Julho aproxima-se a passos de gigante. É assim que acontece com este elemento, pelo menos ultimamente… É vê-lo passar, sem nos dar oportunidade para verificarmos se foi bem aproveitado. Precisávamos de estar mais atentas… Mas o tempo!...
Valha-nos a sorte que estamos a augurar para a Coordenadora Geral, cujo mandato vai ser reduzido em alguns meses.
Será um prémio?
E muito justo, já que, na minha óptica e não só, ela esforçou-se por dar o seu melhor. Quantas barreiras teve de ultrapassar e outras tantas de que nem conseguiu aproximar-se!
Este terreno é mesmo acidentado! Nada tem a ver com a Geografia com que estava tão familiarizada. Contudo, esse factor pode tê-la ajudado.
Não fora, entretanto, o Cartógrafo que escolheu e as linhas orientadoras teriam falhado.

Isto tudo para dizer que, como estava programado, tivemos connosco o Assistente da Liga e um membro do Conselho Geral, a Ir Adelaide, para nos ajudarem a reflectir sobre o documento elaborado pelo próprio Assistente com todo o Conselho, a partir das entrevistas efectuadas com as Irmãs das várias comunidades. A finalidade deste encontro era, em conjunto, discutir alguns assuntos, para que se fizesse luz, verificar se havia algo a corrigir ou a acrescentar, para, mais tarde, voltarem a reunir, burilarem o que for necessário e criarem um documento final que será a base de trabalho para a Assembleia.
Mais uma vez, o tempo urge!

A nossa comunidade foi bastante participativa, só não compareceram as doentes, que devem ter ficado a rezar para que o trabalho fosse realizado com alguma consciência e responsabilidade. O assunto é sério. Temos solicitado vocações ao Senhor da Messe, mas sabemos que é necessário preparar-lhes o campo de acção e prepararmo-nos para que surjam (quem dera!), ainda que com diferentes modos de ver as coisas, isto é, com uma visão tal, que seja possível adaptarem o carisma do nosso Fundador às necessidades actuais da Igreja, sem lhe serem infiéis e tendo sempre em vista, em tudo, a maior glória de Deus.
Não houve tempo para finalizar o trabalho antes do almoço, ao qual demos um ar de alegre convívio, até porque faria anos o Senhor D. João e a Senhora D. Alfreda, se ainda estivessem entre nós.
Após a refeição, e porque outros trabalhos esperavam os visitantes, retomámos as questões que faltavam, rezámos a oração a pedir a beatificação do Servo de Deus, agradecemos a visita e a colaboração e partimos para as nossas actividades.
Era sábado!…

Outros membros do Conselho orientaram, em simultâneo, outros encontros, de idêntico teor, em várias comunidades. Não há descanso possível, nem aos fins de semana!

Deus abençoe todas estas azáfamas, cuja finalidade é nobre, e recompense os esforços de quem a esta causa se dedica de alma e coração.


terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

O ENVIO (17/02/2008)

Deixaram que o peso da responsabilidade toldasse a felicidade que lhes vai na alma. Mas, enfim, não é difícil adivinhá-la!... A missão é nobre!
Após alguns dias de expectativa, foram, finalmente, “enviadas”, de forma simbólica, mas a concretizar daqui a algum tempo, as nossas missionárias. A cerimónia decorreu na catedral, dentro de uma celebração solene, a mais apropriada para o evento: a Eucaristia. Não ocorreu na presença do Bispo diocesano, como era suposto, visto que, por motivo de força maior, o Prelado teve de se ausentar, deixando como seu representante o Vigário-Geral da diocese, Rev. Cónego Pereira de Matos. Outros sacerdotes o acompanharam, tais como o Assistente Geral da Liga dos Servos de Jesus, Rev. Pe Moiteiro, o Rev. Cónego Eugénio Sério, colaborador fiel e assíduo nas actividades da Liga, e uma presença muito próxima desde longos anos, e o Rev. Pe Ângelo Miguel Martins, Director do Secretariado das Missões/Obras Missionárias Pontifícias.
É natural que, do comum dos fiéis, constasse mais alguma presença, anónima, mas não menos dedicada, por entre a comunidade cristã da Guarda, à qual se juntou, também, um número considerável de membros da Liga, bem como alguns simpatizantes.
O cenário tinha sido preparado a rigor. Como diria o Senhor D. João, a harmonia era completa: uma nota de obediência, um tom de hierarquia a que se juntava a figura de um colaborador, tudo bem assente numa pauta missionária. E o cântico surgiu: Maria da Conceição Alpendre, Maria Alcide Ferraz e Maria Assunção Patrocínio, em uníssono, disseram SIM, ao compromisso público de partir para a Nova Evangelização.
Na primeira parte da homilia, o Assistente e Pároco da Sé, Rev. Pe Moiteiro, comentou o chamamento de Abraão: “Deixa a tua terra e parte para o país que Eu te indicar…” E Abrão partiu!...Que melhor exemplo a seguir do que o apresentado pela liturgia deste domingo?
Na parte final, teceu algumas reflexões sobre a fundação da Liga e sobre o carisma do Fundador.
Uma cruz foi o símbolo escolhido para entregar às três voluntárias, durante a cerimónia. Cruz com crucificado, porque vai ser Ele o Mestre a orientar todas as actividades a exercer. Vão colocá-la, certamente, ao lado da que já era pertença de cada uma e que querem aproximar mais e mais da que, ora, lhes foi entregue. Quanto da sua abnegação, da sua renúncia a tanta coisa, da sua decisão e entrega livre e responsável já se encontra ali gravado! Deus lhes dê coragem até a terem perfeita e a ajuda de que precisam para concretizarem esse ideal.
A celebração Eucarística, acima descrita, seguiu-se a uma tarde formativa/informativa, sobre a última Carta Encíclica do Papa Bento XVI, Spe Salvi, na qual tomaram parte membros da Liga, de várias comunidades. Foi, também, apresentado um PowerPoint, elaborado com fotografias tiradas em Angola, pela Senhora Coordenadora Geral, ilustradas por frases alusivas e com comentários, muito oportunos, acrescentados pela autora das fotografias e pelo Assistente da Liga, que vivenciaram, no terreno, as experiências documentadas.