sexta-feira, 30 de outubro de 2009
REFLECTIR, COM OS SANTOS DA LIGA!
O vosso exemplo a todos nós seduz;
Cair no marasmo é tão fácil, porém,
Que bem afastados estamos do Além.
Queremos, juntinhos, lutar, com denodo
E levar a Cristo este mundo todo;
Foi do Fundador a principal meta,
Mas voou para o céu, sem a ter completa.
E, como herança, nos deixou, depois,
Trabalho intenso para os nossos sóis;
Mas somos tão fracos, seja como for,
Que não conseguimos nada de melhor.
Sua vida santa nem tudo mudou,
Nós tão imperfeitas, com o que ficou;
Bem poucos seguiram o seu nobre exemplo,
E por culpa nossa, falta de talento.
A Obra é de Deus, para continuar?
Por vezes, parece que vai soçobrar!
Com entusiasmo, prosseguem alguns,
Mas, valha a verdade, são pouco comuns.
Contudo, a batalha há-de ser vencida,
Pois que, sem sentido, seria tal vida;
Se é para o Reino que nós trabalhamos,
Dobremos esforços, acima de humanos!
Pois, os nossos Santos com desejo estão,
De mover o arado, até que dê pão;
E, se em nós surgir a vontade forte,
Vamos conseguir rumar, rumo ao norte!
São mais numerosos os que estão no céu,
Do árduo trabalho, paga Deus lhes deu;
Agora, com tempo, eles velam por nós,
Ouvem claramente nossa débil voz.
Levai, por favor, nossas orações
A Deus, a pedir santas vocações;
Não terão valor, mas com vosso tom,
Talvez nos mereçam tão sublime dom!
domingo, 25 de outubro de 2009
REUNIÃO DOS CONSELHOS COORDENADORES, COM A EQUIPA VOCACIONAL E AS DELEGADAS!
Conforme consta na calendarização das actividades da Liga, para o ano pastoral 2009/2010, realizou-se, hoje, o primeiro encontro da “equipa vocacional”, com as delegadas (uma por comunidade) e os Conselhos Coordenadores dos Servos Externos e das Servas Internas, no Outeiro de S. Miguel.
Ambiente imbuído do odor de santidade de D. João de Oliveira Matos, que muito bem reflecte a maneira como as Irmãs que ali vivem acolhem quem por lá passa, é o local ideal para estes encontros.
Presente estava a nossa missionária, ainda em férias, mas sempre a mourejar, adiantando-se no desempenho de qualquer tarefa, acrescida à comunidade, devido aos visitantes, e “orgulhosa” por nos poder apresentar o seu futuro pároco, em Angola, o Padre Ferreira, que antecipadamente as adoptou como paroquianas, tirando-lhes do caminho o maior número de pedras possível, para que tudo lhes possa “correr sobre rodas”, na vida do dia a dia, e, sobretudo, nos trabalhos apostólicos. Bem haja, Senhor Padre Ferreira! Afinal, tudo é missão!
A actividade iniciou-se com uma invocação ao Espírito Santo e uma curtíssima reflexão sobre os escritos do Senhor D. João. A introdução ao tema: "AS VOCAÇÕES", foi feita pelo ilustre visitante, já referido, que nos deixou bastante animadas quanto às probabilidades que as nossas Irmãs, em Angola, têm de ajudar jovens a prestar atenção ao chamamento de Deus. Eles são, realmente, numerosos e mostram-se sedentos e cheios de boa vontade. Escasseiam os meios para se lhes proporcionar formação humana que sirva de alicerce para posterior formação espiritual e religiosa.
Admirável é o exemplo que o pároco lhes transmite. Para estar mais próximo do povo, que dele carece de verdade, dispõe da Sacristia da Igreja, como alojamento. E não se mostra preocupado com esta questão, antes faz esforço para melhorar as condições do espaço físico da igreja e do seu equipamento. Observa a azáfama dos que se deslocam, a pé ou de bicicleta, de grandes distâncias para participarem na Eucaristia, frequentarem alguma escola, ou comercializarem produtos e assim lutarem pela sobrevivência. A paróquia tem dimensões semelhantes às de algumas dioceses de Portugal.
Entre as ajudas que já proporcionou às Irmãs, é de referir a aquisição de um terreno, de dimensões bem maiores do que um outro que tinham em vista, para a construção de instalações próprias, pois estão a viver numa casa cedida pelas religiosas do Amor de Deus. Pensando que se tratava de uma grande área, ao ver o espaço do Outeiro de São Miguel, ficou surpreendido! Quantas vezes caberia o de Angola no Outeiro de São Miguel?
Mas não podemos ser ambiciosos nas coisas materiais! "Devagar, se vai ao longe!"
E nós cá, o que vamos fazer?
O Senhor D. João quer que os Servos sejam:
- Almas eucarísticas;
- Discípulos de Jesus, na vida de cada dia;
- Amem a Igreja (tornar cada aldeia um convento).
Vamos tentar despertar nos jovens um grande entusiasmo para conhecerem e seguirem Jesus Cristo. Não podemos ter medo de os desafiar. Temos de ir ao seu encontro e não esperar que eles venham ter connosco. Este passo poderia nunca acontecer e a responsabilidade seria nossa. Sabemos que quem chama é Deus. Não tenhamos dúvidas. Mas nós temos de preparar as pessoas para ouvirem o chamamento.
Porém, após uma primeira reunião de sensibilização, não podemos abandonar o produto do nosso trabalho inicial. Compete a cada comunidade proporcionar novos encontros, inventar estratégias diversificadas para incitar à perseverança, à descoberta de novos caminhos. Deve haver alguém que dê continuidade ao projecto iniciado.
Estão também agendadas reuniões com os Servos Externos e simpatizantes, no sentido de com eles se fazer uma preparação mais intensa, em ordem a orientá-los para, no dia 6 de Fevereiro, os que assim o decidirem poderem fazer o primeiro compromisso. Já vários manifestaram esse desejo.
Terão no dia 23 de Janeiro um dia de retiro. No silêncio fala Deus!
No final, houve algumas informações, provenientes do Secretariado da Pastoral Vocacional, dos Jovens da Mensagem de Fátima, sobre acções que estão a ser desenvolvidas em ordem a uma melhor vivência do ano sacerdotal. Entre elas, destaca-se uma Adoração mensal, ao Santíssimo Sacramento, dinamizada pelas diferentes comunidades religiosas, leigos consagrados ou movimentos existentes na diocese.
Que o Senhor da Messe nos ouça e faça o que melhor for para a humanidade, que tão desorientada se apresenta!
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
COORDENADORAS: (Novas e cessantes)
Governo da Comunidade Local
Uma Coordenadora deve ser uma mãe, promover a vida fraterna na Comunidade e cuidar de um modo especial da vida espiritual de todos os seus membros. Tem de amar as suas irmãs cordialmente, isto é, com o coração. Velar para que haja ambiente e horário para a oração. Não é só fazer obras, ou outras coisas. E a sua vida espiritual?
Deve ser uma vida comunitária a sério. Quando há reuniões devem ser bem preparadas. Pode delegar em alguém, mas tudo tem de passar pelo coração da Coordenadora.
Tem de zelar pela fidelidade ao Carisma da Liga e à observância das Constituições, estar atenta à pobreza, aos anos que deve ser Coordenadora. Se a própria não cumpre, vai ser difícil levar as outras a cumprir...
Se existem na Comunidade elementos difíceis, se ficaram na Liga e não deviam, não se podem mandar embora, agora, que já estão indefesos.
A Coordenadora deve animar a Comunidade, deve ter espírito criativo, inovador.
Tendes o exemplo do vosso Fundador. A maneira como ele viveu é uma riqueza!
As Constituições são para rezar e meditar. Há nelas muita teologia do Carisma e da Igreja.
A vivência da castidade deve levar as Coordenadoras a serem mães, não só dos membros da mesma, mas do mundo inteiro! Confere-lhes, portanto, o dom de uma maternidade universal!
FORMAÇÃO (cont.)
As Constituições não deviam ser um aguilhão para nos ajudarem a cumprir fosse o que fosse, mas antes uma norma que nos alertasse para algum exagero, lembrando-nos, por exemplo, que “mais casto do que isto não é necessário”; Deviam ser o corrimão em que nos apoiamos, o auxiliar poderoso para nos levarem a pôr em prática as normas ali prescritas.
O importante no cumprimento de normas é a paixão por Jesus Cristo, que deve imperar no nosso coração, e o desejo de O imitar.
A prática de qualquer virtude tem de brotar do coração e dali estender-se a todo o ser.
Para se ser casto, não basta observar o 6º e o 9º mandamentos. Podemos viver estes e ter o coração adulterado.
O que significa ter o coração adulterado? Estar apegado a uma amizade doentia, a nós próprios, ao carro, ao dinheiro, ao nosso espaço, às nossas coisas, ou até à casa onde trabalhamos. Quanto mais eu viver a pobreza e a castidade, mais livre sou.
Não temos votos, mas o compromisso de viver os Conselhos Evangélicos é caminho de libertação. Os tipos de adultério referidos ferem mais a Deus do que uma falha na castidade.
O capítulo da pobreza é sempre o mais difícil de cumprir. Cada um tem a sua maneira de o interpretar.
Queremos ser Cristo visível. As pessoas (famílias, alunos, professores, funcionários), quando olham para nós, vêem Jesus Cristo?
Obediência
Jesus não só obedeceu ao Pai, mas aos homens: obedeceu à Sagrada Família, aos Romanos, à Lei. E fê-lo, porque via nisso a vontade do Pai, via-O presente em tudo.
No Horto das Oliveiras, Jesus disse: “Pai, faça-se a tua vontade, não a minha”. Isto prova que a vontade de Jesus, se fosse independente da do Pai, não era a de sofrer e morrer. Dispõe-Se, por isso, a fazer a do Pai e a esquecer a sua. Jesus é obediente até à morte. Obedecer exige, para nós, a morte do nosso eu.
Jesus obedece, porque ama o Pai e não quer outra coisa senão fazer a sua vontade.
Obedecer à Coordenadora é obedecer ao Pai. O Espírito Santo assiste quem manda, mas também quem obedece, actua nos súbditos. Se os Coordenadores não ouvem o que diz o Espírito através dos súbditos, podem pecar contra o Espírito Santo. Daí, a importância do diálogo. Saibam, contudo, que a última palavra é a da autoridade!
Para a prática da obediência e das demais virtudes, é imprescindível ter vida de oração. As Servas são “mulheres” de oração pelo carisma que lhes legou o Fundador. O trabalho também é oração, mas não substitui os momentos específicos que à oração devem ser dedicados. Lembremo-nos da meia-hora diária de adoração, diante do sacrário, e mantenhamo-nos fiéis a essa prática.
Maria é modelo de oração. Paulo VI apelidava-A de virgem dada à oração.
Hoje, a alma do mundo está doente! Cada vez mais, a nossa vida de oração tem razão de existir. Temos de contrabalançar com as desordens do mundo actual.
Configuração com Cristo
Temos de fazer esforço por nos configurarmos, cada vez mais, com Cristo. Esta configuração passa, sobretudo, pela caridade. Se Deus é AMOR, Jesus é o amor feito carne. Quanto mais nos amarmos, mais nos configuramos com Jesus. “Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor”, diz S. João.
O texto das Constituições exorta-nos a viver o amor como S. Paulo o define: paciente, serviçal, benigno, não se irrita, não julga mal… O amor de Jesus é uma paixão pelo Pai e pelo mundo. Jesus ama os Zaqueus, as Madalenas, os ladrões… Isto escandaliza os fariseus.
Nós não conseguimos tanta proximidade a este amor de Jesus, porque “trazemos o tesouro em vasos de barro”, mas devemos tentar, por todos os meios ao nosso alcance, aproximar-nos dele o mais possível.
As Constituições insistem em algo muito importante: ir descobrindo em cada pessoa a imagem de Jesus Cristo. “Diante de quem sofre, devíamos estar de joelhos, como diante da custódia”, dizia a Madre Teresa de Calcutá, porque é Jesus que sofre.
O trabalho que fizermos em cada hora pode ser considerado uma “hora santa”, desde que seja com verdadeiro espírito. Estivemos com Jesus Cristo, uma vez que cada irmão é Jesus Cristo.
Sendo a caridade a virtude mais excelente, vivamos todos em caridade!
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
MUDANÇAS!
É parte da minha cruz,
Que, ora, transfiro para si;
O seu peso só reduz,
Se a levar com Jesus,
Como eu fiz até aqui.
Maria não está de fora:
Faz parte de uma cadeia,
Activa, em cada hora;
Atende-nos, sem demora:
Entre Cristo e nós, medeia.
De lançar a mão ter medo,
Ao arado da missão? Isso não!
Sabemos bem o segredo,
Que, mais tarde, ou mais cedo,
Nos liberta da aflição!
Antes de agir, muito orar
E manter-se disponível.
O amor sempre no ar,
Atenta a todos estar:
Atingirá alto nível!
Sei que eu não fazia assim,
Bem longe disso, afinal!
Era difícil para mim,
Da humana fraqueza vim:
Nunca fui o ideal!
domingo, 11 de outubro de 2009
FORMAÇÃO
Mais uma vez o Padre Dário. Até foi apelidado de "pai" das Constituições, pois foi um grande auxílio para a redacção das mesmas, na primeira Assembleia-Geral que as Servas Internas realizaram e que deu início a uma dinâmica diferente, na Liga dos Servos de Jesus.
Passou-se, de imediato, ao auditório.
Estes dois pilares devem nortear a nossa vida comunitária.
Seguiu-se um almoço de confraternização, servido sem qualquer indício de crise, e cantaram-se os parabéns às jubiladas, enquanto se partia o bolo, confeccionado a perc
eito para o evento.
Estava entre nós uma das nossas missionárias, que espelhava o entusiasmo da primeira hora e parecia querer contagiar-nos a todas, com o fogo que lhe ardia lá dentro!...