sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
domingo, 20 de dezembro de 2009
BOAS FESTAS!

Tenham muito BOAS FESTAS!
Instaram famílias várias,
Ainda que imaginárias,
Para que as melhores fossem estas!
Também para o NOVO ANO,
Auguramos bom sucesso:
Maior vontade de agir,
Em direcção ao porvir,
Pois todo o esforço tem preço!
A casa já tem princípio
E alguém para abrigar;
Mais virão e, a seu tempo,
Veremos vosso talento,
Na arte de evangelizar.
Chamar, porém, é com Deus,
Só Ele vê o coração:
Os Zaqueus as Madalenas
Bebem verdades eternas,
Que ensinais com a oração.
Estamos felizes convosco,
Rejubila a nossa alma!
Contudo, a vossa ausência,
Só se esquece porque a essência,
Desse labor leva à palma.
D. ELISA E D. ETELVINA, NO CÉU!
Nesse dia, em que partiram,
Ou ainda nem se viram,
Para não haver desmando?
Apraze-me imaginar
Que, encontrar-se com Deus
E todos os filhos seus,
Demora, nesse lugar!
Lugar?! Será fantasia…
Estado de alma, talvez,
Conforme o que aqui se fez,
O melhor que se podia.
São tantos, tantos, Senhor!
Até dos que conhecemos,
E dos quais nada sabemos,
Ninguém se lembra de cor.
Foi mistério, esta partida!
Seguiram rotas diferentes,
Entre as mais diversas gentes,
Mas algo comum na vida.
Humanamente falando,
D. Elisa tinha o nível
E estava disponível;
Deus fez mover o comando!
D. Etelvina, porém,
Vigiava, com desvelo,
O seu mais querido elo,
Como se dele fosse a mãe!
Tinham combinado antes
E mantiveram segredo?
Uma foi horas mais cedo,
Mas ambas pouco distantes!
Partiram num lindo dia!
A festa da Imaculada,
Por nossos reis coroada,
Da melhor coroa que havia.
Saber como tudo é
Não vamos nós, de certeza;
Aguardamos a surpresa,
Tornando mais forte a fé!
domingo, 13 de dezembro de 2009
AINDA O RETIRO DO ROCHOSO:

ADVENTO-Itinerário de um encontro salvífico.
Com a Mafalda, analisemos o mundo doente, que somos nós.
Advento é a vinda periódica da divindade, já com sentido religioso; É a última vinda do Senhor. Mas é também, em relação ao 1º Natal, vinda d’Aquele que vem por AMOR.
É neste sentido que queremos viver o Advento. Somos tentados a não sermos bons. A Mafalda consegue fazer tudo para curar o mundo doente. Devemos ter um AMOR que transfigura.
Desde a Criação, Deus tem-se oferecido ao mundo. Oferece-Se naquilo que cria. Dá tudo. Dar o próprio Filho é dar tudo, dar mais do que a si próprio.
Devemos dar um sentido à nossa oferta e viver dela. É o que Deus faz. Os presentes devem implicar quem os oferece.
Desejo da vinda do Salvador. O desejo transfigura a espera!
Os desejos habitam-nos. Por vezes, não os concretizamos. Não devíamos opôr-nos aos desejos de Deus.
As nossas inquietações, mesmo negativas, vêm revelar a necessidade de algo. (Lembremo-nos da polémica de Saramago).
Não há consagração, sem se viver o desejo. Quando se vai o desejo de Deus, termina a nossa consagração, ainda que a tenhamos registada no papel. Quando celebramos algum acontecimento, o mesmo já tinha sido celebrado pelo desejo, em maiores proporções do que no momento da celebração. O nosso desejo e o nosso amor devem ser perseverantes.
Se o nosso desejo em relação a Deus é limitado, não presta, é fictício. Por seu lado, o amor, ou é total, ou não é amor.
Este desejo da festa de Natal reflecte-se neste tempo do Advento. O desejo é que nos faz caminhar para a meta. Sem o desejo não se caminha.
Toda a caminhada descrita na Bíblia é em ordem a despertar a necessidade da vinda de um Messias, Salvador, mas O que vem só pode penetrar nos corações, se estes estiverem alimentados pelo desejo.
Advento, tempo de preparação.
Matar o tempo rouba-nos a vida. Sempre que desprezamos a vida, estamos a matá-la.
Na Bíblia, o tempo é pedagógico, é sempre uma preparação para a conversão. Lembremos os períodos de 40 anos/dias nela referidos. São sempre passagem, evolução…
É tempo vivido para a esperança e dela se alimenta.
O Cristão é aquele que vive em esperança. “Preparar os caminhos do Senhor”, diz Isaías. Tem que ser uma espera activa e eficaz, diz João Baptista. O tempo adiado deixa de ser tempo. O Advento é um tempo, sem ele não há Natal.
O Messias vem? Vem, ou não vem? “É que nós não vemos nada de diferente em vós!”, podem dizer os não crentes.
João Baptista pergunta a Jesus: “És Tu o que vem responder às nossas esperanças?” “Os cegos vêem, os mudos falam…” É a resposta de Jesus.
Nota-se em mim que o Messias vem?
Devemos viver na certeza de que Ele vem e, ao mesmo tempo, desejar que Ele venha. Nunca devemos estar saciados da ideia dessa vinda.
O Advento projecta-nos para o futuro, não nos fecha no passado.
Os tempos são diferentes e desafiam-nos para a novidade da resposta.
A criança do presépio revela-nos o novo rosto de Deus.
É nossa missão dar um rosto novo à humildade.
O encontro é o Natal!
Mas deve acontecer diariamente. Este encontro fica para a Adoração. É durante ela que vamos encontrar-nos cara a cara com Aquele que esperamos. O encontro deve deixar marcas. O encontro do qual saímos iguais não é encontro.
O ritmo da vida faz-nos esquecer tudo o resto! Os problemas são verdade? O resto não é verdade? O que é que pesa mais?
Uma realidade não elimina a outra.
Não viver na alegria é dizer a Jesus descaradamente: “Não sei para que vieste!” “Não vale a pena voltares!”
sábado, 12 de dezembro de 2009
RETIRO DE DEZEMBRO, NO ROCHOSO!
O nosso orientador foi o Senhor Padre Serafim, cujo nome parece assentar-lhe a cem por cento, assim Deus nos ouça e continue a ajudá-lo a ser coerente com ele.




-Viver em alegria

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
MAIS DUAS SERVAS, MUITO QUERIDAS, QUE PARTIRAM!
D. Elisa


Já ninguém entende nada,
Ambas partiram para o céu,
Na festa da Imaculada!
Cada uma no seu género,
Santas à sua maneira,
Desprezaram o efémero,
Levando-nos a dianteira!
Quer seja um grande "chavão",
Ou dos médicos rurais,
Não têm a vida na mão,
Nenhum é menos, nem mais!
Deus é que dela faz dom
E a retoma a seu jeito;
Sendo Ele um Pai tão bom,
Só faz o que é bem feito.
Foram contemporâneas nesta casa, ambas leccionaram na Escola e eram amigas. A D. Etelvina Pacheco Serrano Dinis da Fonseca sentiu que Deus a chamava a constituir família e assim decidiu, passando a viver em Lisboa. A D. Elisa por aqui se manteve, ausentando-se, apenas, nas férias. Até que sentindo-se já um pouco limitada, passou a permanecer a tempo inteiro.
A D. Etelvina foi sempre muito dinâmica. Dava bastante apoio ao núcleo de Servos Externos de Lisboa. Uma qualidade que nela se salientava era a preocupação pelo outro. Resolvia todos os problemas que estivessem ao seu alcance. Leccionou, durante muito tempo, no Colégio das Oblatas, em Lisboa. Estimava e era estimada por todas as suas alunas, das quais falava com grande carinho e amizade. Claro que vivia com intensidade os seus problemas, não só durante a vida escolar, mas pela vida fora.
A D. Elisa era mais introvertida. Tinha um viver muito suigéneris, mas manifestava grande virtude, quando a ocasião se proporcionava.
Muitos conheciam-na como a Elisinha. Quando o Colégio começou, a D. Elisa foi um grande apoio para a Ir Maria Rita.Que Deus lhes dê a recompensa de todas as boas acções que praticaram e que, junto d'Ele, intercedam por nós.
domingo, 6 de dezembro de 2009
CONTINUAMOS COM ANGOLA!
Arrancaram as obras, em Quilenda.
As nossas Missionárias já lá têm uma tenda!





sábado, 21 de novembro de 2009
RETIRO MENSAL, NA RUVINA
A Ruvina é uma aldeia pequena do concelho do Sabugal e não muito distante daquela cidade. Há 75 anos, o Senhor D. João de Oliveira Matos fundou ali uma Comunidade de membros da Liga dos Servos de Jesus, apoiado pela família Correia Dinis da Fonseca. A 1ª Superiora dessa Comunidade foi a Senhora D. Cândida Correia Dinis da Fonseca, mais conhecida por D. Candidinha.
Sempre foi uma casa muito acolhedora e as crianças ali educadas ficam ligadas entre elas e à própria Casa, como se de membros de uma família biológica se tratasse.
Sendo o actual número de Irmãs extremamente reduzido, lá andavam as antigas utentes, hoje mães de família, a preencher todas as lacunas que poderiam surgir, pois sentem-se "ofendidas", se alguém se atreve a afirmar que a Ruvina já não é a mesma.
Este foi o tema de reflexão para o dia de hoje.
Caso estejam interessados em meditar os textos sugeridos, aqui ficam as citações e uma frase resumo para cada um, conforme proposta do orientador, Rev.do Padre Moiteiro.
Mt 13, 3-23: A semente produz de acordo com a qualidade do terreno.
3 qualidades de terreno negativo: caminho, rochas e espinhos.
3 qualidades de terreno positivo: trinta, sessenta ou cem, por um.
Mt 7 24-27: O prudente resiste às dificuldades.
Is 55, 10-11: A Palavra é como a chuva e a neve… que produzem frutos.
Heb 4, 12-13: A Palavra de Deus é viva e eficaz, mais penetrante que uma espada de dois gumes… (Cf Ofício de Leitura de sexta-feira, XXX).
1. Dificuldades que vêm de dentro de nós:
O cansaço como uma doença do mundo de hoje. Não é legítimo perder o entusiasmo pela causa do Evangelho. Assim, seremos como um motor sem rotações ou locomotivas sem carruagens.
A insegurança interna traduz-se num confiarmos demasiado em nós em vez de confiarmos em Deus.
A falta de saúde, o sentir que somos velhos e não temos quem nos substitua é uma doença terrível que se está a espalhar nos ambientes religiosos.
O arrefecimento interior. Temos de cuidar este vaso de barro, no qual trazemos a nossa vocação/mistério. Temos de ter entusiasmo em ser santos.
As expressões sublinhadas são a radiografia exacta das actuais comunidades das Servas Internas. Nunca vi nenhum retrato tão fiel da nossa situação. Podemos fazer esforço por melhorar, por disfarçar, acabamos sempre por ir bater a estes pontos. Talvez seja uma visão derrotista, mas também tem muito de realista.
É verdade que não queremos cruzar os braços, mas eles tendem, naturalmente, para essa posição!
2. Dificuldades que nascem do exterior
O deserto em que vivemos. Cada vez mais as nossas comunidades são pequenas, não há jovens nem crianças…
Ambiente contrário aos valores do Evangelho. A máquina secularista está cada vez mais forte. Em nome da liberdade religiosa e dos direitos humanos, proíbem-se os crucifixos nas escolas, ataca-se o cristianismo… Os valores que se veiculam nos mass media não são os valores evangélicos.
Secularismo é uma ideologia segundo a a qual se devem organizar as realidades terrestres, prescindindo de Deus. Por exemplo:
-Proibir os símbolos ou práticas religiosas nas escolas.
-Tirar os capelães dos hospitais.
-Disponibilizar para as aulas de EMR tempos em que não pode haver outras aulas.
Para “remar” contra este secularismo, nós devemos dar o “salto de qualidade”, isto é fazer tudo com perfeição.
Deus pede-nos o nosso coração e quer enchê-lo dos seus dons. Entreguemos-Lho.
Esforcemo-nos por ser santos à maneira do Senhor D. João:
1º Andando na graça de Deus;
2º Fazendo todo o bem possível aos irmãos;
3º Fazendo-o por amor a Deus;
A seguir a esta reflexão, houve uma hora de adoração, em silêncio, diante do Senhor solenemente exposto, que se desenvolveu em reparação, louvor, acção de graças e se fizeram alguns compromissos particulares. Terminou com a bênção do Santíssimo.
Houve, em seguida, um almoço volante, durante o qual se praticou um são convívio. Há sempre alguém que já não vemos há algum tempo!
Após o almoço, foi apresentado um PowerPoint com a homilia feita pelo Prior dos Monges de Sobrado, na profissão monástica do Pe José Luís Farinha, um momento vivido com entusiasmo na nossa diocese, da qual retivemos, sobretudo, dois pontos.
-Para se ser santo é necessário ser humilde.
-Devemos procurar Deus dentro de nós e não em caminhos muito afastados.
Já o tema aglutinador do nosso dia era reavivar, de modo particular, o dom que Deus nos fez, no dia do nosso baptismo.
Não se notava muito, mas que todas vínhamos mais ricas de conhecimentos, ninguém pode negar!
domingo, 15 de novembro de 2009
MAIS UMA NO CÉU E A MENOS ENTRE NÓS!
VOTOS PERPÉTUOS DO PADRE JOSÉ LUÍS FARINHA!
Foi na Sexta-feira, 13, no mês de Novembro, de 2009. É o dia em que se celebram todos os Santos que foram da Ordem Beneditina e continuam a pertencer-lhe, já sem perigo de mudarem de senhor. É que, enquanto estamos neste mundo, nunca somos de fiar!...
O senhor Padre José Luís Farinha tinha decidido
“pedir” a entrada definitiva na Ordem e a misericórdia de Deus. Assim se expressou quando, estendido no chão, de bruços, em frente do Prior do Monasterio Cisterciense de Sobrado de Los Monxes, na Coruña, Espanha, aquele lhe dirigiu a pergunta: “Que pedes, José Luís?”
Foi uma cerimónia rica de significado espiritual, integrada na celebração Eucarística, presidida por D. Manuel da Rocha Felício, bispo da Guarda e por D. António dos Santos, bispo emérito desta diocese, acompanhados pelo Prior do Convento e restantes Padres e Irmãos da Comunidade. O coro, quase exclusivamente masculino e tão harmonioso, ao som de um órgão bem afinado, fazia-nos acreditar que estávamos a viver momentos celestiais.
Havia, ainda, dois grupos de religiosas, sendo um de beneditinas, e alguns leigos.
O Senhor D. Manuel dirigiu uma palavra de regozijo à assembleia, antes de terminar a celebração. Disse que Deus se dignou passar pela diocese da Guarda e chamar o Padre José Luís à vida contemplativa e que, embora o número actual de sacerdotes seja escasso, faz todo o sentido termos sabido partilhar a nossa pobreza, ajudando este sacerdote a ser fiel ao chamamento de Deus.
Foi uma festa das poucas que não têm como conclusão “um jantar de homenagem”.
Tudo terminou com a oração de “Completas”, cantadas com uma devoção contagiante e com o cântico da Salvé Rainha, que todos
INICIARAM OS ENCONTROS!
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
REFLECTIR, COM OS SANTOS DA LIGA!
O vosso exemplo a todos nós seduz;
Cair no marasmo é tão fácil, porém,
Que bem afastados estamos do Além.
Queremos, juntinhos, lutar, com denodo
E levar a Cristo este mundo todo;
Foi do Fundador a principal meta,
Mas voou para o céu, sem a ter completa.
E, como herança, nos deixou, depois,
Trabalho intenso para os nossos sóis;
Mas somos tão fracos, seja como for,
Que não conseguimos nada de melhor.
Sua vida santa nem tudo mudou,
Nós tão imperfeitas, com o que ficou;
Bem poucos seguiram o seu nobre exemplo,
E por culpa nossa, falta de talento.
A Obra é de Deus, para continuar?
Por vezes, parece que vai soçobrar!
Com entusiasmo, prosseguem alguns,
Mas, valha a verdade, são pouco comuns.
Contudo, a batalha há-de ser vencida,
Pois que, sem sentido, seria tal vida;
Se é para o Reino que nós trabalhamos,
Dobremos esforços, acima de humanos!
Pois, os nossos Santos com desejo estão,
De mover o arado, até que dê pão;
E, se em nós surgir a vontade forte,
Vamos conseguir rumar, rumo ao norte!
São mais numerosos os que estão no céu,
Do árduo trabalho, paga Deus lhes deu;
Agora, com tempo, eles velam por nós,
Ouvem claramente nossa débil voz.
Levai, por favor, nossas orações
A Deus, a pedir santas vocações;
Não terão valor, mas com vosso tom,
Talvez nos mereçam tão sublime dom!
domingo, 25 de outubro de 2009
REUNIÃO DOS CONSELHOS COORDENADORES, COM A EQUIPA VOCACIONAL E AS DELEGADAS!
Conforme consta na calendarização das actividades da Liga, para o ano pastoral 2009/2010, realizou-se, hoje, o primeiro encontro da “equipa vocacional”, com as delegadas (uma por comunidade) e os Conselhos Coordenadores dos Servos Externos e das Servas Internas, no Outeiro de S. Miguel.
Ambiente imbuído do odor de santidade de D. João de Oliveira Matos, que muito bem reflecte a maneira como as Irmãs que ali vivem acolhem quem por lá passa, é o local ideal para estes encontros.
Presente estava a nossa missionária, ainda em férias, mas sempre a mourejar, adiantando-se no desempenho de qualquer tarefa, acrescida à comunidade, devido aos visitantes, e “orgulhosa” por nos poder apresentar o seu futuro pároco, em Angola, o Padre Ferreira, que antecipadamente as adoptou como paroquianas, tirando-lhes do caminho o maior número de pedras possível, para que tudo lhes possa “correr sobre rodas”, na vida do dia a dia, e, sobretudo, nos trabalhos apostólicos. Bem haja, Senhor Padre Ferreira! Afinal, tudo é missão!
A actividade iniciou-se com uma invocação ao Espírito Santo e uma curtíssima reflexão sobre os escritos do Senhor D. João. A introdução ao tema: "AS VOCAÇÕES", foi feita pelo ilustre visitante, já referido, que nos deixou bastante animadas quanto às probabilidades que as nossas Irmãs, em Angola, têm de ajudar jovens a prestar atenção ao chamamento de Deus. Eles são, realmente, numerosos e mostram-se sedentos e cheios de boa vontade. Escasseiam os meios para se lhes proporcionar formação humana que sirva de alicerce para posterior formação espiritual e religiosa.
Admirável é o exemplo que o pároco lhes transmite. Para estar mais próximo do povo, que dele carece de verdade, dispõe da Sacristia da Igreja, como alojamento. E não se mostra preocupado com esta questão, antes faz esforço para melhorar as condições do espaço físico da igreja e do seu equipamento. Observa a azáfama dos que se deslocam, a pé ou de bicicleta, de grandes distâncias para participarem na Eucaristia, frequentarem alguma escola, ou comercializarem produtos e assim lutarem pela sobrevivência. A paróquia tem dimensões semelhantes às de algumas dioceses de Portugal.
Entre as ajudas que já proporcionou às Irmãs, é de referir a aquisição de um terreno, de dimensões bem maiores do que um outro que tinham em vista, para a construção de instalações próprias, pois estão a viver numa casa cedida pelas religiosas do Amor de Deus. Pensando que se tratava de uma grande área, ao ver o espaço do Outeiro de São Miguel, ficou surpreendido! Quantas vezes caberia o de Angola no Outeiro de São Miguel?
Mas não podemos ser ambiciosos nas coisas materiais! "Devagar, se vai ao longe!"
E nós cá, o que vamos fazer?
O Senhor D. João quer que os Servos sejam:
- Almas eucarísticas;
- Discípulos de Jesus, na vida de cada dia;
- Amem a Igreja (tornar cada aldeia um convento).
Vamos tentar despertar nos jovens um grande entusiasmo para conhecerem e seguirem Jesus Cristo. Não podemos ter medo de os desafiar. Temos de ir ao seu encontro e não esperar que eles venham ter connosco. Este passo poderia nunca acontecer e a responsabilidade seria nossa. Sabemos que quem chama é Deus. Não tenhamos dúvidas. Mas nós temos de preparar as pessoas para ouvirem o chamamento.
Porém, após uma primeira reunião de sensibilização, não podemos abandonar o produto do nosso trabalho inicial. Compete a cada comunidade proporcionar novos encontros, inventar estratégias diversificadas para incitar à perseverança, à descoberta de novos caminhos. Deve haver alguém que dê continuidade ao projecto iniciado.
Estão também agendadas reuniões com os Servos Externos e simpatizantes, no sentido de com eles se fazer uma preparação mais intensa, em ordem a orientá-los para, no dia 6 de Fevereiro, os que assim o decidirem poderem fazer o primeiro compromisso. Já vários manifestaram esse desejo.
Terão no dia 23 de Janeiro um dia de retiro. No silêncio fala Deus!
No final, houve algumas informações, provenientes do Secretariado da Pastoral Vocacional, dos Jovens da Mensagem de Fátima, sobre acções que estão a ser desenvolvidas em ordem a uma melhor vivência do ano sacerdotal. Entre elas, destaca-se uma Adoração mensal, ao Santíssimo Sacramento, dinamizada pelas diferentes comunidades religiosas, leigos consagrados ou movimentos existentes na diocese.
Que o Senhor da Messe nos ouça e faça o que melhor for para a humanidade, que tão desorientada se apresenta!
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
COORDENADORAS: (Novas e cessantes)
Governo da Comunidade Local
Uma Coordenadora deve ser uma mãe, promover a vida fraterna na Comunidade e cuidar de um modo especial da vida espiritual de todos os seus membros. Tem de amar as suas irmãs cordialmente, isto é, com o coração. Velar para que haja ambiente e horário para a oração. Não é só fazer obras, ou outras coisas. E a sua vida espiritual?
Deve ser uma vida comunitária a sério. Quando há reuniões devem ser bem preparadas. Pode delegar em alguém, mas tudo tem de passar pelo coração da Coordenadora.
Tem de zelar pela fidelidade ao Carisma da Liga e à observância das Constituições, estar atenta à pobreza, aos anos que deve ser Coordenadora. Se a própria não cumpre, vai ser difícil levar as outras a cumprir...
Se existem na Comunidade elementos difíceis, se ficaram na Liga e não deviam, não se podem mandar embora, agora, que já estão indefesos.
A Coordenadora deve animar a Comunidade, deve ter espírito criativo, inovador.
Tendes o exemplo do vosso Fundador. A maneira como ele viveu é uma riqueza!
As Constituições são para rezar e meditar. Há nelas muita teologia do Carisma e da Igreja.
A vivência da castidade deve levar as Coordenadoras a serem mães, não só dos membros da mesma, mas do mundo inteiro! Confere-lhes, portanto, o dom de uma maternidade universal!
FORMAÇÃO (cont.)
As Constituições não deviam ser um aguilhão para nos ajudarem a cumprir fosse o que fosse, mas antes uma norma que nos alertasse para algum exagero, lembrando-nos, por exemplo, que “mais casto do que isto não é necessário”; Deviam ser o corrimão em que nos apoiamos, o auxiliar poderoso para nos levarem a pôr em prática as normas ali prescritas.
O importante no cumprimento de normas é a paixão por Jesus Cristo, que deve imperar no nosso coração, e o desejo de O imitar.
A prática de qualquer virtude tem de brotar do coração e dali estender-se a todo o ser.
Para se ser casto, não basta observar o 6º e o 9º mandamentos. Podemos viver estes e ter o coração adulterado.
O que significa ter o coração adulterado? Estar apegado a uma amizade doentia, a nós próprios, ao carro, ao dinheiro, ao nosso espaço, às nossas coisas, ou até à casa onde trabalhamos. Quanto mais eu viver a pobreza e a castidade, mais livre sou.
Não temos votos, mas o compromisso de viver os Conselhos Evangélicos é caminho de libertação. Os tipos de adultério referidos ferem mais a Deus do que uma falha na castidade.
O capítulo da pobreza é sempre o mais difícil de cumprir. Cada um tem a sua maneira de o interpretar.
Queremos ser Cristo visível. As pessoas (famílias, alunos, professores, funcionários), quando olham para nós, vêem Jesus Cristo?
Obediência
Jesus não só obedeceu ao Pai, mas aos homens: obedeceu à Sagrada Família, aos Romanos, à Lei. E fê-lo, porque via nisso a vontade do Pai, via-O presente em tudo.
No Horto das Oliveiras, Jesus disse: “Pai, faça-se a tua vontade, não a minha”. Isto prova que a vontade de Jesus, se fosse independente da do Pai, não era a de sofrer e morrer. Dispõe-Se, por isso, a fazer a do Pai e a esquecer a sua. Jesus é obediente até à morte. Obedecer exige, para nós, a morte do nosso eu.
Jesus obedece, porque ama o Pai e não quer outra coisa senão fazer a sua vontade.
Obedecer à Coordenadora é obedecer ao Pai. O Espírito Santo assiste quem manda, mas também quem obedece, actua nos súbditos. Se os Coordenadores não ouvem o que diz o Espírito através dos súbditos, podem pecar contra o Espírito Santo. Daí, a importância do diálogo. Saibam, contudo, que a última palavra é a da autoridade!
Para a prática da obediência e das demais virtudes, é imprescindível ter vida de oração. As Servas são “mulheres” de oração pelo carisma que lhes legou o Fundador. O trabalho também é oração, mas não substitui os momentos específicos que à oração devem ser dedicados. Lembremo-nos da meia-hora diária de adoração, diante do sacrário, e mantenhamo-nos fiéis a essa prática.
Maria é modelo de oração. Paulo VI apelidava-A de virgem dada à oração.
Hoje, a alma do mundo está doente! Cada vez mais, a nossa vida de oração tem razão de existir. Temos de contrabalançar com as desordens do mundo actual.
Configuração com Cristo
Temos de fazer esforço por nos configurarmos, cada vez mais, com Cristo. Esta configuração passa, sobretudo, pela caridade. Se Deus é AMOR, Jesus é o amor feito carne. Quanto mais nos amarmos, mais nos configuramos com Jesus. “Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor”, diz S. João.
O texto das Constituições exorta-nos a viver o amor como S. Paulo o define: paciente, serviçal, benigno, não se irrita, não julga mal… O amor de Jesus é uma paixão pelo Pai e pelo mundo. Jesus ama os Zaqueus, as Madalenas, os ladrões… Isto escandaliza os fariseus.
Nós não conseguimos tanta proximidade a este amor de Jesus, porque “trazemos o tesouro em vasos de barro”, mas devemos tentar, por todos os meios ao nosso alcance, aproximar-nos dele o mais possível.
As Constituições insistem em algo muito importante: ir descobrindo em cada pessoa a imagem de Jesus Cristo. “Diante de quem sofre, devíamos estar de joelhos, como diante da custódia”, dizia a Madre Teresa de Calcutá, porque é Jesus que sofre.
O trabalho que fizermos em cada hora pode ser considerado uma “hora santa”, desde que seja com verdadeiro espírito. Estivemos com Jesus Cristo, uma vez que cada irmão é Jesus Cristo.
Sendo a caridade a virtude mais excelente, vivamos todos em caridade!
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
MUDANÇAS!
É parte da minha cruz,
Que, ora, transfiro para si;
O seu peso só reduz,
Se a levar com Jesus,
Como eu fiz até aqui.
Maria não está de fora:
Faz parte de uma cadeia,
Activa, em cada hora;
Atende-nos, sem demora:
Entre Cristo e nós, medeia.
De lançar a mão ter medo,
Ao arado da missão? Isso não!
Sabemos bem o segredo,
Que, mais tarde, ou mais cedo,
Nos liberta da aflição!
Antes de agir, muito orar
E manter-se disponível.
O amor sempre no ar,
Atenta a todos estar:
Atingirá alto nível!
Sei que eu não fazia assim,
Bem longe disso, afinal!
Era difícil para mim,
Da humana fraqueza vim:
Nunca fui o ideal!
domingo, 11 de outubro de 2009
FORMAÇÃO
Mais uma vez o Padre Dário. Até foi apelidado de "pai" das Constituições, pois foi um grande auxílio para a redacção das mesmas, na primeira Assembleia-Geral que as Servas Internas realizaram e que deu início a uma dinâmica diferente, na Liga dos Servos de Jesus.
Passou-se, de imediato, ao auditório.
Estes dois pilares devem nortear a nossa vida comunitária.
Seguiu-se um almoço de confraternização, servido sem qualquer indício de crise, e cantaram-se os parabéns às jubiladas, enquanto se partia o bolo, confeccionado a perc
eito para o evento.
Estava entre nós uma das nossas missionárias, que espelhava o entusiasmo da primeira hora e parecia querer contagiar-nos a todas, com o fogo que lhe ardia lá dentro!...